junho 2019 vol. 2 num. 1 - Encontro Anual da Biofísica 2019

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DETECÇÃO IMPEDIMÉTRICA DO VÍRUS ZIKA USANDO FIBRAS DE HIDROGEL PVA/ALGINATO HIERARQUIZADAS COM POLIANILINA

DETECÇÃO IMPEDIMÉTRICA DO VÍRUS ZIKA USANDO FIBRAS DE HIDROGEL PVA/ALGINATO HIERARQUIZADAS COM POLIANILINA

Frías, Isaac A. M.; Silva, Danilo M.; Oliveira, Jessica M.;

Artigo:

O uso de polímeros biocompatíveis para criação de nanofibras é muito limitada devido à sua notável interação com a água. Por exemplo, a hidratação do PVA resulta na sua pronta solubilização, pelo que mesmo podendo ser eletrofiado, ao molhar uma fibra pronta, esta será desintegrada imediatamente; por sua vez, o Alginato sofre uma expansão instantânea, e a formação de gel impede que seja eletrofiado. Por estes motivos, a formação de blendas é um processo que vem sendo empregado para permitir a eletrofiação de materiais gelatinosos como o alginato e a manipulação de materiais altamente higroscópicos como o PVA. O uso de este tipo de materiais catalogados como hidrogéis é muito versátil, e embora não venham sendo empregados na forma de nanoestruturas, seu uso abrange a imobilização de microorganismos (Yang et al., 2016), remoção de moléculas contaminantes da água (Lai et al., 2016) ou enriquecimento de biomoléculas (Mahdavinia et al., 2016). Devido à dificuldade de funcionalização de estes materiais, sua aplicação para detecção de moléculas específicas vem sendo pouco explorado, sendo eles empregados para captura eletrostática inespecífica de biomoléculas. O desafio de imobilizar biomoléculas está relacionada à suavidade relativa das reações químicas usadas à maneira de conservar a atividade biológica, muitas vezes ligada à estrutura e grupos funcionais da biomolécula. Neste trabalho estudamos a constituição de uma blenda polimérica de PVA/Alginato empregada para criação de membranas de nanofibras eletrofiadas. As membranas foram estabilizadas com um tratamento de reticulação (crosslinking) realizado com glutaraldeido. Após este tratamento, as membranas formaram um hidrogel capaz de reter agua em seus poros mas resistindo sua desintegração, assim, diversas reações químicas realizadas em médio aquoso foram empregadas para recobrir as nanofibras com materiais manométricos (hierarquização). Das membranas hierarquizadas, aquelas com polianilina serviram para imobilizar o anticorpo PAb pela metodologia EDC/NHS com maior sucesso e reprodutibilidade. Esta membrana PVAlg/PAni/PAb foi empregada para estudar a captura especifica do envelope ZV.

Artigo:

O uso de polímeros biocompatíveis para criação de nanofibras é muito limitada devido à sua notável interação com a água. Por exemplo, a hidratação do PVA resulta na sua pronta solubilização, pelo que mesmo podendo ser eletrofiado, ao molhar uma fibra pronta, esta será desintegrada imediatamente; por sua vez, o Alginato sofre uma expansão instantânea, e a formação de gel impede que seja eletrofiado. Por estes motivos, a formação de blendas é um processo que vem sendo empregado para permitir a eletrofiação de materiais gelatinosos como o alginato e a manipulação de materiais altamente higroscópicos como o PVA. O uso de este tipo de materiais catalogados como hidrogéis é muito versátil, e embora não venham sendo empregados na forma de nanoestruturas, seu uso abrange a imobilização de microorganismos (Yang et al., 2016), remoção de moléculas contaminantes da água (Lai et al., 2016) ou enriquecimento de biomoléculas (Mahdavinia et al., 2016). Devido à dificuldade de funcionalização de estes materiais, sua aplicação para detecção de moléculas específicas vem sendo pouco explorado, sendo eles empregados para captura eletrostática inespecífica de biomoléculas. O desafio de imobilizar biomoléculas está relacionada à suavidade relativa das reações químicas usadas à maneira de conservar a atividade biológica, muitas vezes ligada à estrutura e grupos funcionais da biomolécula. Neste trabalho estudamos a constituição de uma blenda polimérica de PVA/Alginato empregada para criação de membranas de nanofibras eletrofiadas. As membranas foram estabilizadas com um tratamento de reticulação (crosslinking) realizado com glutaraldeido. Após este tratamento, as membranas formaram um hidrogel capaz de reter agua em seus poros mas resistindo sua desintegração, assim, diversas reações químicas realizadas em médio aquoso foram empregadas para recobrir as nanofibras com materiais manométricos (hierarquização). Das membranas hierarquizadas, aquelas com polianilina serviram para imobilizar o anticorpo PAb pela metodologia EDC/NHS com maior sucesso e reprodutibilidade. Esta membrana PVAlg/PAni/PAb foi empregada para estudar a captura especifica do envelope ZV.

Palavras-chave: -,

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DOI: 10.5151/biofisica2019-52

Referências bibliográficas
  • [1] LAI, Y.-C. et al. Poly(vinyl alcohol) and alginate cross-linked matrix with immobilized Prussian blue and ion exchange resin for cesium removal from waters. Bioresource Technology, v. 214, p. 192-198, 2016/08/01/ 2016. ISSN 0960-8524. Disponível em: < http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0960852416305922 >.
  • [2] MAHDAVINIA, G. R. et al. Magnetic hydrogel beads based on PVA/sodium alginate/laponite RD and studying their BSA adsorption. Carbohydrate Polymers, v. 147, p. 379-391, 2016/08/20/ 2016. ISSN 0144-8617. Disponível em: < http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S014486171630385X >.
  • [3] YANG, J. M. et al. Cell proliferation on PVA/sodium alginate and PVA/poly(γ-glutamic acid) electrospun fiber. Materials Science and Engineering: C, v. 66, p. 170-177, 2016/09/01/ 2016. ISSN 0928-4931. Disponível em: < http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0928493116303769 >.
Como citar:

Frías, Isaac A. M.; Silva, Danilo M.; Oliveira, Jessica M.; "DETECÇÃO IMPEDIMÉTRICA DO VÍRUS ZIKA USANDO FIBRAS DE HIDROGEL PVA/ALGINATO HIERARQUIZADAS COM POLIANILINA", p. 168-170 . In: Anais do Encontro Anual da Biofísica 2019. São Paulo: Blucher, 2019.
ISSN 2526--607-1, DOI 10.5151/biofisica2019-52

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