Blucher Medical Proceedings
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O Coletivo Participativo na Problematização da Qualidade do Atendimento À Saúde
O Coletivo Participativo na Problematização da Qualidade do Atendimento À Saúde
Levorato, Cleice Daiana; Ferreira, Maria Flávia Frajácomo; Martins, Juliana; Banov, Marcos Carraro; Pellicani, Ariane Damasceno; Lanza, Ana Luíza; Canelada, Haline Fernanda
Resumo:
INTRODUÇÃO: Disposição centralizadora do poder, fragmentação do trabalho, baixa comunicação e insatisfação dos trabalhadores que não vislumbram os resultados de suas ações, são algumas das características do tradicional em gestão dos serviços de atendimento à saúde. um hospital, de média complexidade, no interior do estado de São Paulo, baseado em um modelo organizativo na gestão por processos e espaços coletivos de participação, desenvolve, desde 2010, o Grupo de Trabalho (GT), no qual a pauta de discussão são os processos de trabalho cotidianos. OBJETIVOS: Discutir e analisar problemas que entravam o funcionamento do serviço com vistas a manutenção e melhoria da qualidade do serviço prestado; Valorizar o trabalhador através da sua participação no processo de tomada de decisão. METODOLOGIA: É operacionalizado através do método da roda de discussão, com representantes das diversas áreas que compõem o processo de trabalho cotidiano e um presidente e vice-presidente para mediar as discussões, fomentadas através de acordos entre essa coletividade. Os assuntos são encaminhados pelos próprios membros a partir de situações do contexto em que se encontram e demandas das equipes. As reuniões são mensais, com horário, data e local fixo, com duração de uma hora e 30min. o conteúdo é documentado em ata e socializado na intranet. Mensalmente, o presidente e vice-presidente se reúnem com a Diretoria para discutirem as sugestões levantadas e a possibilidade de viabilização. RESULTADOS: em termos quantitativos na gestão do GT dos anos de 2010/2011 discutiram-se 111 assuntos, em 20111/2012: 71 e em 2012/2013: 31, demonstrando um refinamento dos processos de trabalho. na gestão 2012/2013, do total dos assuntos, 27 foram resolvidos pelo próprio GT e quatro foram encaminhados para Diretoria, com aprovação das sugestões do grupo. Estas mensurações foram dadas através de dois indicadores, os quais revelam o grau de autonomia e governabilidade do GT, que na última gestão demonstraram: 1) índice de resolutividade do GT: número de assuntos discutidos dividido pelo total de encaminhados, obtendo um valor de 86%; 2) índice de resolutividade do GT frente a Diretoria: número de sugestões aceitas pela Diretoria dividido pelo total de assuntos encaminhados para a Diretoria, com um resultado de 100%. Qualitativamente, têm-se a democratização das relações de trabalho com produção de sentido para quem operacionaliza a assistência, a diminuição das resistências a partir do momento em que a participação do colaborador promove a compreensão dos motivos de possíveis alterações nos processos de trabalho, ou seja, menor resistência e maiores entendimentos e a valorização do trabalhador quando este se sente partícipe, ao sugerir, discutir e conhecer, minimamente, os problemas que entravam a assistência. CONCLUSÃO: o GT permite o coletivo, o exercício da grupalidade e potencializa ações da atenção e da gestão, estas indissociáveis pela ótica da Política Nacional de Humanização.
INTRODUÇÃO: Disposição centralizadora do poder, fragmentação do trabalho, baixa comunicação e insatisfação dos trabalhadores que não vislumbram os resultados de suas ações, são algumas das características do tradicional em gestão dos serviços de atendimento à saúde. um hospital, de média complexidade, no interior do estado de São Paulo, baseado em um modelo organizativo na gestão por processos e espaços coletivos de participação, desenvolve, desde 2010, o Grupo de Trabalho (GT), no qual a pauta de discussão são os processos de trabalho cotidianos. OBJETIVOS: Discutir e analisar problemas que entravam o funcionamento do serviço com vistas a manutenção e melhoria da qualidade do serviço prestado; Valorizar o trabalhador através da sua participação no processo de tomada de decisão. METODOLOGIA: É operacionalizado através do método da roda de discussão, com representantes das diversas áreas que compõem o processo de trabalho cotidiano e um presidente e vice-presidente para mediar as discussões, fomentadas através de acordos entre essa coletividade. Os assuntos são encaminhados pelos próprios membros a partir de situações do contexto em que se encontram e demandas das equipes. As reuniões são mensais, com horário, data e local fixo, com duração de uma hora e 30min. o conteúdo é documentado em ata e socializado na intranet. Mensalmente, o presidente e vice-presidente se reúnem com a Diretoria para discutirem as sugestões levantadas e a possibilidade de viabilização. RESULTADOS: em termos quantitativos na gestão do GT dos anos de 2010/2011 discutiram-se 111 assuntos, em 20111/2012: 71 e em 2012/2013: 31, demonstrando um refinamento dos processos de trabalho. na gestão 2012/2013, do total dos assuntos, 27 foram resolvidos pelo próprio GT e quatro foram encaminhados para Diretoria, com aprovação das sugestões do grupo. Estas mensurações foram dadas através de dois indicadores, os quais revelam o grau de autonomia e governabilidade do GT, que na última gestão demonstraram: 1) índice de resolutividade do GT: número de assuntos discutidos dividido pelo total de encaminhados, obtendo um valor de 86%; 2) índice de resolutividade do GT frente a Diretoria: número de sugestões aceitas pela Diretoria dividido pelo total de assuntos encaminhados para a Diretoria, com um resultado de 100%. Qualitativamente, têm-se a democratização das relações de trabalho com produção de sentido para quem operacionaliza a assistência, a diminuição das resistências a partir do momento em que a participação do colaborador promove a compreensão dos motivos de possíveis alterações nos processos de trabalho, ou seja, menor resistência e maiores entendimentos e a valorização do trabalhador quando este se sente partícipe, ao sugerir, discutir e conhecer, minimamente, os problemas que entravam a assistência. CONCLUSÃO: o GT permite o coletivo, o exercício da grupalidade e potencializa ações da atenção e da gestão, estas indissociáveis pela ótica da Política Nacional de Humanização.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10322
Como citar:
Levorato, Cleice Daiana; Ferreira, Maria Flávia Frajácomo; Martins, Juliana; Banov, Marcos Carraro; Pellicani, Ariane Damasceno; Lanza, Ana Luíza; Canelada, Haline Fernanda; "O Coletivo Participativo na Problematização da Qualidade do Atendimento À Saúde", p-69-69.
In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2].
São Paulo: Blucher,
2014.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/medpro-cihhs-10322
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TY - CONF T1 - O Coletivo Participativo na Problematização da Qualidade do Atendimento À Saúde JO - Blucher Medical Proceedings VL - 1 IS - 2 SP - 69 EP - 69 PY - 2014 T2 - Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde AU - , , , , , , SN - 23577282 DO - http://dx.doi.org/10.5151/medpro-cihhs-10322 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/o-coletivo-participativo-na-problematizao-da-qualidade-do-atendimento-sade-9490 KW - ER -
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Cleice Daiana Levorato, Maria Flávia Frajácomo Ferreira, Juliana Martins, Marcos Carraro Banov, Ariane Damasceno Pellicani, Ana Luíza Lanza, Haline Fernanda Canelada, O Coletivo Participativo na Problematização da Qualidade do Atendimento À Saúde, Blucher Medical Proceedings, Volume 1, 2014, Pages 69-69, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/medpro-cihhs-10322 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/o-coletivo-participativo-na-problematizao-da-qualidade-do-atendimento-sade-9490) Palavras-chave:: ;