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BOA VONTADE, DEVER E RESPEITO NA FUNDAMENTAÇÃO I
BOA VONTADE, DEVER E RESPEITO NA FUNDAMENTAÇÃO I
Artigo:
O objetivo deste artigo é a discussão da função de três conceitos na Fundamentação da metafísicados costumes, de Kant: boa vontade, dever e respeito. Na primeira secção da Fundamentação, Kant opera atransição ou passagem do conhecimento racional moral comum para o conhecimento filosófico. O ponto departida do autor, o conhecimento racional moral comum, reserva interesse especial. Embora esta noção sejaidentificada como ponto de partida na obra, não temos nenhuma exposição esclarecendo seu significado, mas,noutro sentido, a apresentação da boa vontade como aquilo que deve ser considerado como bom sem restrição.A apresentação da boa vontade constitui, como observa H. J. Paton, antes uma exposição de um princípio moraladotado por um sujeito previamente, mesmo que de maneira inconsciente, do que um juízo moral da razãocomum. Neste sentido, se a consideração da boa vontade como irrestritamente boa não atende à função deponto de partida da investigação, é necessário discutir qual é o verdadeiro ponto de partida, bem como seudesenvolvimento nos conceitos de boa vontade, dever e respeito. Assim, este trabalho será dividido em trêsmomentos: no primeiro momento, investigamos o conceito de boa vontade, no segundo, exploramos oconceito do dever e sua relação com a boa vontade enquanto ponto de partida da investigação daFundamentação, também exploramos as opções tradicionais de interpretação da primeira e segundaproposições sobre a ação moral; por fim, no terceiro momento, discutimos o conceito de respeito, bem como oprocesso de universalização da máxima e a racionalidade desta operação. De modo geral, este trabalho tentaresponder (i) qual é validade do processo de universalização da máxima na primeira secção e (ii) qual a funçãodas três proposições neste processo. Argumenta-se, na linha contrária à interpretação de R. P Wolff, que não énecessário conceber a primeira secção como separada do restante da obra, mas, ao contrário, ela constitui umaparte fundamental, sendo a primeira exposição sistemática do princípio moral kantiano (o imperativocategórico) como pertencendo à razão humana comum e sendo independente de qualquer elemento históricoou social.
O objetivo deste artigo é a discussão da função de três conceitos na Fundamentação da metafísicados costumes, de Kant: boa vontade, dever e respeito. Na primeira secção da Fundamentação, Kant opera atransição ou passagem do conhecimento racional moral comum para o conhecimento filosófico. O ponto departida do autor, o conhecimento racional moral comum, reserva interesse especial. Embora esta noção sejaidentificada como ponto de partida na obra, não temos nenhuma exposição esclarecendo seu significado, mas,noutro sentido, a apresentação da boa vontade como aquilo que deve ser considerado como bom sem restrição.A apresentação da boa vontade constitui, como observa H. J. Paton, antes uma exposição de um princípio moraladotado por um sujeito previamente, mesmo que de maneira inconsciente, do que um juízo moral da razãocomum. Neste sentido, se a consideração da boa vontade como irrestritamente boa não atende à função deponto de partida da investigação, é necessário discutir qual é o verdadeiro ponto de partida, bem como seudesenvolvimento nos conceitos de boa vontade, dever e respeito. Assim, este trabalho será dividido em trêsmomentos: no primeiro momento, investigamos o conceito de boa vontade, no segundo, exploramos oconceito do dever e sua relação com a boa vontade enquanto ponto de partida da investigação daFundamentação, também exploramos as opções tradicionais de interpretação da primeira e segundaproposições sobre a ação moral; por fim, no terceiro momento, discutimos o conceito de respeito, bem como oprocesso de universalização da máxima e a racionalidade desta operação. De modo geral, este trabalho tentaresponder (i) qual é validade do processo de universalização da máxima na primeira secção e (ii) qual a funçãodas três proposições neste processo. Argumenta-se, na linha contrária à interpretação de R. P Wolff, que não énecessário conceber a primeira secção como separada do restante da obra, mas, ao contrário, ela constitui umaparte fundamental, sendo a primeira exposição sistemática do princípio moral kantiano (o imperativocategórico) como pertencendo à razão humana comum e sendo independente de qualquer elemento históricoou social.
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/sofia2017-09
Referências bibliográficas
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Como citar:
Silva, Quesidonis Felipe da; "BOA VONTADE, DEVER E RESPEITO NA FUNDAMENTAÇÃO I", p-144-164.
In: .
São Paulo: Blucher,
2018.
ISSN 23586567,
DOI 10.5151/sofia2017-09
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TY - CONF T1 - BOA VONTADE, DEVER E RESPEITO NA FUNDAMENTAÇÃO I JO - Blucher Philosophy Proceedings VL - 2 IS - 1 SP - 144 EP - 164 PY - 2018 T2 - Symposium of Philosophical and Academic Advising AU - SN - 23586567 DO - http://dx.doi.org/10.5151/sofia2017-09 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/boa-vontade-dever-e-respeito-na-fundamentao-i-29658 KW - ER -
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Quesidonis Felipe da Silva, BOA VONTADE, DEVER E RESPEITO NA FUNDAMENTAÇÃO I, Blucher Philosophy Proceedings, Volume 2, 2018, Pages 144-164, ISSN 23586567, http://dx.doi.org/10.5151/sofia2017-09 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/boa-vontade-dever-e-respeito-na-fundamentao-i-29658) Palavras-chave:: ;