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MENINGITE POR FAIXA ETÁRIA E ETIOLOGIA: UMA AVALIAÇÃO FEITA DE 2007 A 2019 NO BRASIL
MENINGITE POR FAIXA ETÁRIA E ETIOLOGIA: UMA AVALIAÇÃO FEITA DE 2007 A 2019 NO BRASIL
Melo, Leila Medeiros; Silva , Nathália de Paula; Souza , Rebeca Dornelas; Ribeiro , Paula Beatriz de Barros; Câmara, Maria Carrijo Cunha
Trabalho Epidemiológico:
"INTRODUÇÃO: A meningite é uma inflamação das leptomeninges que pode ocorrerpor agentes bacterianos, virais, fúngicos e não infecciosos. Devido à altamagnitude e potenciais surtos, principalmente na forma bacteriana, constitui-se uma doença endêmica de alta mortalidade. Salienta-se, assim, a importânciada vigilância epidemiológica que, através da notificação compulsória, permiteidentificar a prevalência e a letalidade da doença, possibilitando oplanejamento e aperfeiçoamento da assistência à saúde. OBJETIVOS: Analisar afrequência e letalidade da meningite, por etiologia e faixa etária, entre osanos de 2007 e 2019 no Brasil. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológicodescritivo, sobre casos e óbitos confirmados por meningite, no Brasil, deacordo com etiologia e faixa etária, de 2007 a 2019, com coleta de dadossecundários no Sistema de Informação de Agravos de Notificação(SINAN/DATASUS). Calculou-se a incidência e letalidade da meningite, entre asetiologias e faixas etárias_._ RESULTADOS: No período entre 2007 e 2019, ameningite viral foi a principal etiologia notificada, com 118.077 casos,seguida pela meningite não especificada (41.294 casos), e pela bacteriana(39.105). Em relação à letalidade, a meningococcemia liderou com 36,97% dosóbitos, enquanto a viral possuiu menor letalidade, 1,2%. Nesse período, aletalidade por meningite, independente da etiologia, foi de 9%, destacando-sea meningite meningocócica por sua maior letalidade e a viral pela altaprevalência. Ademais, há maior vulnerabilidade na população acima de 80 anos,com letalidade de 28,2%, enquanto entre 60 e 79 anos ela é de 20%, e a menorletalidade está entre 5 e 9 anos (3,4%). CONCLUSÃO: Isto posto, em confluênciacom estudos epidemiológicos feitos no Brasil, como a análise da doençameningocócica no século XX realizada por MORAES et al. (2005), percebe-se quea meningite tem mantido-se relativamente constante desde o século XX e aindahoje, apesar de tantos avanços científicos, mostra-se uma ameaça por sua altaletalidade. Neste contexto, evidencia-se a importância da vacinação,especialmente contra o sorogrupo B da meningite, e da conscientização dapopulação de risco sobre a importância da imunização. A alta letalidade entreidosos aponta a necessidade do diagnóstico precoce para melhor prognóstico ecurso da doença. Além disso, a manutenção da vigilância é essencial paragarantir desenvolvimento de novas estratégias de tratamento e prevenção."
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Palavras-chave:
DOI: 10.5151/cesmed2021-43
Referências bibliográficas
- [1] "Ministério da Saúde. Sistema de informações sobre mortalidade. Disponível em:<http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinannet/cnv/meninbr.def>. Acesso em: 15 out. 2020.
- [2] MORAES, José Cássio de; BARATA, Rita Barradas. A doença meningocócica em São Paulo, Brasil, no século XX: características epidemiológicas. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro , v. 21, n. 5, p. 1458-1471, Oct. 2005.
- [3] RIBEIRO, Igor Gonçalves; PERCIO, Jadher; MORAES, Camile de. Avaliação do sistema nacional de vigilância da doença meningocócica: Brasil, 2007-2017. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 28, n. 3, e2018335, 2019."
- [4]
Como citar:
Melo, Leila Medeiros; Silva , Nathália de Paula ; Souza , Rebeca Dornelas ; Ribeiro , Paula Beatriz de Barros; Câmara, Maria Carrijo Cunha ; "MENINGITE POR FAIXA ETÁRIA E ETIOLOGIA: UMA AVALIAÇÃO FEITA DE 2007 A 2019 NO BRASIL", p-133-137.
In: Anais do V Congresso de Escolas Médicas.
São Paulo: Blucher,
2021.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/cesmed2021-43
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