Outubro 2021 vol. 7 num. 1 - V Congresso de Escolas Médicas

Revisão de Literatura - Open Access.

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SEXUALIDADE HUMANA E MEDICINA

SEXUALIDADE HUMANA E MEDICINA

Musmanno, Luiz Henrique Fernandes ; Vieira , Ricelly Pires ; Junqueira , Breno Bueno ; Belchior, Letícia Romeira ;

Revisão de Literatura:

"INTRODUÇÃO: Ao longo da história, no que se refere à sexualidade, a medicinase restringiu ao estudo e intervenção  no campo da anatomofisiologia, aparelhoreprodutor, gravidez, aspectos clínicos e epidemiológicos das infecçõessexuais transmissíveis. Sendo assim, as discussões no ensino médico eramvoltadas à cópula. Após o advento da discussão biopsicossocial no processo desaúde-doença, iniciaram também as abordagens sobre a sexualidade humana. Dessamaneira, o médico ainda hoje enfrenta dificuldades em falar dessa temática como paciente, compreender mais sobre o sofrimento físico e mental desseindivíduo em questão. Sendo esse um grande desafio, pois a técnica reiteradadurante toda a graduação propõe o exercício da escuta atenta, sensível ealiando conhecimento científico ao objetivo de proporcionar bem-estar aopaciente. OBJETIVOS: Analisar o impacto do estudo da sexualidade humana naMedicina. MÉTODOS: O estudo trata-se de uma Revisão da literatura que avaliouartigos das bases de dados Pubmed, Scielo e Google Scholar com os descritores“Human sexuality AND Medicine” nos idiomas inglês e português. RESULTADOS:Estudos demonstram que a partir da farmacologização do sexo, a sexualidadehumana é visto objetivamente e de preferência a partir do masculino, o queretoma uma retrógrada hierarquização de gênero e impossibilita uma visãointegral em saúde. Além disso, foi constatada uma nova subjetivação daprocriação na visão médica, com a redução do desejo à finalidade ter filhos.Nesse âmbito, para superar esse tabu, alguns trabalhos trouxeram o impacto dasexualidade na medicina. A priori, os alunos apresentavam preconceitos emdebater sobre temas sexuais, e através de um processo gradativo, houve adesconstrução desses obstáculos elencada à uma aquisição de habilidades para aassistência médica, com enfoque no respeito à diversidade sexual e de gênero.Ademais, os próprios acadêmicos e profissionais possuem sexualidade. Portanto,espera-se que esse conhecimento pessoal possa contribuir para a escuta dasqueixas do paciente, que muitas vezes não são correlacionadas às suadificuldade sexuais. CONCLUSÃO: A inserção do estudo da sexualidade naformação médica faz-se necessária para a sensibilização dos estudantes, atémesmo para que possam reconhecer a sua próprio condição de sujeitosexualizado. Independente da especialidade médica, o conhecimento dasexualidade humana é fundamental para contemplar a grandeza dessa profissão."

Revisão de Literatura:

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Palavras-chave: Sexualidade humana; Medicina,

Palavras-chave: -,

DOI: 10.5151/cesmed2021-71

Referências bibliográficas
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  • [4] RUSSO, J. A. A terceira onda sexológica: medicina sexual e farmacologização da sexualidade. Sexualidad, Salud y Sociedad (Rio de Janeiro), n. 14, p. 172–194, 2013.
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Como citar:

Musmanno, Luiz Henrique Fernandes; Vieira , Ricelly Pires ; Junqueira , Breno Bueno; Belchior, Letícia Romeira ; "SEXUALIDADE HUMANA E MEDICINA", p. 225-227 . In: Anais do V Congresso de Escolas Médicas. São Paulo: Blucher, 2021.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/cesmed2021-71

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