Maio 2018 vol. 4 num. 3 - Colóquio Internacional de Design 2017

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O design de ambientes e a humanização em estabelecimentos de assistência à saúde infantil

The design of environments and humanization in child health care establishments

Brant, Hsayuri Aparecida Caldeira; Pessôa, Sâmela Suélen Martins Viana;

Artigo Completo:

A vulnerabilidade física é um dos fatores que levam pessoas a procurarem locais de assistência à saúde. Esses locais devem proporcionar, não só a recuperação da saúde física, como também o bemestar, o conforto psicológico e ambiental através da humanização. Porém, diversos são os motivos para o não atendimento desse conjunto de atributos. Um desses motivos se refere à inadequação dos ambientes, que em muitas ocasiões são alocados em edificações não projetadas para tal finalidade e acabam por oferecer uma estrutura precária para a prestação do serviço. Desta forma, este artigo apresentará a questão da humanização em estabelecimentos de assistência pública à saúde infantil, com objetivo de entender como funciona o sistema de saúde no Brasil; como é tratada a humanização nas instituições e como os usuários percebem essa humanização. Para isso, foi realizada uma revisão de literatura que sustentará a análise, bem como a apresentação de um objeto de estudo: o Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), pertencente à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), localizado em Belo Horizonte. Por meio das técnicas de observação participante, pesquisa documental, entrevistas e poema dos desejos, identificaram-se diretrizes para o desenvolvimento de um diagnóstico que sustentará a ação de design de ambientes orientada à humanização de um dos setores do hospital. Compreende-se assim, que a humanização é um mecanismo potencializador para a recuperação da saúde dos assistidos, bem como para a otimização do atendimento, que envolve diferentes stakeholders do processo e repercute nas dimensões física e imaterial contidas nos ambientes de saúde.

Artigo Completo:

Physical vulnerability is one of the factors that lead a person to seek health care locations. These sites should provide not only the recovery of physical health, but also the well-being, psychological and environmental comfort through humanization. . However, there are several reasons for not attending this set of attributes. One of these reasons refers to the inadequacy of the environments, Which on many occasions are allocated in buildings not designed for such purpose and end up offering a precarious structure for the provision of the service. Thus, this article will present the issue of humanization in public assistance establishments to child health, With the objective of understanding how the health system works in Brazil; How humanization is treated in institutions and how users perceive this humanization. For this, a literature review was conducted to sustain the analysis and the presentation of an object of study: the Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), belonging to the Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), located in Belo Horizonte. Through the techniques of participant observation, documentary research, Interviews and wish poems. They were identified guidelines for the development of a diagnosis that will sustain environments design action oriented humanization of the hospital sectors. It is understood, therefore, that humanization is a potentiating mechanism for the recovery of the health of those assisted ones, as well as for the optimization of care, Which involves different stakeholders of the process and has repercussions on the physical and immaterial dimensions contained in the health environments.

Palavras-chave: Humanização; Saúde Infantil; Design de Ambiente,

Palavras-chave: Humanization; Children's health; Design of Environments,

DOI: 10.5151/cid2017-50

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Como citar:

Brant, Hsayuri Aparecida Caldeira; Pessôa, Sâmela Suélen Martins Viana; "O design de ambientes e a humanização em estabelecimentos de assistência à saúde infantil", p. 574-584 . In: . São Paulo: Blucher, 2018.
ISSN 2318-6968, ISBN: cid2017
DOI 10.5151/cid2017-50

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