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Desconcerto, função analítica e contemporaneidade
Desconcerto, função analítica e contemporaneidade
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O desconcerto não é apenas um momento privilegiado do trabalho analítico, mas parece ser, também, segundo os dois conferencistas, um estado necessário para que uma análise ocorra. Há quem encontre já no inicio do texto do Marcio, onde ele resgata a origem da palavra em seu contrário (concerto), o vestígio de uma outra noção estética freudiana, unheimliche, o estranho ou a inquietante estranheza. Mariano também inicia seu belo texto com o lugar do estranho e do estrangeiro, entretanto, nem ele e tampouco Marcio se referem a tão propalada força do texto de 1919. Talvez porque nosso simpósio enfoca o desconcerto no analista e sua veiculação com algo que diz respeito ao contemporâneo e seu efeito na clinica atual. De fato, estes dois aspectos não se encontram no referido texto de 1919. Me parece que a restauração do lugar do desconcerto na clínica está no cerne da preocupação desses dois autores. Mariano eleva todo o exercício do analista neste resgate, sem o qual o paciente risca perder de vista as trilhas da regra fundamental que rege a análise e a vida psíquica. Para os dois autores é o contemporâneo ou o estado atual da cultura que expõem o espaço analítico às urgências ou às configurações clinicas mais notáveis para essa demanda de restauração do desconcerto, exigindo uma interrogação mais aguda sobre nossa função analítica. Curiosamente, ambos os autores, mesmo se seguindo orientações teóricas ligeiramente diferentes, destacam a angustia ou a neurose de angustia (pânico) com seus estados de confusão e turbulência como característicos dos alertas clínicos do mundo contemporâneo e que nos convocam ao trabalho de restauro do sitio de desconcerto no espaço analítico e no paciente. Para tanto, Marcio se volta, através de Freud e Agamben, aos veios culturais e contemporâneas de nosso mal-estar, enquanto Mariano se detém nas modalidades da escuta das diferentes urgências clinicas e na técnica da restauração do desconcerto. Vou retratar brevemente a contribuição de cada um deles.
O desconcerto não é apenas um momento privilegiado do trabalho analítico, mas parece ser, também, segundo os dois conferencistas, um estado necessário para que uma análise ocorra. Há quem encontre já no inicio do texto do Marcio, onde ele resgata a origem da palavra em seu contrário (concerto), o vestígio de uma outra noção estética freudiana, unheimliche, o estranho ou a inquietante estranheza. Mariano também inicia seu belo texto com o lugar do estranho e do estrangeiro, entretanto, nem ele e tampouco Marcio se referem a tão propalada força do texto de 1919. Talvez porque nosso simpósio enfoca o desconcerto no analista e sua veiculação com algo que diz respeito ao contemporâneo e seu efeito na clinica atual. De fato, estes dois aspectos não se encontram no referido texto de 1919. Me parece que a restauração do lugar do desconcerto na clínica está no cerne da preocupação desses dois autores. Mariano eleva todo o exercício do analista neste resgate, sem o qual o paciente risca perder de vista as trilhas da regra fundamental que rege a análise e a vida psíquica. Para os dois autores é o contemporâneo ou o estado atual da cultura que expõem o espaço analítico às urgências ou às configurações clinicas mais notáveis para essa demanda de restauração do desconcerto, exigindo uma interrogação mais aguda sobre nossa função analítica. Curiosamente, ambos os autores, mesmo se seguindo orientações teóricas ligeiramente diferentes, destacam a angustia ou a neurose de angustia (pânico) com seus estados de confusão e turbulência como característicos dos alertas clínicos do mundo contemporâneo e que nos convocam ao trabalho de restauro do sitio de desconcerto no espaço analítico e no paciente. Para tanto, Marcio se volta, através de Freud e Agamben, aos veios culturais e contemporâneas de nosso mal-estar, enquanto Mariano se detém nas modalidades da escuta das diferentes urgências clinicas e na técnica da restauração do desconcerto. Vou retratar brevemente a contribuição de cada um deles.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/isbsbpsp-05
Referências bibliográficas
- [1] -
Como citar:
DELOUYA, Daniel; "Desconcerto, função analítica e contemporaneidade", p-32-35.
In: I Simpósio Bienal SBPSP – O Mesmo, O Outro.
São Paulo: Blucher,
2019.
ISSN 23592990,
DOI 10.5151/isbsbpsp-05
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TY - CONF T1 - Desconcerto, função analítica e contemporaneidade JO - Blucher Social Sciences Proceedings VL - 1 IS - 5 SP - 32 EP - 35 PY - 2019 T2 - I Simpósio Bienal SBPSP – O Mesmo, O Outro AU - SN - 23592990 DO - http://dx.doi.org/10.5151/isbsbpsp-05 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/desconcerto-funo-analtica-e-contemporaneidade-30410 KW - ER -
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Daniel DELOUYA, Desconcerto, função analítica e contemporaneidade, Blucher Social Sciences Proceedings, Volume 1, 2019, Pages 32-35, ISSN 23592990, http://dx.doi.org/10.5151/isbsbpsp-05 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/desconcerto-funo-analtica-e-contemporaneidade-30410) Palavras-chave:: ;