Dezembro 2021 vol. 7 num. 3 - IX Congresso Médico Universitário São Camilo

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CAUSAS E TRATAMENTO DA ANORGASMIA FEMININA: UMA REVISÃO DA LITERATURA

CAUSAS E TRATAMENTO DA ANORGASMIA FEMININA: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Santos, R. R.; Matumoto, A. N.; Moreti, G .V.; Rodrigues, G.; Pasqualino, J. V. P.; Mattos, S. R.; Pereira, M. M.;

Artigo:

INTRODUÇÃO: O orgasmo é uma sensação de prazer que melhora a qualidade de vida e a relação com o parceiro. Diversas situações podem levar à anorgasmia, exigindo uma identificação precoce e abordagens eficazes. Logo, esse estudo aborda suas possíveis causas e tratamentos. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão sistemática na base PubMed usando: "female anorgasmia AND treatment" de 2000 a 2021, obtendo 76 artigos. Incluiu-se os relacionados à questão norteadora e, ao aplicar os critérios de exclusão (revisões e fuga do tema), obteve-se 24 estudos. RESULTADOS: A cirurgia pélvica foi relacionada à anorgasmia em 11,8% das pacientes de um estudo transversal; uma coorte com 6 pacientes submetidas à genitoplastia indicou anorgasmia em todas e um relato de caso expôs anorgasmia temporária após embolização da artéria uterina. Entretanto, notou-se melhora da anorgasmia em 37 mulheres após correção de prolapso de órgãos pélvicos. Quanto aos efeitos colaterais de medicamentos, em um estudo a anorgasmia teve efeito predominante na paroxetina em relação ao escitalopram (26.2% vs. 5.9%); e, em outro estudo, a anorgasmia foi relatada por 5,9% das mulheres em uso da reboxetina vs escitalopram (39%). Já a fluoxetina, ao ser administrada na síndrome pré-menstrual, foi associada a 10% de anorgasmia em um estudo com 30 mulheres. Todos os estudos relacionados a anticonvulsivantes foram relatos de caso, em um deles, 7 pacientes desenvolveram anorgasmia após uso de topiramato para enxaqueca, resolvendo o quadro com a redução/descontinuação do tratamento. Outras classes apareceram com menos frequência: antipsicóticos e implante hormonal. Em relação ao tratamento, foi descrito que o sildenafil e o vardenafil são eficazes para a reversão da anorgasmia, e a ciproeptadina, quando administrada em usuários de antidepressivos, conseguiu reduzir ou reverter a anorgasmia causada por estes. Além dessas classes, um estudo randomizado com 57 pacientes histerectomizadas relatou melhora importante da anorgasmia utilizando-se estrogênio oral e tópico (p < 0,05). CONCLUSÃO: A anorgasmia é uma afecção multifatorial que envolve tanto fatores sociais, quanto efeitos medicamentosos e intervenções cirúrgicas. Logo, baseado em evidências, os tratamentos vistos como satisfatórios foram: uso de agentes inibidores da fosfodiesterase, anti-histamínicos de primeira geração, terapia estrogênica e fitoterápicos associados ao encaminhamento interdisciplinar.

Artigo:

INTRODUÇÃO: O orgasmo é uma sensação de prazer que melhora a qualidade de vida e a relação com o parceiro. Diversas situações podem levar à anorgasmia, exigindo uma identificação precoce e abordagens eficazes. Logo, esse estudo aborda suas possíveis causas e tratamentos. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão sistemática na base PubMed usando: "female anorgasmia AND treatment" de 2000 a 2021, obtendo 76 artigos. Incluiu-se os relacionados à questão norteadora e, ao aplicar os critérios de exclusão (revisões e fuga do tema), obteve-se 24 estudos. RESULTADOS: A cirurgia pélvica foi relacionada à anorgasmia em 11,8% das pacientes de um estudo transversal; uma coorte com 6 pacientes submetidas à genitoplastia indicou anorgasmia em todas e um relato de caso expôs anorgasmia temporária após embolização da artéria uterina. Entretanto, notou-se melhora da anorgasmia em 37 mulheres após correção de prolapso de órgãos pélvicos. Quanto aos efeitos colaterais de medicamentos, em um estudo a anorgasmia teve efeito predominante na paroxetina em relação ao escitalopram (26.2% vs. 5.9%); e, em outro estudo, a anorgasmia foi relatada por 5,9% das mulheres em uso da reboxetina vs escitalopram (39%). Já a fluoxetina, ao ser administrada na síndrome pré-menstrual, foi associada a 10% de anorgasmia em um estudo com 30 mulheres. Todos os estudos relacionados a anticonvulsivantes foram relatos de caso, em um deles, 7 pacientes desenvolveram anorgasmia após uso de topiramato para enxaqueca, resolvendo o quadro com a redução/descontinuação do tratamento. Outras classes apareceram com menos frequência: antipsicóticos e implante hormonal. Em relação ao tratamento, foi descrito que o sildenafil e o vardenafil são eficazes para a reversão da anorgasmia, e a ciproeptadina, quando administrada em usuários de antidepressivos, conseguiu reduzir ou reverter a anorgasmia causada por estes. Além dessas classes, um estudo randomizado com 57 pacientes histerectomizadas relatou melhora importante da anorgasmia utilizando-se estrogênio oral e tópico (p < 0,05). CONCLUSÃO: A anorgasmia é uma afecção multifatorial que envolve tanto fatores sociais, quanto efeitos medicamentosos e intervenções cirúrgicas. Logo, baseado em evidências, os tratamentos vistos como satisfatórios foram: uso de agentes inibidores da fosfodiesterase, anti-histamínicos de primeira geração, terapia estrogênica e fitoterápicos associados ao encaminhamento interdisciplinar.

Palavras-chave: female anorgasmia, treatment,

Palavras-chave: female anorgasmia, treatment,

DOI: 10.5151/comusc2021-04

Referências bibliográficas
  • [1] .
Como citar:

Santos, R. R.; Matumoto, A. N.; Moreti, G .V.; Rodrigues, G.; Pasqualino, J. V. P.; Mattos, S. R.; Pereira, M. M.; "CAUSAS E TRATAMENTO DA ANORGASMIA FEMININA: UMA REVISÃO DA LITERATURA", p. 40-53 . In: Anais do IX Congresso Médico Universitário São Camilo.. São Paulo: Blucher, 2021.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/comusc2021-04

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