Artigo - Open Access.

Idioma principal

Interações universidade-empresa de pequenas e médias empresas brasileiras: quais são os fatores direcionadores (drivers) da intensidade das interações com grupos de pesquisa de universidades e institutos públicos de pesquisa?

Oliveira, Vanessa Parreiras; Garcia, Renato de Castro;

Artigo:

Este trabalho investiga os fatores direcionadores (drivers) da intensidade dos relacionamentos cooperativos de pequenase médias empresas (PMEs) brasileiras com universidades e institutos públicos depesquisa (IPPs). Baseando-se em uma base de dados com 1819 empresasbrasileiras, com menos de 500 empregados, que tiveram algum tipo derelacionamento com grupos de pesquisa, conforme o Diretório dos Grupos dePesquisa no Brasil do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(DGP/CNPq) (Censo 2010), fatores relacionados às característicasestruturais e comportamentais das empresas interativas, aos seusrelacionamentos U-E e à política de ciência, tecnologiae inovação foramintroduzidos em quatro modelos de Poisson truncadosem zero. Os resultados mostram que características estruturais ecomportamentais das empresas interativas investigadas (isto é, o porte, aexperiência prévia em colaboração e a capacidade de absorção), que refletem capacidades internasdestas empresas para cooperar com universidades e IPPs e o acesso aofinanciamento publico são fatores capazes de direcionar a intensidade das interações U-E dePMEs brasileiras, implicando um aumento da taxa de interação.  Ademais, sugerem que há especificidades dosfatores direcionadores (drivers) daintensidade da interação U-E de PMEs quando estas empresas são categorizadaspor faixas de porte.  

Artigo:

Palavras-chave: : pequenas e médias empresas; intensidade da cooperação U-E; fatores direcionadores (drivers) da cooperação U-E,

Palavras-chave: ,

DOI: 10.5151/enei2018-61

Referências bibliográficas
  • [1] ACS, Z.; AUDRETSCH, D.; FELDMAN, M. R&D Spillovers and Innovative Activity. Managerial and Decision Economics, vol.. 15, 131-138, 1994a. ACS, Z.; AUDRETSCH, D.; FELDMAN, M. R &D Spillovers and Recipient Firm Size. The Review of Economics and Statistics, Vol. 76, No. 2, pp. 336-340, 1994b. ALBUQUERQUE, E. SILVA, L.; POVOA, L. Diferenciação intersetorial na interação entre empresas e universidades no Brasil. São Paulo em Perspectiva, v. 19, n. 1, p. 95-104, jan./mar. 2005. AUDRETSCH, D.; VIVARELLI, M. Small firms and R&D spillovers: evidence from Italy. Revue d’Economie Industrielle 67(1): 225–237, 1994. ALLEN T. J. Managing the Flows of Technology: Technology Transfer and the Dissemination of Technological Information within the R&D Organization. MIT Press, Cambridge, MA, 1977. ARZA, V.; VAZQUEZ, C. Interactions between public research organisations and industry in Argentina. Science and Public Policy, 37(7), p. 499–511, August 2010. AVELLAR, A. P.; BOTELHO, M. Políticas de apoio à inovação em pequenas empresas: evidências sobre a experiência brasileira recente. Economia e Sociedade, v. 24, n. 2 (54), p. 379-417, ago. 2015. BASTOS, C.; BRITTO, J. Inovação e geração de conhecimento científico e tecnológico no Brasil: uma análise dos dados de cooperação da Pintec segundo porte e origem de capital. Revista Brasileira de Inovação, 16 (1), p. 35-62, janeiro/junho 2017. BISHOP, K..; D`ESTE, P.; NEELY, A. Gaining from interactions with universities: Multiple methods for nurturing absorptive capacity. Research Policy, 40, 2011, p. 30–40. BRUNEEL, J., D’ESTE; P., SALTER, A. Investigating the factors that diminish the barriers to university-industry collaboration. Research Policy, 39(7), 858–868, 2010. CALLIARI, T.; RAPINI, M. Um estudo sobre os determinantes da distância geográfica nas interações universidade- empresa. In: XVI Seminário sobre a Economia Mineira. Diamantina: CEDEPLAR, 2014. CAMPOS, B., URRACA RUIZ, A. Padrões Setoriais de Inovação na Indústria Brasileira. Revista Brasileira de Inovação, v.8, n1, p.167-210, 2009. CARDAMONE, P.; PUPO, V. R&D cooperation between firms and universities: some evidence in five European countries. Working Papr n. 01-15. Università Della Calabria, 2015. CARRIJO, M.; BOTELHO, M. Cooperação e inovação: uma análise dos resultados do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe). Revista Brasileira de Inovação, v. 12, n. 2, p. 417-448, 2013. CHIARINI, T.; RAPINI, M.; OLIVEIRA, V. Obstáculos à inovação e porte das empresas industriais. Rumo a políticas públicas de incentivo à inovação mais assertivas no Brasil. Rio de Janeiro, 2018. COHEN, W.; LEVINTHAL, D. Absorptive Capacity: A New Perspective on Learning and Innovation. Administrative Science Quarterly, 35, p. 128-1S2, 1990. COHEN, W.; NELSON, R.; WALSH, J. Links and impacts: the influence of public research on industrial R&D. Management Science, vol. 48, n.1, jan. p, 1-23, 2002. CYERT, R.; GOODMAN, P. Creating effective university–industry alliances: an organizational learning perspective. Organizational Dynamics, 25 (4), 45–57, 1997. DE FUENTES, C.; DUTRENIT, G. Best channels of academia–industry interaction for long-term benefit. Research Policy, 41 (9), p. 1666–1682, 2012. FERNANDES, A. C.; SOUZA, B.; SILVA, A.; SUZIGAN, W.; CHAVES, C. ALBUQUERQUE, E. Academy-industry links in Brazil: evidence about channels and benefits for firms and researchers. Science and Public Policy, 37, p. 485-498, 2010. FREEL, M. Barriers to product innovation in small manufacturing firms. International Small Business Journal, 18 (2), pp. 60–80, 2000. FONTANA, R.; GEUNA, A.; MATT, M. 2003. Firm size and openness: the driving forces of universityindustry collaboration. SPRU Working Paper Series, n.103, Science and Technology Policy Research, University of Sussex, 2003. FREIRE, C. E.. Um estudo sobre os serviços intensivos em conhecimento no Brasil. In: DE NEGRI, J. A.; KUBOTA, L. C. (Org). Estrutura e dinâmica do setor de serviços no Brasil. Brasília: Ipea, 2006. GARCIA, R.;ARAUJO, V.; MASCARINI, S.; SANTOS, E.; COSTA, A. Looking at both sides: how specific characteristics of academic research groups and firms affect the geographical distance of university-industry linkages. Regional Studies, Regional Science, v. 2, p. 517-533, 2015a. GARCIA, R.; ARAUJO, V.; MASCARINI, S.; SANTOS, E.; COSTA, A. An analysis of the influence of the characteristics of firms and academic research groups on the geographical distance of university-industry linkages. In: 43o Encontro Nacional de Economia. ANPEC: Florianópolis. Anais, 2015b. GARCIA, R.; ARAUJO, V.; MASCARINI, S.; SANTOS, , E. ; COSTA, A,. The academic benefits of long-term university-industry collaborations: a comprehensive analysis. In: 45º Encontro Nacional de Economia, 2017, Natal. Anais, 2017 GUJARATI, D.; PORTER, D. Econometria básica. Porto Alegre: AMGH Editora, 201 HANEL, P.; ST-PIERRE, M. Industry-university collaborations by Canadian manufacturing firms. Journal of Technology Transfer, 31, p. 485-499. HEWITT-DUNDAS, N. Resource and capability constraints to innovation in small and large plants. Small Business Economics, 26 (3), pp. 257–277, 2006 HOFFMAN, R. Estatísticas para economistas. São Paulo: Thompson Learning, 200 KLEVORICK, A.; LEVIN, R.; NELSON, R.; WINTER, S. On the sources and significance of inter industry differences in technological opportunities. Research Policy, n. 24, p. 185 205, 1995. KUBOTA, L. C. As Kibs e a inovação tecnológica das firmas de serviços. Economia e Sociedade, v. 18, n. 2 (36), p. 349-369, ago. 2009. LAURSEN, K.; SALTER, A. Searching high and low: what types of firms use universities as a source of innovation? Research Policy, 33 (8), p. 1201–1215, 2004. LINK, A.L.; REES, J. Firm Size, University Based Research and the Returns to R&D. Small Business Economics. Vol. 2: 25-3, 1990. MATOS, M.; ARROIO, A. Políticas de apoio a micro e pequenas empresas no Brasil: avanços no período recente e perspectivas futuras. CEPAL – Colección Documentos de proyectos. Santiago do Chile: CEPAL, 201 MOHNEN, P.; HOAREAU, C. What type of enterprise forges close links with universities and government labs? Evidence from CIS 2. Managerial and Decision Economics, 24 (2-3), p. 133–145, 2003. NOGUEIRA, M. O panorama das políticas públicas federais brasileiras voltadas para as empresas de pequeno porte. Brasília: Ipea, 2016. (Texto para Discussão, n. 2217). NOTEBOOM, B. Innovation and diffusion in small firms: theory and evidence. Small Business Economics, 6 (5) pp.327-347, 1994.OECD Science, Technology and Industry Scoreboard 2009. OECD Publishing. RAPINI, M. O Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq e a Interação Universidade-Empresa no Brasil: Uma Proposta Metodológica de Investigação. Revista de Economia Contemporanea, 11(1), p. 99-117, jan./abr. 2007. RAPINI, M.; OLIVEIRA, V.; SILVA NETO, F. A natureza do financiamento influencia na interação universidade-empresa no Brasil? Revista Brasileira de Inovação, 13(1), p. 77-108, janeiro/junho 2014. RAPINI, M.; OLIVEIRA, V.; CALLIARI, T. Como a interação universidade-empresa é remunerada no Brasil: evidências dos grupos de pesquisa do CNPq. Revista Brasileira de Inovação, v. 15, p. 219-246, 2016. RASIAH, R; GOVINDARAJU, C. University–industry R&D collaboration in the automotive, biotechnology and electronic firms in Malaysia. Seoul Journal of Economics, 22(4), 530–550, 2009. RIGHI, H.; RAPINI, M. Metodologia e apresentação da Base de Dados do Censo 2004 do Diretório dos Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq). In: SUZIGAN, W.; ALBUQUERQUE, E.; CARIO, S. (Orgs) Em busca da inovação: interação universidade-empresa no Brasil. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2011, p. 45-73. ROSA, A.; RUFFONI, J.; GARCIA, R. Capacidade de absorção e desempenho inovativo: uma análise para as firmas interativas com grupos de pesquisa universitários das áreas das engenharias do Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de Economia de Empresas, 18(1), p. 71-91, 2018. ROTHWELL, R. Small firms, innovation and industrial change. Small Business Economics, 1 (1), pp 51-64, 1989. SANTORO, M. Success breeds success: the linkage between relationship intensity and tangible outcomes in industry- university collaborative ventures. The Journal of High Technology Management Research, Volume 11, Number 2, pages 255–273, 2000.-. SANTORO, M.; CHAKRABARTI, A. Firm size and technology centrality in industry-university interactions. Research Policy, 31, p.1163-1180, 2002. SUZIGAN, W.; ALBUQUERQUE, E.; GARCIA, R.; RAPINI, M. University and industry linkages in Brazil: some preliminary and descriptive results. Seoul Journal of Economics, vol. 22, no. 4, p. 591-691, 2009. SALLES FILHO, S. Quanto vale o investimento em ciência, tecnologia e inovação? ComCiência, n. 129, 10/06/201 SALLES FILHO, S.; STEFANUTO, G.; MATTO, C.; ZEITOUM, C.; CAMPOS, F. Avaliação de impactos da Lei de Informática: uma análise da política industrial e de incentivo à inovação no setor de TICs brasileiro. Revista Brasileira de Inovação, 11, n . esp., p. 191-218, julho 2012. SCHARTINGER, D.; SHIBANY, A.; GASSLER, H. Interactive relations between universities and firms: empirical evidence for Austria. Journal of Technology Transfer, v.26, pp.255-268, 200 SCHARTINGER, D.; RAMMER, C.; FISCHER, M.; FRÖHLICH, J. Knowledge interactions between universities and industry in Austria: sectoral patterns and determinants. Research Policy, 31, 303–328, 2002. TEIXEIRA, A. L.; ROSA, A.; RUFFONI, J.; RAPINI, M. Dimensões da capacidade de absorção, qualificação da mão de obra, P&D e desempenho inovativo. Revista Brasileira de Inovação, 15, (1), p. 139-164, jan/jun. 2016. TEIXEIRA, C.; MENEZES, J. H. Resultados do RHAE Pesquisador na Empresa. In: XV CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO LATINO-IBEROAMERICANA DE GESTÃO DE TECNOLOGIA. Anais… Porto, Portugal: Altec, 27 a 31 outubro 2013. TELLES, L. O papel dos institutos públicos de pesquisa no desenvolvimento tecnológico e na cooperação universidade-empresa. Tese (Doutorado). São Paulo: POLI/USP, 201 TETHER, B. Who co-operates for innovation, and why. An empirical analysis. Research Policy, 31, p. 947–967, 2002. TORRES, A,. DUTRENIT, G.; SAMPEDRO, J.L.; BECERRA, N. What are the factors driving university-industry linkages in latecomer firms: evidence from Mexico. Sciecnce and Public Policy, 36(1), p. 31-42, 2011 WOOLDRIGE, J. Econometric analysis of cross section and panel data. Cambridge, London: The MIT Press, 2002
Como citar:

Oliveira, Vanessa Parreiras; Garcia, Renato de Castro; "Interações universidade-empresa de pequenas e médias empresas brasileiras: quais são os fatores direcionadores (drivers) da intensidade das interações com grupos de pesquisa de universidades e institutos públicos de pesquisa?", p. 1103-1122 . In: . São Paulo: Blucher, 2018.
ISSN 2357-7592, DOI 10.5151/enei2018-61

últimos 30 dias | último ano | desde a publicação


downloads


visualizações


indexações