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Diretrizes projetuais de sustentabilidade no processo criativo do design de moda
Diretrizes projetuais de sustentabilidade no processo criativo do design de moda
Fernandes, Palloma Renny Beserra; Sousa, Cyntia Santos Malaguti de
Artigo:
O setor da economia criativa fundamenta-se na utilização da criatividade como elemento propulsor de conhecimento e inovação, estruturando seus modelos de negócio a partir da produção de bens e serviços simbólicos e culturais. Esse campo abrange diversas áreas, como ciência, tecnologia, publicidade, design e moda. No contexto específico do design, o processo criativo configura-se como um dos pilares fundamentais, sendo responsável por impulsionar a inovação e por transformar ideias abstratas em soluções visuais e funcionais (Lobach, 2001). A necessidade de renovação da indústria da moda transcende a mera busca por inovação estética. Trata-se de um processo ancorado em dinâmicas de mudança nos comportamentos, nos valores e nos contextos socioculturais, capaz de se reinventar a cada ciclo. Tal renovação deve atender simultaneamente às exigências de um mercado que demanda inovação contínua para manter sua competitividade e às necessidades subjetivas de expressão individual e coletiva, considerando que a moda também se configura como meio de construção identitária. Diante desse cenário, esta pesquisa parte da seguinte questão norteadora: Como as diretrizes projetuais de sustentabilidade podem ser integradas ao processo criativo no design de moda? Assim, este recorte tem como objetivo propor a integração das diretrizes projetuais da sustentabilidade aos processos criativos da moda, contribuindo para a construção de uma prática mais ética, consciente e alinhada aos desafios contemporâneos. No que se refere ao método, as diretrizes projetuais de sustentabilidade são compreendidas como caminhos estratégicos voltados ao alcance de objetivos previamente definidos. Os métodos podem variar conforme a abordagem ou perspectiva adotada. No escopo desta pesquisa, adota-se como base a perspectiva da economia circular, por oferecer um modelo sistêmico e resiliente para o design de moda sustentável. Ressalta-se, contudo, que abordagens metodológicas híbridas — combinando estratégias exploratórias, intuitivas e estruturadas — tendem a ser mais eficazes, uma vez que permitem adaptar os procedimentos às especificidades e complexidades de cada processo criativo. O processo criativo no design caracteriza-se por um conjunto de etapas organizadas que asseguram que as ideias concebidas sejam não apenas originais, mas também exequíveis e aplicáveis na prática. Para isso, recorre-se a ferramentas e metodologias específicas que auxiliam na estruturação e orientação do pensamento criativo (Baxter, 2011). No design de moda, as ferramentas projetuais atuam como agentes catalisadores da imaginação e da construção de repertório visual e sensível. Elas funcionam como pontes entre o pensamento abstrato e a materialização tangível de conceitos, favorecendo a experimentação, a observação e a elaboração de soluções esteticamente e simbolicamente coerentes (Sanches, 2016). A moda está intimamente ligada ao pensamento imagético, entendido como a capacidade de elaborar raciocínios por meio de imagens, interpretar o mundo visualmente e construir narrativas simbólicas a partir de referências estéticas. Essa forma de pensamento é fundamental para a criação em moda, considerando que grande parte da comunicação e do impacto das peças ocorre por meio de elementos visuais como forma, cor, textura e estilo. A articulação imagética permite alinhar a identidade visual do produto à imagem da marca, traduzindo seus valores e princípios em componentes visuais específicos. Nesse contexto, a incorporação de diretrizes de sustentabilidade ao processo criativo exige uma abordagem integrada e interdisciplinar. A aplicação desses princípios não deve ocorrer apenas como etapa final ou como elemento agregado ao produto, mas como componente estruturante desde as fases iniciais do projeto. Isso implica repensar escolhas de materiais, processos produtivos, ciclos de vida e estratégias de comunicação, articulando inovação estética e responsabilidade socioambiental. Conclui-se que a integração das diretrizes projetuais de sustentabilidade ao processo criativo no design de moda constitui um movimento centrado nos materiais, onde este precisa atender às demandas contemporâneas do mercado e da sociedade. Tal integração requer não apenas a adoção de métodos estruturados, mas também flexibilidade, pensamento sistêmico e abertura ao diálogo interdisciplinar. Ao considerar a economia circular como base metodológica e ao reconhecer a importância do pensamento imagético no design de moda, torna-se central articular inovação, identidade e responsabilidade socioambiental em um mesmo processo projetual. A narrativa simbólica e estética precisa contemplar as intenções projetuais. Assim, a sustentabilidade deixa de ser um elemento periférico e passa a ocupar posição central na concepção e no desenvolvimento de produtos de moda, contribuindo para a construção de uma prática mais ética, consciente e alinhada aos desafios atuais.
O setor da economia criativa fundamenta-se na utilização da criatividade como elemento propulsor de conhecimento e inovação, estruturando seus modelos de negócio a partir da produção de bens e serviços simbólicos e culturais. Esse campo abrange diversas áreas, como ciência, tecnologia, publicidade, design e moda. No contexto específico do design, o processo criativo configura-se como um dos pilares fundamentais, sendo responsável por impulsionar a inovação e por transformar ideias abstratas em soluções visuais e funcionais (Lobach, 2001). A necessidade de renovação da indústria da moda transcende a mera busca por inovação estética. Trata-se de um processo ancorado em dinâmicas de mudança nos comportamentos, nos valores e nos contextos socioculturais, capaz de se reinventar a cada ciclo. Tal renovação deve atender simultaneamente às exigências de um mercado que demanda inovação contínua para manter sua competitividade e às necessidades subjetivas de expressão individual e coletiva, considerando que a moda também se configura como meio de construção identitária. Diante desse cenário, esta pesquisa parte da seguinte questão norteadora: Como as diretrizes projetuais de sustentabilidade podem ser integradas ao processo criativo no design de moda? Assim, este recorte tem como objetivo propor a integração das diretrizes projetuais da sustentabilidade aos processos criativos da moda, contribuindo para a construção de uma prática mais ética, consciente e alinhada aos desafios contemporâneos. No que se refere ao método, as diretrizes projetuais de sustentabilidade são compreendidas como caminhos estratégicos voltados ao alcance de objetivos previamente definidos. Os métodos podem variar conforme a abordagem ou perspectiva adotada. No escopo desta pesquisa, adota-se como base a perspectiva da economia circular, por oferecer um modelo sistêmico e resiliente para o design de moda sustentável. Ressalta-se, contudo, que abordagens metodológicas híbridas — combinando estratégias exploratórias, intuitivas e estruturadas — tendem a ser mais eficazes, uma vez que permitem adaptar os procedimentos às especificidades e complexidades de cada processo criativo. O processo criativo no design caracteriza-se por um conjunto de etapas organizadas que asseguram que as ideias concebidas sejam não apenas originais, mas também exequíveis e aplicáveis na prática. Para isso, recorre-se a ferramentas e metodologias específicas que auxiliam na estruturação e orientação do pensamento criativo (Baxter, 2011). No design de moda, as ferramentas projetuais atuam como agentes catalisadores da imaginação e da construção de repertório visual e sensível. Elas funcionam como pontes entre o pensamento abstrato e a materialização tangível de conceitos, favorecendo a experimentação, a observação e a elaboração de soluções esteticamente e simbolicamente coerentes (Sanches, 2016). A moda está intimamente ligada ao pensamento imagético, entendido como a capacidade de elaborar raciocínios por meio de imagens, interpretar o mundo visualmente e construir narrativas simbólicas a partir de referências estéticas. Essa forma de pensamento é fundamental para a criação em moda, considerando que grande parte da comunicação e do impacto das peças ocorre por meio de elementos visuais como forma, cor, textura e estilo. A articulação imagética permite alinhar a identidade visual do produto à imagem da marca, traduzindo seus valores e princípios em componentes visuais específicos. Nesse contexto, a incorporação de diretrizes de sustentabilidade ao processo criativo exige uma abordagem integrada e interdisciplinar. A aplicação desses princípios não deve ocorrer apenas como etapa final ou como elemento agregado ao produto, mas como componente estruturante desde as fases iniciais do projeto. Isso implica repensar escolhas de materiais, processos produtivos, ciclos de vida e estratégias de comunicação, articulando inovação estética e responsabilidade socioambiental. Conclui-se que a integração das diretrizes projetuais de sustentabilidade ao processo criativo no design de moda constitui um movimento centrado nos materiais, onde este precisa atender às demandas contemporâneas do mercado e da sociedade. Tal integração requer não apenas a adoção de métodos estruturados, mas também flexibilidade, pensamento sistêmico e abertura ao diálogo interdisciplinar. Ao considerar a economia circular como base metodológica e ao reconhecer a importância do pensamento imagético no design de moda, torna-se central articular inovação, identidade e responsabilidade socioambiental em um mesmo processo projetual. A narrativa simbólica e estética precisa contemplar as intenções projetuais. Assim, a sustentabilidade deixa de ser um elemento periférico e passa a ocupar posição central na concepção e no desenvolvimento de produtos de moda, contribuindo para a construção de uma prática mais ética, consciente e alinhada aos desafios atuais.
Palavras-chave: Diretrizes projetuais, sustentabilidade, processo criativo, moda, Design Diretrizes projetuais, sustentabilidade, processo criativo, moda, Design
DOI: 10.5151/1JPPD-0059
Referências bibliográficas
- [1] BAXTER, M. Projeto de produto: guia prático para o design de novos produtos. 3. ed. Editora Blucher, 2011.
- [2] LÖBACH, B. Design industrial. São Paulo: Editora Blücher, 2001.
- [3] SANCHES, Maria Celeste de Fatima. O projeto do intangível na formação de designers de moda: repensando as estratégias metodológicas para a sintaxe da forma na prática projetual. 2016.
Como citar:
Fernandes, Palloma Renny Beserra; Sousa, Cyntia Santos Malaguti de; "Diretrizes projetuais de sustentabilidade no processo criativo do design de moda", p-158-160.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0059
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TY - CONF T1 - Diretrizes projetuais de sustentabilidade no processo criativo do design de moda JO - Blucher Design Proceedings VL - 14 IS - 3 SP - 158 EP - 160 PY - 2026 T2 - I Jornada Paulista de Pesquisa em Design AU - , SN - 23186968 DO - http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0059 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/diretrizes-projetuais-de-sustentabilidade-no-processo-criativo-do-design-de-moda KW - Diretrizes projetuais, sustentabilidade, processo criativo, moda, Design ER -
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Palloma Renny Beserra Fernandes, Cyntia Santos Malaguti de Sousa, Diretrizes projetuais de sustentabilidade no processo criativo do design de moda, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 158-160, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0059 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/diretrizes-projetuais-de-sustentabilidade-no-processo-criativo-do-design-de-moda) Palavras-chave:: Diretrizes projetuais, sustentabilidade, processo criativo, moda, Design;