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Infraestrutura rodoviária e mobilidade pendular nas microrregiões de Minas Gerais
Infraestrutura rodoviária e mobilidade pendular nas microrregiões de Minas Gerais
Matos, Ralfo; Lobo, Carlos; Simplício, André
Artigo Completo:
A mobilidade pendular tem sido utilizada como indicador de integração entre lugares. Tornou-se relevante, com a consolidação dos processos de industrialização e urbanização, examinar a mobilidade pendular em diversas áreas das ciências humanas e sociais. Porém, são ainda raras as iniciativas de contrapor os movimentos pendulares e a infraestrutura rodoviária que faculta o deslocamento dos indivíduos no espaço. Esse artigo procura aproximar essas duas dimensões ao analisar o caso de Minas Gerais, tendo como objetivo principal avaliar a possível influência da densidade rodoviária na intensidade dos deslocamentos diários para trabalho e estudo nas microrregiões de Minas Gerais. Como parte da metodologia de análise, foi proposto um Índice de Densidade Rodoviária, que considera as rodovias pavimentadas (simples e duplicadas) que compõem a malha do estado até o ano de 2013 (excluídas as ligações hidroviárias e ferroviárias), contrapostas ao número de sedes municipais e à população residente em cada microrregião. Para análise dos movimentos pendulares foram utilizados os microdados amostrais do Censo Demográfico de 2010, por meio da combinação das variáveis que identificam o município de trabalho e/ou estudo. Os resultados permitiram observar que, além de uma relação de baixa determinação direta, considerados os valores pouco significativos obtidos pela análise de regressão linear geral e local, as regiões do estado que possuíam densa malha rodoviária, em especial na região do triangulo mineiro, também exibiam baixo nível de mobilidade espacial da população. Há, ainda, as microrregiões que se destacavam pela alta mobilidade, como de Belo Horizonte, Ipatinga e Conselheiro Lafaiete, localizadas na porção central de Minas, apesar de uma infraestrutura rodoviária “deficitária”. Contudo, nas regiões ao norte e sul do estado o baixo Índice de Densidade Rodoviária (IDR) coexiste com a Razão de Pendularidade (RP) pouco expressiva. Nesses casos, a baixa mobilidade decorre provavelmente da maior participação do setor econômico agrícola, que tradicionalmente exige menor necessidade de deslocamento diário da força de trabalho quando comparado às necessidades dos setores secundário e terciário, característicos dos principais centros urbanos.
A mobilidade pendular tem sido utilizada como indicador de integração entre lugares. Tornou-se relevante, com a consolidação dos processos de industrialização e urbanização, examinar a mobilidade pendular em diversas áreas das ciências humanas e sociais. Porém, são ainda raras as iniciativas de contrapor os movimentos pendulares e a infraestrutura rodoviária que faculta o deslocamento dos indivíduos no espaço. Esse artigo procura aproximar essas duas dimensões ao analisar o caso de Minas Gerais, tendo como objetivo principal avaliar a possível influência da densidade rodoviária na intensidade dos deslocamentos diários para trabalho e estudo nas microrregiões de Minas Gerais. Como parte da metodologia de análise, foi proposto um Índice de Densidade Rodoviária, que considera as rodovias pavimentadas (simples e duplicadas) que compõem a malha do estado até o ano de 2013 (excluídas as ligações hidroviárias e ferroviárias), contrapostas ao número de sedes municipais e à população residente em cada microrregião. Para análise dos movimentos pendulares foram utilizados os microdados amostrais do Censo Demográfico de 2010, por meio da combinação das variáveis que identificam o município de trabalho e/ou estudo. Os resultados permitiram observar que, além de uma relação de baixa determinação direta, considerados os valores pouco significativos obtidos pela análise de regressão linear geral e local, as regiões do estado que possuíam densa malha rodoviária, em especial na região do triangulo mineiro, também exibiam baixo nível de mobilidade espacial da população. Há, ainda, as microrregiões que se destacavam pela alta mobilidade, como de Belo Horizonte, Ipatinga e Conselheiro Lafaiete, localizadas na porção central de Minas, apesar de uma infraestrutura rodoviária “deficitária”. Contudo, nas regiões ao norte e sul do estado o baixo Índice de Densidade Rodoviária (IDR) coexiste com a Razão de Pendularidade (RP) pouco expressiva. Nesses casos, a baixa mobilidade decorre provavelmente da maior participação do setor econômico agrícola, que tradicionalmente exige menor necessidade de deslocamento diário da força de trabalho quando comparado às necessidades dos setores secundário e terciário, característicos dos principais centros urbanos.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/socsci-ix-enm-ST2-1
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Como citar:
Matos, Ralfo; Lobo, Carlos; Simplício, André; "Infraestrutura rodoviária e mobilidade pendular nas microrregiões de Minas Gerais", p-47-60.
In: Anais do IX Encontro Nacional Sobre Migrações - IX GT Migração [=Blucher Social Science Proceedings, v.2, n.2]..
São Paulo: Blucher,
2016.
ISSN 23592990,
DOI 10.5151/socsci-ix-enm-ST2-1
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TY - CONF T1 - Infraestrutura rodoviária e mobilidade pendular nas microrregiões de Minas Gerais JO - Blucher Social Sciences Proceedings VL - 2 IS - 2 SP - 47 EP - 60 PY - 2016 T2 - IX Encontro Nacional sobre Migrações AU - , , SN - 23592990 DO - http://dx.doi.org/10.5151/socsci-ix-enm-ST2-1 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/infraestrutura-rodoviria-e-mobilidade-pendular-nas-microrregies-de-minas-gerais-22441 KW - ER -
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Ralfo Matos, Carlos Lobo, André Simplício, Infraestrutura rodoviária e mobilidade pendular nas microrregiões de Minas Gerais, Blucher Social Sciences Proceedings, Volume 2, 2016, Pages 47-60, ISSN 23592990, http://dx.doi.org/10.5151/socsci-ix-enm-ST2-1 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/infraestrutura-rodoviria-e-mobilidade-pendular-nas-microrregies-de-minas-gerais-22441) Palavras-chave:: ;