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Maximização do valor do acionista (MVA) e os impactos nas estratégias das grandes corporações não-financeiras: o caso da Vale

Sarti, Fernando; Hiratuka, Célio;

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A estratégia de maximização do valor do acionista (MVA) tem sido adotada de forma generalizada por grandes corporações de diferentes origens, estruturas de governança e setores econômicos. Com relação à estrutura de capital, observa-se uma tendência de maior alavancagem financeira nas corporações não-financeiras. Outra tendência tem sido a crescente presença de investidores institucionais na estrutura societária das corporações. Essas tendências têm ampliado a influência do setor financeiro sobre as corporações não-financeiras e condicionado a alocação do fluxo de caixa. O artigo avalia a estratégia de MVA na empresa Vale em função da sua elevada lucratividade, da composição societária concentrada em investidores institucionais e da estrutura de capital bastante alavancada. A análise aponta uma política agressiva de distribuição de dividendos aos acionistas, com redução significativa nos investimentos e nos gastos em P&D.

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Palavras-chave: governança corporativa, financeirização, maximização do valor do acionista, distribuição de dividendos, recompra de ações, teoria de agência, estrutura de capital e de propriedade, investimento e gastos em P&D,

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DOI: 10.5151/iv-enei-2019-3.3-046

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Como citar:

Sarti, Fernando; Hiratuka, Célio; "Maximização do valor do acionista (MVA) e os impactos nas estratégias das grandes corporações não-financeiras: o caso da Vale", p. 518-526 . In: Anais do IV Encontro Nacional de Economia Industrial e Inovação. São Paulo: Blucher, 2019.
ISSN 2357-7592, DOI 10.5151/iv-enei-2019-3.3-046

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