Blucher Medical Proceedings
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Reinternaç?o Hospitalar N?o Programada
Reinternaç?o Hospitalar N?o Programada
Valente, A.P.; Fernandes, V.F.; Butzke, B.L.; Jiménez, L.F.; Kipper, C.E.; Toralles, E.K.; Uzeika, L.
Resumo:
A taxa de reinternação hospitalar precoce não programada (RPNP) é definida como aquela que ocorre 7 dias após a alta. A RPNP tem sido utilizada como um indicador de qualidade assistencial e de gestão hospitalar. Além disso, com uma análise minuciosa da RPNP, é possível identificar os grupos de maior risco à RPNP e possibilitar uma intervenção adequada, estabelecendo metas individualizadas para cada área de atendimento. O objetivo deste trabalho é analisar a taxa de RPNP no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), comparando as taxas entre as diferentes áreas de atendimento. Métodos: Os dados foram retirados do sistema de Indicadores de Gestão no HCPA. Foram analisadas 348.939 internações e 10.813 reinternações precoces, comparando-se as taxas de janeiro de 2002 a junho de 2014. Resultados: A média geral de RPNP nos últimos 12 anos foi de aproximadamente 3%. A média anual de RPNP das áreas de Psiquiatria, Cirurgia e Obstetrícia encontram-se entre a menores avaliadas (0,53%, 1,45% e 1,59%, respectivamente). A maior taxa observada é a encontrada na Clínica Médica com uma média nos últimos 12 anos de 4,87%, seguida pela Pediátrica, com uma taxa de 4,27%. Conclusão: As médias de RPNP vêm se mantendo relativamente constantes nos últimos 12 anos. A discrepância entre os diferentes serviços (0,53% a 4,87%) é esperada, visto que cada especialidade lida com doenças de tratamento, evolução e prognóstico diferentes. As maiores taxas são observadas na área de Clínica Médica, que assiste a maior parte dos paciente crônicos e com múltiplas comorbidades, e na Pediatria, que tem sua atenção voltada para pacientes que, por ainda não terem completado seu desenvolvimento, são mais frágeis. Isto justifica as maiores taxas de complicação e RPNP nestas áreas, sem significar um prejuízo no atendimento. A avaliação das taxas de RPNP é importante para gerenciar os leitos hospitalares, além de buscar, junto com os profissionais de saúde e de assistência social, apoio na rede de atenção primária para que o cuidados dos pacientes seja continuado após a alta hospitalar.
A taxa de reinternação hospitalar precoce não programada (RPNP) é definida como aquela que ocorre 7 dias após a alta. A RPNP tem sido utilizada como um indicador de qualidade assistencial e de gestão hospitalar. Além disso, com uma análise minuciosa da RPNP, é possível identificar os grupos de maior risco à RPNP e possibilitar uma intervenção adequada, estabelecendo metas individualizadas para cada área de atendimento. O objetivo deste trabalho é analisar a taxa de RPNP no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), comparando as taxas entre as diferentes áreas de atendimento. Métodos: Os dados foram retirados do sistema de Indicadores de Gestão no HCPA. Foram analisadas 348.939 internações e 10.813 reinternações precoces, comparando-se as taxas de janeiro de 2002 a junho de 2014. Resultados: A média geral de RPNP nos últimos 12 anos foi de aproximadamente 3%. A média anual de RPNP das áreas de Psiquiatria, Cirurgia e Obstetrícia encontram-se entre a menores avaliadas (0,53%, 1,45% e 1,59%, respectivamente). A maior taxa observada é a encontrada na Clínica Médica com uma média nos últimos 12 anos de 4,87%, seguida pela Pediátrica, com uma taxa de 4,27%. Conclusão: As médias de RPNP vêm se mantendo relativamente constantes nos últimos 12 anos. A discrepância entre os diferentes serviços (0,53% a 4,87%) é esperada, visto que cada especialidade lida com doenças de tratamento, evolução e prognóstico diferentes. As maiores taxas são observadas na área de Clínica Médica, que assiste a maior parte dos paciente crônicos e com múltiplas comorbidades, e na Pediatria, que tem sua atenção voltada para pacientes que, por ainda não terem completado seu desenvolvimento, são mais frágeis. Isto justifica as maiores taxas de complicação e RPNP nestas áreas, sem significar um prejuízo no atendimento. A avaliação das taxas de RPNP é importante para gerenciar os leitos hospitalares, além de buscar, junto com os profissionais de saúde e de assistência social, apoio na rede de atenção primária para que o cuidados dos pacientes seja continuado após a alta hospitalar.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-II-cbmh-011
Referências bibliográficas
- [1]
Como citar:
Valente, A.P.; Fernandes, V.F.; Butzke, B.L.; Jiménez, L.F.; Kipper, C.E.; Toralles, E.K.; Uzeika, L.; "Reinternaç?o Hospitalar N?o Programada", p-20-20.
In: .
São Paulo: Blucher,
2014.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-II-cbmh-011
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A.P. Valente, V.F. Fernandes, B.L. Butzke, L.F. Jiménez, C.E. Kipper, E.K. Toralles, L. Uzeika, Reinternaç?o Hospitalar N?o Programada, Blucher Medical Proceedings, Volume 1, 2014, Pages 20-20, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-II-cbmh-011 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/reinternao-hospitalar-no-programada-13336) Palavras-chave:: ;