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Intensidade energética e poluidora da indústria brasileira de 1970 a 2016

Sereno, Luiz Gustavo Fernandes; Andrade, Daniel Caixeta;

Artigo:

É certo que a expansão das atividades industriais é um dosprincipais eixos do progresso econômico, contudo, é inegável que ao longo doprocesso industrializante inevitáveis impactos ambientais aconteçam. Destaca-sea utilização de fontes energéticas não renováveis como os combustíveis deorigem fóssil que se relaciona diretamente com a emissão de Gases de EfeitosEstufa (GEE), cujo volume o Brasil tem se comprometido a reduzir. Nestecontexto, este trabalho buscou analisar a evolução do crescimento industrial noBrasil à luz da demanda energética e das emissões de GEE. Verificou-se pelasestimativas do Índice de Intensidade Energética (IIE) e Índice de IntensidadePoluidora (IIP) que, em geral, a quantidade de energia necessária e o volume deemissões de GEE por dólar de produto apresentou tendência de aumento entre asdécadas de 1970 e 2016. Estes resultados são preocupantes do ponto de vistaambiental, visto que o Brasil se comprometeu a reduzir suas emissões de GEE noúltimo acordo climático. Em assim sendo, advoga-se que a elaboração de políticasindustriais articuladas deve incorporar medidas para que o crescimentoindustrial seja acompanhado do aumento da eficiência energética e redução doseu impacto poluidor.

Artigo:

Palavras-chave: Indústria, Intensidade Energética, Eficiência Energética, Emissão de GEE, Intensidade Poluidora ,

Palavras-chave: ,

DOI: 10.5151/enei2018-40

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Como citar:

Sereno, Luiz Gustavo Fernandes; Andrade, Daniel Caixeta; "Intensidade energética e poluidora da indústria brasileira de 1970 a 2016", p. 708-727 . In: . São Paulo: Blucher, 2018.
ISSN 2357-7592, DOI 10.5151/enei2018-40

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