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Inovação por intensidade tecnológica, cooperação e origem do capital

Tessarina, Milene Simone; Suziganb, Wilson; Guilhoto, Joaquim José Martins;

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Este artigo analisa o esforço inovativo das empresas manufatureiras que cooperaram para inovar e das que inovaram sem cooperação, segmentadas por categorias tecnológicas e origem do capital controlador. Utilizou-se uma tabulação especial da Pintec/IBGE com informações inéditas. O estudo contribui ao contrapor empresas que inovaram com e sem cooperação, pois esta comparação ainda não foi estudada. Resultados mostraram que a cooperação é decisiva para diferenciar os esforços inovativos, independente da categoria tecnológica. Já a origem do capital não representou fator distintivo. A cooperação foi essencialmente feita com clientes e fornecedores, e outra empresa do grupo no exterior para firmas estrangeiras, a despeito da literatura focar na cooperação com universidades e institutos de pesquisa. Conclui-se que inovar com cooperação gera esforços inovativos melhores, assim, estimular empresas a cooperarem pode aumentar a inovação brasileira.

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Palavras-chave: Inovação; Cooperação para inovar; Indústria de transformação; Intensidade tecnológica; Desenvolvimento industrial,

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DOI: 10.5151/iv-enei-2019-4.4-043

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Como citar:

Tessarina, Milene Simone; Suziganb, Wilson; Guilhoto, Joaquim José Martins; "Inovação por intensidade tecnológica, cooperação e origem do capital", p. 651-671 . In: Anais do IV Encontro Nacional de Economia Industrial e Inovação. São Paulo: Blucher, 2019.
ISSN 2357-7592, DOI 10.5151/iv-enei-2019-4.4-043

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