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Protocolo de avaliação do design de um jogo cooperativo para contextos terapêuticos infantis
Protocolo de avaliação do design de um jogo cooperativo para contextos terapêuticos infantis
Almeida, Mariana Anjos de; Baleotti, Luciana Ramos; Medola, Fausto Orsi
Artigo:
O design de jogos e brinquedos inclusivos demanda métodos avaliativos capazes de integrar aspectos funcionais, emocionais e ergonômicos, sobretudo quando aplicados a contextos terapêuticos com crianças com deficiências do desenvolvimento. Este trabalho descreve uma metodologia de caráter interdisciplinar elaborada e aplicada em uma pesquisa de mestrado em Design, voltada à análise da experiência de uso de um jogo cooperativo em sessões de terapia ocupacional (TO). O estudo priorizou a estruturação de um protocolo de avaliação capaz de captar respostas comportamentais e perceptivas em situações de interação lúdica. A metodologia foi organizada em duas etapas complementares. A primeira consistiu na aplicação do jogo em ambiente clínico com crianças com diferentes condições do desenvolvimento, incluindo deficiência intelectual, síndrome de Down, paralisia cerebral e Transtorno do Espectro Autista, acompanhadas por suas terapeutas ocupacionais. As sessões foram registradas em vídeo. Ao final, as terapeutas responderam a um questionário com dez afirmações em escala Likert de cinco pontos, acompanhado de justificativas descritivas, elaborado a partir de três dimensões do design: (1) instrucional, relacionada à organização e à facilitação do aprendizado (Ferreira et al., 2024); (2) ergonomia física e cognitiva, centrada na adequação corporal e nas demandas cognitivas (Corrêa e Boletti, 2015; Falzon, 2015); e (3) emocional, referente à capacidade do produto de gerar ou modular reações emocionais (Damazio e Tonetto, 2022). A segunda etapa envolveu um grupo focal com estudantes de TO, que assistiram às gravações, responderam ao mesmo questionário e participaram de uma discussão guiada sobre reações emocionais, engajamento, cooperação, fatores facilitadores ou limitadores da interação, motivação das crianças, adequação etária e habilidades sociais, motoras e cognitivas envolvidas. A análise dos dados integrou procedimentos quantitativos e qualitativos. As respostas das terapeutas e dos estudantes aos questionários em escala Likert (1932) foram tratadas por estatística descritiva, com frequências relativas, médias e desvios padrão para identificar tendências e níveis de concordância sobre o design do jogo. As justificativas escritas e as discussões do grupo focal foram analisadas por conteúdo, segundo Bardin (2011), em etapas de leitura, codificação e categorização. Essa abordagem evidenciou padrões de percepção sobre o uso do protótipo, destacando aspectos favoráveis, limitações e sugestões de aprimoramento. A triangulação entre dados das sessões clínicas, questionários e discussões coletivas possibilitou compreender de forma abrangente a interação entre criança, terapeuta e jogo, reforçando a aplicabilidade da metodologia para avaliar produtos lúdicos inclusivos. A escolha desta abordagem metodológica reflete a necessidade de processos avaliativos que considerem o contexto de uso e a experiência emocional gerada pela interação com o produto. A integração de registros visuais e percepções profissionais permitiu identificar tanto parâmetros objetivos de desempenho quanto interpretações subjetivas sobre o potencial terapêutico do artefato. Conclui-se que a estrutura metodológica, que combina aplicação clínica, instrumento de avaliação multidimensional e grupo focal, constitui um modelo eficaz e replicável para o estudo de produtos lúdicos no campo do design inclusivo, pois permite analisar forma, função, usabilidade e aspectos emocionais, contribuindo para o aprimoramento de metodologias de avaliação de jogos e brinquedos inclusivos em contextos terapêuticos infantis.
O design de jogos e brinquedos inclusivos demanda métodos avaliativos capazes de integrar aspectos funcionais, emocionais e ergonômicos, sobretudo quando aplicados a contextos terapêuticos com crianças com deficiências do desenvolvimento. Este trabalho descreve uma metodologia de caráter interdisciplinar elaborada e aplicada em uma pesquisa de mestrado em Design, voltada à análise da experiência de uso de um jogo cooperativo em sessões de terapia ocupacional (TO). O estudo priorizou a estruturação de um protocolo de avaliação capaz de captar respostas comportamentais e perceptivas em situações de interação lúdica. A metodologia foi organizada em duas etapas complementares. A primeira consistiu na aplicação do jogo em ambiente clínico com crianças com diferentes condições do desenvolvimento, incluindo deficiência intelectual, síndrome de Down, paralisia cerebral e Transtorno do Espectro Autista, acompanhadas por suas terapeutas ocupacionais. As sessões foram registradas em vídeo. Ao final, as terapeutas responderam a um questionário com dez afirmações em escala Likert de cinco pontos, acompanhado de justificativas descritivas, elaborado a partir de três dimensões do design: (1) instrucional, relacionada à organização e à facilitação do aprendizado (Ferreira et al., 2024); (2) ergonomia física e cognitiva, centrada na adequação corporal e nas demandas cognitivas (Corrêa e Boletti, 2015; Falzon, 2015); e (3) emocional, referente à capacidade do produto de gerar ou modular reações emocionais (Damazio e Tonetto, 2022). A segunda etapa envolveu um grupo focal com estudantes de TO, que assistiram às gravações, responderam ao mesmo questionário e participaram de uma discussão guiada sobre reações emocionais, engajamento, cooperação, fatores facilitadores ou limitadores da interação, motivação das crianças, adequação etária e habilidades sociais, motoras e cognitivas envolvidas. A análise dos dados integrou procedimentos quantitativos e qualitativos. As respostas das terapeutas e dos estudantes aos questionários em escala Likert (1932) foram tratadas por estatística descritiva, com frequências relativas, médias e desvios padrão para identificar tendências e níveis de concordância sobre o design do jogo. As justificativas escritas e as discussões do grupo focal foram analisadas por conteúdo, segundo Bardin (2011), em etapas de leitura, codificação e categorização. Essa abordagem evidenciou padrões de percepção sobre o uso do protótipo, destacando aspectos favoráveis, limitações e sugestões de aprimoramento. A triangulação entre dados das sessões clínicas, questionários e discussões coletivas possibilitou compreender de forma abrangente a interação entre criança, terapeuta e jogo, reforçando a aplicabilidade da metodologia para avaliar produtos lúdicos inclusivos. A escolha desta abordagem metodológica reflete a necessidade de processos avaliativos que considerem o contexto de uso e a experiência emocional gerada pela interação com o produto. A integração de registros visuais e percepções profissionais permitiu identificar tanto parâmetros objetivos de desempenho quanto interpretações subjetivas sobre o potencial terapêutico do artefato. Conclui-se que a estrutura metodológica, que combina aplicação clínica, instrumento de avaliação multidimensional e grupo focal, constitui um modelo eficaz e replicável para o estudo de produtos lúdicos no campo do design inclusivo, pois permite analisar forma, função, usabilidade e aspectos emocionais, contribuindo para o aprimoramento de metodologias de avaliação de jogos e brinquedos inclusivos em contextos terapêuticos infantis.
Palavras-chave: Jogos Cooperativos; Crianças; Deficiências do Desenvolvimento; Terapia Ocupacional; Design de Produto. Jogos Cooperativos; Crianças; Deficiências do Desenvolvimento; Terapia Ocupacional; Design de Produto.
DOI: 10.5151/1JPPD-0024
Referências bibliográficas
- [1] BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução de Eva Fávero. 2. ed. Lisboa: Edições 70, 2011.
- [2] CORRÊA, Vanderlei Moraes; BOLETTI, Rosane Rosner. Ergonomia: fundamentos e aplicações. Porto Alegre: Bookman, 2015. E-book. ISBN 9788582603154.
- [3] DAMAZIO, Vera; TONETTO, Leandro Miletto. Design emocional e design para o bem-estar: marcos, referências e apontamentos. Estudos em Design, Rio de Janeiro, v. 30, n. 1, p. 156 – 170, 2022.
- [4] FALZON, Pierre. Ergonomia. 2. ed. São Paulo: Editora Blucher, 2015. E-book. ISBN 9788521213475.
- [5] FERREIRA, Débora Cristina Domingos et al. O design instrucional no processo de ensino e aprendizagem. Revista Amor Mundi, Santo Ângelo, v. 5, n. 2, p. 143-153, 2024.
- [6] LIKERT, Rensis. A technique for the measurement of attitudes. Archives of Psychology, Chicago, v. 22, n. 140, p. 1–55, 1932.
Como citar:
Almeida, Mariana Anjos de; Baleotti, Luciana Ramos; Medola, Fausto Orsi; "Protocolo de avaliação do design de um jogo cooperativo para contextos terapêuticos infantis", p-65-66.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0024
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Mariana Anjos de Almeida, Luciana Ramos Baleotti, Fausto Orsi Medola, Protocolo de avaliação do design de um jogo cooperativo para contextos terapêuticos infantis, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 65-66, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0024 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/protocolo-de-avaliacao-do-design-de-um-jogo-cooperativo-para-contextos-terapeuticos-infantis) Palavras-chave:: Jogos Cooperativos; Crianças; Deficiências do Desenvolvimento; Terapia Ocupacional; Design de Produto.;