Blucher Design Proceedings
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Imagens enredadas: visualização de dados e acervos digitais
Imagens enredadas: visualização de dados e acervos digitais
Keese dos Santos, Bruna; Beiguelman, Giselle
Artigo:
1. Acervos digitais A presente pesquisa busca analisar, do ponto de vista do design da informação e, mais especificamente, da visualização de dados, plataformas de acervos digitais vinculados a coleções museológicas. Objetiva-se debater de que modo o design pode contribuir na criação de interfaces que possibilitem explorações generosas, com múltiplas perspectivas, conexões e processos colaborativos. A análise aqui apresentada é um ponto de partida para o levantamento de plataformas e foca nos diferentes modos e recursos empregados para se visualizar um grande conjunto de imagens, aspecto primordial dos acervos digitais. A forma como um acervo de imagens digital é exibido possui grande impacto em sua apreensão. Uma vez que o meio digital permite organizações, aproximações e conexões impossíveis quando pensamos em um acervo físico, torna-se muito relevante analisar e explorar as ferramentas e os efeitos que as visualizações imagéticas de acervos digitais possibilitam. A digitalização de acervos de instituições culturais é uma prática que vem sendo cada vez mais explorada na última década. Enquanto inúmeras oportunidades são criadas a partir desse movimento, desde um maior alcance de público e um aumento de engajamento até possibilidades de conexões entre acervos, surgem uma série de questões acerca dos métodos utilizados nesses processos. Os modos como esses acervos são organizados, catalogados, armazenados e disponibilizados devem ser revistos a partir da ferramenta digital, que traz inúmeros benefícios, mas também complexidades. No contexto de arquivos digitais e Inteligências Artificiais “fabular arquivos mutantes, capazes de dar vazão a outras histórias das artes e das sociedades, implica pensar em modos de fomentar usos críticos das redes e outras culturas da memória” (Beiguelman, 2023). As arquiteturas criadas para a apresentação e exploração desses arquivos são, portanto, de extrema importância. 2. Plataformas de visualização de acervos O levantamento tem como ponto de partida a análise de duas plataformas como referência para visualização de acervos. A primeira delas é a VIKUS, plataforma de visualização de coleções culturais desenvolvida pelo Urban Complex Lab da Universidade de Potsdam. A segunda é a plataforma Meta-acervos, desenvolvida pelo grupo de pesquisa Acervos Digitais, projeto temático projeto temático FAPESP, coordenado pela Profa. Giselle Beiguelman. A partir dessas duas plataformas base, a pesquisa levanta diferentes resultados em relação à visualização de acervos dividindo-os a partir das principais características das ferramentas. Foram elencados os seguintes recursos organizacionais: 1. Ordem: cronológica (linha do tempo), escala cromática ou por aproximação visual computacional; 2. Disposição: em grid ortogonal com proporção preservada, em grid ortogonal com tamanho fixo (imagem recortada), em grid irregular com distanciamentos variáveis ou sobreposição de elemento selecionado por filtro; 3. Recurso digital empregado: zoom, rolamentos vertical e horizontal e pan. Figura 1 a 3 – Visualizações de acervos digitais geradas nas plataformas analisadas Fonte: Screenshots da autora em https://vikusviewer.fh-potsdam.de e https://acervos-digitais.github.io/herbario-interface/. 3. Imagem de muitas imagens Através do levantamento imagético/organizacional das duas plataformas referência, a pesquisa intenta investigar os principais aspectos que cada formulação apresenta, no sentido de apreensão do acervo em questão. De que forma as inúmeras possibilidades de visualização do acervo e os diferentes modos de agrupamento de imagens ampliam o entendimento do mesmo e abrem espaço para novas relações? Dessa forma, a pesquisa pretende observar de que modo as redes imagéticas criadas pelas plataformas se assemelham não apenas a redes de pontos conectados (network) mas, sim, a malhas (meshwork) cujos fios de conexão não apenas ligam imagens umas às outras, mas produzem novos caminhos de sentidos (Ingold, 2007).
1. Acervos digitais A presente pesquisa busca analisar, do ponto de vista do design da informação e, mais especificamente, da visualização de dados, plataformas de acervos digitais vinculados a coleções museológicas. Objetiva-se debater de que modo o design pode contribuir na criação de interfaces que possibilitem explorações generosas, com múltiplas perspectivas, conexões e processos colaborativos. A análise aqui apresentada é um ponto de partida para o levantamento de plataformas e foca nos diferentes modos e recursos empregados para se visualizar um grande conjunto de imagens, aspecto primordial dos acervos digitais. A forma como um acervo de imagens digital é exibido possui grande impacto em sua apreensão. Uma vez que o meio digital permite organizações, aproximações e conexões impossíveis quando pensamos em um acervo físico, torna-se muito relevante analisar e explorar as ferramentas e os efeitos que as visualizações imagéticas de acervos digitais possibilitam. A digitalização de acervos de instituições culturais é uma prática que vem sendo cada vez mais explorada na última década. Enquanto inúmeras oportunidades são criadas a partir desse movimento, desde um maior alcance de público e um aumento de engajamento até possibilidades de conexões entre acervos, surgem uma série de questões acerca dos métodos utilizados nesses processos. Os modos como esses acervos são organizados, catalogados, armazenados e disponibilizados devem ser revistos a partir da ferramenta digital, que traz inúmeros benefícios, mas também complexidades. No contexto de arquivos digitais e Inteligências Artificiais “fabular arquivos mutantes, capazes de dar vazão a outras histórias das artes e das sociedades, implica pensar em modos de fomentar usos críticos das redes e outras culturas da memória” (Beiguelman, 2023). As arquiteturas criadas para a apresentação e exploração desses arquivos são, portanto, de extrema importância. 2. Plataformas de visualização de acervos O levantamento tem como ponto de partida a análise de duas plataformas como referência para visualização de acervos. A primeira delas é a VIKUS, plataforma de visualização de coleções culturais desenvolvida pelo Urban Complex Lab da Universidade de Potsdam. A segunda é a plataforma Meta-acervos, desenvolvida pelo grupo de pesquisa Acervos Digitais, projeto temático projeto temático FAPESP, coordenado pela Profa. Giselle Beiguelman. A partir dessas duas plataformas base, a pesquisa levanta diferentes resultados em relação à visualização de acervos dividindo-os a partir das principais características das ferramentas. Foram elencados os seguintes recursos organizacionais: 1. Ordem: cronológica (linha do tempo), escala cromática ou por aproximação visual computacional; 2. Disposição: em grid ortogonal com proporção preservada, em grid ortogonal com tamanho fixo (imagem recortada), em grid irregular com distanciamentos variáveis ou sobreposição de elemento selecionado por filtro; 3. Recurso digital empregado: zoom, rolamentos vertical e horizontal e pan. Figura 1 a 3 – Visualizações de acervos digitais geradas nas plataformas analisadas Fonte: Screenshots da autora em https://vikusviewer.fh-potsdam.de e https://acervos-digitais.github.io/herbario-interface/. 3. Imagem de muitas imagens Através do levantamento imagético/organizacional das duas plataformas referência, a pesquisa intenta investigar os principais aspectos que cada formulação apresenta, no sentido de apreensão do acervo em questão. De que forma as inúmeras possibilidades de visualização do acervo e os diferentes modos de agrupamento de imagens ampliam o entendimento do mesmo e abrem espaço para novas relações? Dessa forma, a pesquisa pretende observar de que modo as redes imagéticas criadas pelas plataformas se assemelham não apenas a redes de pontos conectados (network) mas, sim, a malhas (meshwork) cujos fios de conexão não apenas ligam imagens umas às outras, mas produzem novos caminhos de sentidos (Ingold, 2007).
Palavras-chave: Acervo imagético; visualização de dados; acervos digitais; design da informação Acervo imagético; visualização de dados; acervos digitais; design da informação
DOI: 10.5151/1JPPD-0111
Referências bibliográficas
- [1] BEIGUELMAN, Giselle. Inteligência distribuída e catalogação como crowdsourcing. In: Acervos digitais e pesquisa, 2023. Disponível em: https://www.acervosdigitais.fau.usp.br/inteligencia-distribuida-e-catalogacao-como-crowdsourcing/. Acesso em: 06 out. 2025.
- [2] DIDI-HUBERMAN, Georges. Atlas: Como levar o mundo nas costas? Sopro – Panfleto Político-Cultural, n. 41, dez. 2010.
- [3] INGOLD, Tim. Lines: a brief history. Oxon: Routledge, 2007.
- [4] WHITELAW, Mitchell. Generous interfaces for digital cultural collections. DHQ: Digital Humanities Quarterly, v. 9, n. 1, 2015.
Como citar:
Keese dos Santos, Bruna; Beiguelman, Giselle; "Imagens enredadas: visualização de dados e acervos digitais", p-287-289.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0111
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TY - CONF T1 - Imagens enredadas: visualização de dados e acervos digitais JO - Blucher Design Proceedings VL - 14 IS - 3 SP - 287 EP - 289 PY - 2026 T2 - I Jornada Paulista de Pesquisa em Design AU - , SN - 23186968 DO - http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0111 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/imagens-enredadas-visualizacao-de-dados-e-acervos-digitais KW - Acervo imagético; visualização de dados; acervos digitais; design da informação ER -
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Bruna Keese dos Santos, Giselle Beiguelman, Imagens enredadas: visualização de dados e acervos digitais, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 287-289, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0111 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/imagens-enredadas-visualizacao-de-dados-e-acervos-digitais) Palavras-chave:: Acervo imagético; visualização de dados; acervos digitais; design da informação;