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Panorama das pesquisas de doutorado em programas de pós-graduação em design no Brasil de 2006 a 2020
Panorama das pesquisas de doutorado em programas de pós-graduação em design no Brasil de 2006 a 2020
Costa, Renato da Cunha Tardin; Nascimento, Luís Cláudio Portugal do
Artigo:
O presente estudo busca construir um panorama da produção científica dos cursos de doutorado em design no Brasil, com base em uma análise quantitativa de caráter descritivo. A análise recai sobre um corpus de 537 teses, representando desde a defesa da primeira tese, em 2006, até o ano 2020, em onze programas de pós-graduação em design distintos. A produção nestes 14 anos iniciais quase iguala o número do último quadriênio (2021-2024), quando foram defendidas 502 teses. O mapeamento desta produção envolveu a definição de parâmetros de análise a partir de literatura sobre cienciometria (estudos que medem a ciência ou determinado campo e sua produção por meio de diferentes indicadores) e categorização da pesquisa em design. Para a caracterização do corpus, foram utilizados indicadores de dados factuais — coletados em fontes da Capes, do CNPq, dos programas de pós-graduação e nas próprias teses — e outros dez indicadores de dados interpretativos, que demandaram uma extração de dados mais detalhada e individualizada de cada tese. O estudo, já submetido ao exame de qualificação, encontra-se na etapa de análise dos dados, com sua sistematização e síntese em representações visuais (Figura 1) e análise textual, organizadas de forma cronológica. A seguir, estão apresentados os resultados preliminares das ocorrências mais frequentes em cada um dos parâmetros. Considerando o corpus de 537 teses: 56,0% têm autor com graduação em design, 64,2% têm autor com mestrado em design, 56,4% têm autor do sexo feminino. 65,0% têm autor na faixa etária de 30 a 44 anos na data de defesa, 96,3% têm autor de nacionalidade brasileira, 96,5% foram escritas em português, 14,5% tiveram etapa no exterior com doutorado sanduíche (sendo Portugal o país mais visitado), 62,4% tiveram financiamento por meio de bolsa (sendo a Capes o maior financiador) e 242 é o número médio de páginas das teses. Quanto ao método, 75,8% das teses utilizaram o paradigma qualitativo (sendo mais comuns os estudos experimentais e os fenomenológicos) e 9,3% o quantitativo, (sendo mais comuns os estudos experimentais e os descritivos). Enquanto 10,4% utilizaram método misto na pesquisa. Em relação à distribuição temporal da análise, 95,8% das teses estudaram o objeto de forma sincrônica, sendo 88,0% no presente e 7,8% no passado. O restante optou por um olhar diacrônico (quando o objeto é analisado no decorrer do tempo). Verificou-se, também, que 31,7% do corpus não aparenta interagir com o campo do design. Entre as demais 367 teses que apresentaram 1 ou mais formas de incidência da pesquisa no campo do design, a mais comum foi de estudos em associação com outros campos (41,7%), sendo educação e ergonomia os campos mais utilizados como base instrumental. A segunda forma de incidência mais encontrada foi de pesquisas que abordam novas ênfases em projetos de design (30,2%), sendo sustentabilidade e inovação as pautas com maior interesse. As subáreas do design tratadas nas 367 teses se dividiram entre design visual (36,0%), visão geral do campo (35,4%), design de produto (24,5%) e design de serviço (4,6%), tendo metodologia de projeto e design editorial como especialidades mais investigadas. A intenção da investigação é fornecer um quadro geral da diversidade de pesquisas de doutorado produzidas no país, com potencial de apontar, algumas características da atividade científica do design e, por extensão, de seu próprio campo como um todo.
O presente estudo busca construir um panorama da produção científica dos cursos de doutorado em design no Brasil, com base em uma análise quantitativa de caráter descritivo. A análise recai sobre um corpus de 537 teses, representando desde a defesa da primeira tese, em 2006, até o ano 2020, em onze programas de pós-graduação em design distintos. A produção nestes 14 anos iniciais quase iguala o número do último quadriênio (2021-2024), quando foram defendidas 502 teses. O mapeamento desta produção envolveu a definição de parâmetros de análise a partir de literatura sobre cienciometria (estudos que medem a ciência ou determinado campo e sua produção por meio de diferentes indicadores) e categorização da pesquisa em design. Para a caracterização do corpus, foram utilizados indicadores de dados factuais — coletados em fontes da Capes, do CNPq, dos programas de pós-graduação e nas próprias teses — e outros dez indicadores de dados interpretativos, que demandaram uma extração de dados mais detalhada e individualizada de cada tese. O estudo, já submetido ao exame de qualificação, encontra-se na etapa de análise dos dados, com sua sistematização e síntese em representações visuais (Figura 1) e análise textual, organizadas de forma cronológica. A seguir, estão apresentados os resultados preliminares das ocorrências mais frequentes em cada um dos parâmetros. Considerando o corpus de 537 teses: 56,0% têm autor com graduação em design, 64,2% têm autor com mestrado em design, 56,4% têm autor do sexo feminino. 65,0% têm autor na faixa etária de 30 a 44 anos na data de defesa, 96,3% têm autor de nacionalidade brasileira, 96,5% foram escritas em português, 14,5% tiveram etapa no exterior com doutorado sanduíche (sendo Portugal o país mais visitado), 62,4% tiveram financiamento por meio de bolsa (sendo a Capes o maior financiador) e 242 é o número médio de páginas das teses. Quanto ao método, 75,8% das teses utilizaram o paradigma qualitativo (sendo mais comuns os estudos experimentais e os fenomenológicos) e 9,3% o quantitativo, (sendo mais comuns os estudos experimentais e os descritivos). Enquanto 10,4% utilizaram método misto na pesquisa. Em relação à distribuição temporal da análise, 95,8% das teses estudaram o objeto de forma sincrônica, sendo 88,0% no presente e 7,8% no passado. O restante optou por um olhar diacrônico (quando o objeto é analisado no decorrer do tempo). Verificou-se, também, que 31,7% do corpus não aparenta interagir com o campo do design. Entre as demais 367 teses que apresentaram 1 ou mais formas de incidência da pesquisa no campo do design, a mais comum foi de estudos em associação com outros campos (41,7%), sendo educação e ergonomia os campos mais utilizados como base instrumental. A segunda forma de incidência mais encontrada foi de pesquisas que abordam novas ênfases em projetos de design (30,2%), sendo sustentabilidade e inovação as pautas com maior interesse. As subáreas do design tratadas nas 367 teses se dividiram entre design visual (36,0%), visão geral do campo (35,4%), design de produto (24,5%) e design de serviço (4,6%), tendo metodologia de projeto e design editorial como especialidades mais investigadas. A intenção da investigação é fornecer um quadro geral da diversidade de pesquisas de doutorado produzidas no país, com potencial de apontar, algumas características da atividade científica do design e, por extensão, de seu próprio campo como um todo.
Palavras-chave: produção científica em design, programas de pós-graduação em design, doutorado em design, formas de pesquisa acadêmica no campo do design produção científica em design, programas de pós-graduação em design, doutorado em design, formas de pesquisa acadêmica no campo do design
DOI: 10.5151/1JPPD-0102
Como citar:
Costa, Renato da Cunha Tardin; Nascimento, Luís Cláudio Portugal do; "Panorama das pesquisas de doutorado em programas de pós-graduação em design no Brasil de 2006 a 2020", p-264-265.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0102
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Renato da Cunha Tardin Costa, Luís Cláudio Portugal do Nascimento, Panorama das pesquisas de doutorado em programas de pós-graduação em design no Brasil de 2006 a 2020, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 264-265, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0102 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/panorama-das-pesquisas-de-doutorado-em-programas-de-pos-graduacao-em-design-no-brasil-de-2006-a-2020) Palavras-chave:: produção científica em design, programas de pós-graduação em design, doutorado em design, formas de pesquisa acadêmica no campo do design;