Blucher Biochemistry Proceedings
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Imobilização covalente de a-D-manosídeo em membrana de celulose bacteriana
Imobilização covalente de a-D-manosídeo em membrana de celulose bacteriana
Santos, Simone Birkheur dos; Ribeiro-Viana, Renato M.; Tischer, César A.; Butera, Anna Paola
Resumo:
A celulose bacteriana na forma de membrana vem obtendo prestígio na área de biomaterias. Sua aplicabilidade inclui substituir temporariamente a pele na recuperação de ferimentos. A cicatrização de ferimentos cutâneos depende de diversos mecanismos imunológicos como as Lectinas Ligantes de Manose (MBL) que reconhecem seletivamente epítopos de α-D-manose presentes na superfície de microrganismos, promovendo fenômenos celulares e humorais. Com vistas a incorporar propriedades pró-inflamatórias à celuloses bacterianas, viabilizamos a imobilização de epítopos sacarídicos a este biomaterial, mantendo sua estrutura de membrana. Neste trabalho, relata-se a preparação e a caracterização de um glicoconjugado de D-manose. Um filme de celulose bacteriana foi tratado com anidrido succínico e piridina em diclorometano, sob refluxo. A celulose succinilada (CB-Sc) foi acoplada ao α-D-manopiranosídeo de 4-aminofenol, obtido previamente em quatro etapas, de acordo com metodologia descrita por Hoshino e colaboradores (2012) como segue: uma solução deste manosídeo em dimetilformamida anidra foi adicionada ao filme de celulose succinilado, dimetilformamida anidra e 4-dimetilaminopiridina, seguida da adição de 1-etil-3-(3dimetilaminopropil)carbodiimida solubilizada no mesmo solvente anidro. A CB-Sc foi mantida neste meio reacional em lavadora ultrassônica por 9 horas (frequencia de ~3k Hz). Os filmes de celulose modificados (CB-ScMn) foram caracterizados por espectroscopia FT-IR. O espectro do filme succinilado apresentou banda de absorção em 1725 cm-1 referente ao vC=O de grupos éster e ácido carboxílico, o que caracterizou a incorporação do grupo succinil à celulose bacteriana. A imobilização covalente do manosídeo aromático foi evidenciada pela diminuição da intensidade da banda em 1725 cm-1 e pelo aparecimento da banda I de amida em 1692 cm-1. A análise comparativa dos espectros de FT-IR dos filmes de celulose modificados indicam a ocorrência da incorporação covalente de α-D-manosideos de arila à celulose bacteriana (CB-ScMn). Este novo material será avaliado posteriormente em ensaios de afinidade com lectinas modelo e em ensaios de cicatrização de lesões cutâneas.
A celulose bacteriana na forma de membrana vem obtendo prestígio na área de biomaterias. Sua aplicabilidade inclui substituir temporariamente a pele na recuperação de ferimentos. A cicatrização de ferimentos cutâneos depende de diversos mecanismos imunológicos como as Lectinas Ligantes de Manose (MBL) que reconhecem seletivamente epítopos de α-D-manose presentes na superfície de microrganismos, promovendo fenômenos celulares e humorais. Com vistas a incorporar propriedades pró-inflamatórias à celuloses bacterianas, viabilizamos a imobilização de epítopos sacarídicos a este biomaterial, mantendo sua estrutura de membrana. Neste trabalho, relata-se a preparação e a caracterização de um glicoconjugado de D-manose. Um filme de celulose bacteriana foi tratado com anidrido succínico e piridina em diclorometano, sob refluxo. A celulose succinilada (CB-Sc) foi acoplada ao α-D-manopiranosídeo de 4-aminofenol, obtido previamente em quatro etapas, de acordo com metodologia descrita por Hoshino e colaboradores (2012) como segue: uma solução deste manosídeo em dimetilformamida anidra foi adicionada ao filme de celulose succinilado, dimetilformamida anidra e 4-dimetilaminopiridina, seguida da adição de 1-etil-3-(3dimetilaminopropil)carbodiimida solubilizada no mesmo solvente anidro. A CB-Sc foi mantida neste meio reacional em lavadora ultrassônica por 9 horas (frequencia de ~3k Hz). Os filmes de celulose modificados (CB-ScMn) foram caracterizados por espectroscopia FT-IR. O espectro do filme succinilado apresentou banda de absorção em 1725 cm-1 referente ao vC=O de grupos éster e ácido carboxílico, o que caracterizou a incorporação do grupo succinil à celulose bacteriana. A imobilização covalente do manosídeo aromático foi evidenciada pela diminuição da intensidade da banda em 1725 cm-1 e pelo aparecimento da banda I de amida em 1692 cm-1. A análise comparativa dos espectros de FT-IR dos filmes de celulose modificados indicam a ocorrência da incorporação covalente de α-D-manosideos de arila à celulose bacteriana (CB-ScMn). Este novo material será avaliado posteriormente em ensaios de afinidade com lectinas modelo e em ensaios de cicatrização de lesões cutâneas.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/biochem-vsimbbtec-22077
Referências bibliográficas
- [1]
Como citar:
Santos, Simone Birkheur dos; Ribeiro-Viana, Renato M.; Tischer, César A.; Butera, Anna Paola; "Imobilização covalente de a-D-manosídeo em membrana de celulose bacteriana", p-341-341.
In: In Anais do V Simpósio de Bioquímica e Biotecnologia - VSIMBBTEC [=Blucher Biochemistry Proceedings]..
São Paulo: Blucher,
2015.
ISSN 23595043,
DOI 10.5151/biochem-vsimbbtec-22077
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TY - CONF T1 - Imobilização covalente de a-D-manosídeo em membrana de celulose bacteriana JO - Blucher Biochemistry Proceedings VL - 1 IS - 2 SP - 341 EP - 341 PY - 2015 T2 - V SIMPÓSIO DE BIOQUÍMICA E BIOTECNOLOGIA AU - , , , SN - 23595043 DO - http://dx.doi.org/10.5151/biochem-vsimbbtec-22077 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/imobilizao-covalente-de-a-d-manosdeo-em-membrana-de-celulose-bacteriana-21865 KW - ER -
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Simone Birkheur dos Santos, Renato M. Ribeiro-Viana, César A. Tischer, Anna Paola Butera, Imobilização covalente de a-D-manosídeo em membrana de celulose bacteriana, Blucher Biochemistry Proceedings, Volume 1, 2015, Pages 341-341, ISSN 23595043, http://dx.doi.org/10.5151/biochem-vsimbbtec-22077 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/imobilizao-covalente-de-a-d-manosdeo-em-membrana-de-celulose-bacteriana-21865) Palavras-chave:: ;