Maio 2018 vol. 4 num. 3 - Colóquio Internacional de Design 2017

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Design como ferramenta de ressignificação dos espaços públicos abertos por meio de práticas colaborativas utilizando os princípios da cultura Slow

Design as a tool to re-signify open public spaces through collaborative practices using the principles of Slow culture

Victoria, Isabel Cristina Moreira; Ourives, Eliete Auxiliadora Assunção; Figueiredo, Luiz Fernando Gonçalves de;

Artigo Completo:

A sociedade atual vive em um ritmo extremamente acelerado. As pessoas dormem pouco, vivem preocupadas com suas obrigações profissionais, se alimentam com pressa, estão sempre atentas aos mais variados meios tecnológicos e diminuíram consideravelmente o contato físico com as outras pessoas. Todas essas características são nocivas à saúde mental e física das pessoas, prejudicando o próprio corpo e os relacionamentos pessoais da população. Essa rotina da população associado a pouca importância dada aos espaços públicos por parte do governo fez com que alguns espaços urbanos públicos caíssem em desuso, sendo bastante comum ver espaços públicos que passam a ser degradados e marginalizados, perdendo a característica de serem espaços para convivência e integração. Alguns movimentos incentivam as pessoas a desacelerar o ritmo, propondo uma reavaliação de prioridades e do uso do tempo, como o movimento da cultura slow . Existem grupos sociais espalhados pelo mundo que possuem enraizados em suas culturas um equilíbrio no uso do tempo, priorizando atividades relaxantes e que trazem bem-estar. A partir desses exemplos outros movimentos foram criados, organizações e pequenos grupos que buscam levar uma vida mais leve, tentando encontrar o equilíbrio entre o estresse ao qual as pessoas já estão habituadas e a tranquilidade a qual as pessoas buscam. Este cenário apresenta a oportunidade do design influenciar na ressignificação e revitalização de espaços públicos, devolvendo estes espaços para a população, sendo esses espaços uma forma de as pessoas se sentirem convidadas a aproveitar o tempo de forma saudável, socializar e poder cooperar com a manutenção destes espaços, sentindo-se parte do espaço, criando pertencimento e apego ao local. Pensando nesse contexto, o design pode contribuir na busca para auxiliar na ressignificação dos espaços públicos atualmente em desuso, contribuindo por meio de suas diversas ferramentas e metodologias a criação de artefatos que possibilitem a ação colaborativa entre as pessoas, em que um indivíduo possa cooperar com o outro, resgatando o convívio e socialização. Esse objetivo entra em comunhão com os princípios da cultura Slow , que preza pela valorização do tempo, priorizando o bem-estar e desenvolvimento pessoal, social, comunitário e ambiental. Desta forma, essa pesquisa teórica traz a reflexão de uma oportunidade para o design revitalizar, por meio das habilidades desenvolvidas por designers, espaços públicos em conjunto com as comunidades, pensando nas necessidades e no bem-estar das pessoas.

Artigo Completo:

Today's society lives at an extremely fast pace. People sleep little, live worried about their professional obligations, feed themselves in a hurry, are always attentive to the most varied technological means and have considerably diminished their physical contact with other people. All these characteristics are harmful to the mental and physical health of people, damaging the body itself and the personal relationships of the population. This routine of the population associated with the lack of importance given to public spaces by the government has caused some public urban spaces to fall into disuse, being quite common to see public spaces that become degraded and marginalized, losing the characteristic of being spaces for coexistence and integration. Some movements encourage people to slow down, suggesting a reassessment of priorities and the use of time, such as the slow culture movement. There are social groups around the world that have a roots in their cultures, a balance in the use of time, giving priority to relaxing and well-being activities. From these examples other movements have been created, organizations and small groups that seek to lead a lighter life, trying to find the balance between the stress that people are already used to and the tranquility that people seek. This scenario presents the opportunity for design to influence the re-signification and revitalization of public spaces, returning these spaces to the population, these spaces being a way for people to feel invited to enjoy time in a healthy way, socialize and be able to cooperate with the maintenance of these spaces. Spaces, feeling part of the space, creating belonging and attachment to the place. Thinking in this context, the design can contribute to the search to help in the resignification of public spaces currently in disuse, contributing through its various tools and methodologies to create artifacts that enable collaborative action among people, in which an individual can cooperate with The other, rescuing the social and socialization. This goal comes into communion with the principles of Slow culture, which values the valuation of time, prioritizing personal, social, community and environmental well-being and development. In this way, this theoretical research brings the reflection of an opportunity for design to revitalize, through the skills developed by designers, public spaces together with the communities, thinking about the needs and well-being of the people.

Palavras-chave: design; ressignificação; bem-estar; cultura slow ; espaços públicos,

Palavras-chave: Design; Reassignment; welfare; Slow culture; public spaces,

DOI: 10.5151/cid2017-22

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Como citar:

Victoria, Isabel Cristina Moreira; Ourives, Eliete Auxiliadora Assunção; Figueiredo, Luiz Fernando Gonçalves de; "Design como ferramenta de ressignificação dos espaços públicos abertos por meio de práticas colaborativas utilizando os princípios da cultura Slow", p. 258-267 . In: . São Paulo: Blucher, 2018.
ISSN 2318-6968, ISBN: cid2017
DOI 10.5151/cid2017-22

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