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Metodologia para análise do papel do design da informação na orientabilidade e integração de estudantes para a construção do pertencimento no espaço universitário
Metodologia para análise do papel do design da informação na orientabilidade e integração de estudantes para a construção do pertencimento no espaço universitário
Dias, Gabriela Simão; Henriques, Fernanda
Artigo:
1. Metodologia A pesquisa investiga como o design da informação aplicado à orientabilidade pode fortalecer o sentimento de pertencimento e de inclusão em ambientes universitários. Parte-se da compreensão de que orientabilidade, pertencimento e inclusão são relacionadas e dependentes uma da outra para existir: a orientabilidade refere-se à capacidade do usuário compreender e se deslocar com autonomia no espaço; o pertencimento diz respeito ao vínculo simbólico e afetivo estabelecido com o ambiente; e a inclusão relaciona-se à garantia de acesso às informações e aos espaços por diferentes perfis de usuários. Metodologicamente, o estudo combina pesquisa bibliográfica sistemática e investigação empírica de abordagem qualitativa. A metodologia está organizada em seis etapas (Figura 1), com base na Metodologia Ergonômica para o Ambiente Construído (MEAC), proposta por Villarouco, e adaptada conforme as necessidades do estudo (FERRER; SARNENTO; PAIXA, 2023). Mapeamento dos espaços: verificação macro dos espaços de pertencimento, em que a pesquisadora registrará suas percepções: condições de acessibilidade, considerações das relações usuário-tarefa-ambiente, obtenção de informações físicas, organizacionais e normativas, avaliação das interferências dos limites espaciais e adequação dos espaços às necessidades dos usuários. Diagnóstico com usuários: desenvolvimento de materiais para atividades participativas, como aplicação de entrevistas semiestruturadas e questionários para identificar percepções sobre clareza informacional, facilidade de deslocamento, sensação de acolhimento e identificação com o espaço. Nessa etapa, os conceitos são operacionalizados por meio de categorias previamente definidas, como compreensão da sinalização, autonomia no percurso, identificação simbólica com o ambiente e percepção de inclusão. Análise das etapas I e II: utilizar o design da informação para trazer mais acolhimento e pertencimento. Por meio da sistematização e interpretação dos dados qualitativos, buscando relações entre dificuldades de orientabilidade, barreiras informacionais e impactos no sentimento de pertencimento. Propostas integradas: desenvolvimento de soluções em design da informação, incluindo sistemas de sinalização física e/ou virtual, definição de cores, tipografias, pictogramas e demais elementos gráficos, fundamentadas nos dados coletados. Reavaliação com usuários: apresentação das propostas para a comunidade de usuários estudados mediante atividades participativas e propor melhorias com a criação de possíveis sínteses de pré-diretrizes de orientabilidade e pertencimento nos espaços. Documentação final: elaboração da tese, com relatórios técnicos e artigos científicos para publicação. Assim, os dados qualitativos orientam diretamente as decisões projetuais, garantindo que as soluções gráficas sejam relacionadas às demandas reais dos usuários. Dessa forma, parte-se da hipótese de que soluções gráficas claras e inclusivas não apenas facilitam a locomoção, mas também promovem pertencimento e identidade coletiva. O objetivo final é propor pré-diretrizes que tornem a comunicação universitária mais acessível e integradora.
1. Metodologia A pesquisa investiga como o design da informação aplicado à orientabilidade pode fortalecer o sentimento de pertencimento e de inclusão em ambientes universitários. Parte-se da compreensão de que orientabilidade, pertencimento e inclusão são relacionadas e dependentes uma da outra para existir: a orientabilidade refere-se à capacidade do usuário compreender e se deslocar com autonomia no espaço; o pertencimento diz respeito ao vínculo simbólico e afetivo estabelecido com o ambiente; e a inclusão relaciona-se à garantia de acesso às informações e aos espaços por diferentes perfis de usuários. Metodologicamente, o estudo combina pesquisa bibliográfica sistemática e investigação empírica de abordagem qualitativa. A metodologia está organizada em seis etapas (Figura 1), com base na Metodologia Ergonômica para o Ambiente Construído (MEAC), proposta por Villarouco, e adaptada conforme as necessidades do estudo (FERRER; SARNENTO; PAIXA, 2023). Mapeamento dos espaços: verificação macro dos espaços de pertencimento, em que a pesquisadora registrará suas percepções: condições de acessibilidade, considerações das relações usuário-tarefa-ambiente, obtenção de informações físicas, organizacionais e normativas, avaliação das interferências dos limites espaciais e adequação dos espaços às necessidades dos usuários. Diagnóstico com usuários: desenvolvimento de materiais para atividades participativas, como aplicação de entrevistas semiestruturadas e questionários para identificar percepções sobre clareza informacional, facilidade de deslocamento, sensação de acolhimento e identificação com o espaço. Nessa etapa, os conceitos são operacionalizados por meio de categorias previamente definidas, como compreensão da sinalização, autonomia no percurso, identificação simbólica com o ambiente e percepção de inclusão. Análise das etapas I e II: utilizar o design da informação para trazer mais acolhimento e pertencimento. Por meio da sistematização e interpretação dos dados qualitativos, buscando relações entre dificuldades de orientabilidade, barreiras informacionais e impactos no sentimento de pertencimento. Propostas integradas: desenvolvimento de soluções em design da informação, incluindo sistemas de sinalização física e/ou virtual, definição de cores, tipografias, pictogramas e demais elementos gráficos, fundamentadas nos dados coletados. Reavaliação com usuários: apresentação das propostas para a comunidade de usuários estudados mediante atividades participativas e propor melhorias com a criação de possíveis sínteses de pré-diretrizes de orientabilidade e pertencimento nos espaços. Documentação final: elaboração da tese, com relatórios técnicos e artigos científicos para publicação. Assim, os dados qualitativos orientam diretamente as decisões projetuais, garantindo que as soluções gráficas sejam relacionadas às demandas reais dos usuários. Dessa forma, parte-se da hipótese de que soluções gráficas claras e inclusivas não apenas facilitam a locomoção, mas também promovem pertencimento e identidade coletiva. O objetivo final é propor pré-diretrizes que tornem a comunicação universitária mais acessível e integradora.
Palavras-chave: Design da Informação; Orientabilidade; Pertencimento; Inclusão Design da Informação; Orientabilidade; Pertencimento; Inclusão
DOI: 10.5151/1JPPD-0119
Referências bibliográficas
- [1] FERRER, Nicole; SARNENTO, Thais; PAIXA, Marie Monique. A MEAC de Vilma Villarouco: metodologia ergonômica para o ambiente construído. 1. ed. Curitiba: Editora CRV, 2023. ISBN 9786525134697.
Como citar:
Dias, Gabriela Simão; Henriques, Fernanda; "Metodologia para análise do papel do design da informação na orientabilidade e integração de estudantes para a construção do pertencimento no espaço universitário", p-310-311.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0119
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Gabriela Simão Dias, Fernanda Henriques, Metodologia para análise do papel do design da informação na orientabilidade e integração de estudantes para a construção do pertencimento no espaço universitário, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 310-311, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0119 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/metodologia-para-analise-do-papel-do-design-da-informacao-na-orientabilidade-e-integracao-de-estudantes-para-a-construcao-do-pertencimento-no-espaco-universitario) Palavras-chave:: Design da Informação; Orientabilidade; Pertencimento; Inclusão;