setembro 2019 vol. 6 num. 1 - X Encontro Científico de Física Aplicada

Artigo completo - Open Access.

Idioma principal | Segundo idioma

Avaliação de asfaltenos em petróleos para aplicação em gestão ambiental

Avaliação de asfaltenos em petróleos para aplicação em gestão ambiental

Miranda, L. G. R.; Rainha, K. P.; Senna, J. N.; Rodrigues, E. O.; Amorim, J. V.; Madeira, N. C. L.; Ferreira, S. A. D.; Castro, E. V. R.;

Artigo completo:

A maior parte da produção brasileira de petróleo é offshore. Isso implica em uma grande probabilidade de vazamentos de pequeno ou grande porte, que podem causar diversos prejuízos ao ambiente marinho. O óleo exposto ao mar, ao longo do tempo sofre diversas transformações químicas, físicas e biológicas, sendo essas modificações denominadas intemperismo. Os principais processos de intemperismo são evaporação, dissolução, emulsificação, biodegradação, foto-oxidação, precipitação, adsorção, espalhamento e absorção pela biota. As modificações que ocorrem para cada petróleo são diferentes por dependerem da sua composição química, destacando os teores de asfaltenos. Neste trabalho, foram determinados os teores de asfaltenos e a validação do método para cinco amostras de diferentes correntes brasileiras em petróleo cru de acordo a ASTM D6560. Além disso, duas dessas amostras foram selecionadas para simulação do intemperismo por evaporação, a partir da destilação das mesmas a 150 ºC, 200 ºC e 250 ºC e os teores de asfaltenos foram determinados para cada uma de acordo com a ASTM D3279. Foi observado a partir da simulação do intemperismo por evaporação que os teores de asfaltenos aumentam em relação ao tempo de exposição ao ambiente, devido a volatilização das frações mais leves, e essas variações podem implicar na precipitação e incrustação no leito marinho aumentando a toxicidade da água.

Artigo completo:

Most of Brazil's oil production is offshore. This triggers to a high probability of both small and large leaks, which may cause several damages to the marine environment. When oil is exposed to the sea, it suffers several chemical, physical and biological modifications, which are called weathering. The main weathering processes are evaporation, dissolution, emulsification, biodegradation, photooxidation, precipitation, adsorption, scattering and absorption by biota. Modifications are different in each oil since it depends on its chemical composition, most importantly the asphaltenes content. For this research, asphaltenes content and method validation have been quantified for five samples of different Brazilian crude oil streams according to ASTM D6560. In addition, two of these samples have been selected to simulate evaporative weathering by distilling them at 150 °C, 200 °C and 250 °C and the asphaltenes contents have been quantified for each one of them, according to ASTM D3279. From the evaporation weathering simulation, it has been perceived that the asphaltenes contents increase in relation to the time of exposure to the environment due to the volatilization of the lightest fractions, and that these variations may cause precipitation and scale in the seabed, thus increasing the water toxicity.

Palavras-chave: crude oil, asphaltene, weathering oil,

Palavras-chave: crude oil, asphaltene, weathering oil,

DOI: 10.5151/ecfa2019-10

Referências bibliográficas
  • [1] SPEIGHT, J. G. The Chemistry and Technology of Petroleum. Boca Raton/London/New York: CRC Press, 2007.
  • [2] TARR, M.A; ZITO, P.; OVERTON, E.B.; OLSON, G.M.; ADHIKARI, P.L.; REDDY, C.M. Oceanography. v. 29, p. 126-135, 2016.
  • [3] OVERTON, E.B.; WADE, T.L.; RANDOVÍC J.R.; MEYER, B.M.; MILES, M.S.; LARTER, S.R. Oceanography. v. 29, p. 50-63, 2016.
  • [4] Boletim de exploração e produção de petróleo e gás natural. Brasília. Disponível em: . Acesso em: 03 Jun. 2019.
  • [5] DALING, P.S.;LEIRVIK, F.;ALMAS, T.K.;BRANDVIK, P.J.;HANSEN, B. H.;LEWIS, A.;REED, M. Marine Pollution Bulletin, v. 87, p. 300-310, 2014.
  • [6] FINGAS, M. F.; FIELDHOUSE, B.; BOBRA, M. Marine Spill Response Corporations, v. 1, p. 237-242, 1993.
  • [7] DURAND, E.; CLEMANCEY, M.; LANCELIN, J. M.; VERSTRAETE, J.;ESPINAT, D.; QUOINEAUD, A. Energy and Fuels, v. 24, p. 1051-1062, 2010.
  • [8] Gestão de Riscos Ambientais – uma Comparação do Dimensionamento da Estrutura de Resposta a Vazamentos de Óleo no Brasil com as Diretrizes da Indústria do Petróleo. Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 01 Ago. 2019.
  • [9] ASTM D6560. West Conshohocken: American Society for Testing and Materials: 2012.
  • [10] ASTM D3279. West Conshohocken: American Society for Testing and Materials: 2012.
  • [11] MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Manual de Garantia da Qualidade Analítica. Brasília: MAPA/ACS: 20
  • [12] Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. Orientações sobre validação de métodos de ensaios químicos, DOQ-CGCRE-008. Brasília. Disponível em: . Acesso em: 02 Ago. 2019.
  • [13] DALING, P. S.; BRANDVIK, P. J.; MACKAY, D.; JOHANSEN, O. Oil & Chemical Pollution, v. 7, p. 199-224, 1990.
  • [14] FINGAS, M. Journal of petroleum science research, v. 2, p. 104-110, 2013.
Como citar:

Miranda, L. G. R.; Rainha, K. P.; Senna, J. N.; Rodrigues, E. O.; Amorim, J. V.; Madeira, N. C. L.; Ferreira, S. A. D.; Castro, E. V. R.; "Avaliação de asfaltenos em petróleos para aplicação em gestão ambiental", p. 40-44 . In: Anais do X Encontro Científico de Física Aplicada. São Paulo: Blucher, 2019.
ISSN 2358-2359, DOI 10.5151/ecfa2019-10

últimos 30 dias | último ano | desde a publicação


downloads


visualizações


indexações