Artigo - Open Access.

Idioma principal

AS INTERAÇÕES ENTRE AS PEQUENAS E MEDIAS EMPRESAS BRASILEIRAS E AS INSTITUIÇÕES DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA: NOTAS INTRODUTORIAS SOBRE AS CARACTERÍSTICAS DAS FIRMAS INTERATIVAS E DOS SEUS RELACIONAMENTOS UNIVERSIDADE-EMPRESA

OLIVEIRA, Vanessa Parreiras;

Artigo:

O principal objetivo deste trabalho é examinar algumas características estruturais das pequenas e médias (PMEs) brasileiras que cooperaram com instituições de ciência e tecnologia (ICTs), que abrangem as universidades e os institutos públicos de pesquisa (IPPs), com vistas ao desenvolvimento de suas atividades inovativas, bem como de seus relacionamentos cooperativos. Para cumprir com este propósito são apresentados alguns resultados preliminares e descritivos da base de dados do Censo 2010 do Diretório de Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (DGP/CNPq). Esses dados mostram algumas características estruturais principais e preliminares das PMEs interativas e o papel desempenhado pela universidade na criação e difusão do conhecimento entre estas empresas no país.

Artigo:

The main aim of this paper is to exam some firm characteristics of the Brazilian small and medium-sized enterprises (SMEs) that cooperated with science and technology institutions (comprising universitites and public research institutes) in Brazil in their innovative activities, as well as their cooperative relationships. To do that, it is presented some preliminary and descriptive results from the 2010 database from the Brazilian Research Council (CNPq), collected at the CNPq Directory of Research Groups in Brazilian universities. These data show some main, and preliminary, characteristics of the firms thar cooperate with universities and public research institutes and the role played by the university in the creation and diffusion of knowledge among these firms in the country.

Palavras-chave: pequenas e médias empresas; características das firmas interativas; tipos de relacionamento U-E; sistema nacional de inovação,

Palavras-chave: small and medium-sized enterprises (SMEs); characteristics of interactive firms; types of university-industry relationshisps; national systems of innovation,

DOI: 10.5151/engpro-1enei-014

Referências bibliográficas
  • [1] ACS, Z.; AUDRETSCH, D.; FELDMAN, M. R&D Spillovers and Innovative Activity. Managerial and Decision Economics, vol.. 15, 131-138, 1994a.
  • [2] ACS, Z.; AUDRETSCH, D.; FELDMAN, M. R &D Spillovers and Recipient Firm Size. The Review of Economics and Statistics, Vol. 76, No. 2, pp. 336-340, 1994b.
  • [3] AUDRETSCH, D.; VIVARELLI, M. Small firms and R&D spillovers: evidence from Italy. Revue d’Economie Industrielle 67(1): 225–237, 1994.
  • [4] ALBUQUERQUE, E. National systems of innovation and non-OCED countries: notes about a rudimentary and tentative “tipology”. Brazilian Journal of Political Economy, vol. 19, n. 4 (76), october-november, p. 35-52, 1999.
  • [5] ALBUQURQUE, E. SILVA, L.; POVOA, L. Diferenciação intersetorial na interação entre empresas e universidades no Brasil. São Paulo em Perspectiva, v. 19, n. 1, p. 95-104, jan./mar. 200
  • [6] ARZA, V.; VAZQUEZ, C. Interactions between public research organisations and industry in Argentina. Science and Public Policy, 37(7), p. 499–511, August 2010.
  • [7] BRUNEEL, J.; D’ESTE, P.; SALTER, A. Investigating the factors that diminish the barriers to university-industry collaboration. Research Policy, v. 39, p. 858-868, 2010.
  • [8] CALLIARI, T.; RAPINI, M. Um estudo sobre os determinantes da distância geográfica nas interações universidade- empresa. In: XVI Seminário sobre a Economia Mineira. Diamantina: CEDEPLAR, 2014.
  • [9] CAMPOS, B., URRACA RUIZ, A. Padrões Setoriais de Inovação na Indústria Brasileira. Revista Brasileira de Inovação, v.8, n1, p.167-210, 200
  • [10] CARDAMONE, P.; PUPO, V. R&D cooperation between firms and universities: some evidence in five European countries. Working Papr n. 01-15. Università Della Calabria, 2015..
  • [11] COHEN, W.; LEVINTHAL, D. Absorptive capacity: a new perspective on learning and innovation. Administrative Science Quarterly 35(1) pp 128-152, 1990.
  • [12] COHEN, W.; NELSON, R.; WALSH, J. Links and impacts: the influence of public research on industrial R&D. Management Science, vol. 48, n.1, jan. p, 1-23, 2002.
  • [13] DE FUENTES, C.; DUTRENIT, G. Best channels of academia–industry interaction for long-term benefit. Research Policy, 41 (9), p. 1666–1682, 2012.
  • [14] FERNANDES, A. C.; SOUZA, B.; SILVA, A.; SUZIGAN, W.; CHAVES, C. ALBUQUERQUE, E. Academy-industry links in Brazil: evidence about channels and benefits for firms and researchers. Science and Public Policy, 37, p. 485-498, 2010.
  • [15] FONTANA, R.; GEUNA, A.; MATT, M. 2003. Firm size and openness: the driving forces of university-industry collaboration. SPRU Working Paper Series, n.103, Science and Technology Policy Research, University of Sussex, 2003.
  • [16] FREEL, M. Barriers to product innovation in small manufacturing firms. International Small Business Journal, 18 (2), pp. 60–80, 2000.
  • [17] FREIRE, C. E.. Um estudo sobre os serviços intensivos em conhecimento no Brasil. In: DE NEGRI, J. A.; KUBOTA, L. C. (Org). Estrutura e dinâmica do setor de serviços no Brasil. Brasília: Ipea, 2006.
  • [18] GARCIA, R.; ARAUJO, V. C.; MASCARINI, S.; SANTOS, E. G. Efeitos da qualidade da pesquisa acadêmica sobre a distância geográfica das interações universidade-empresa. Estudos Econômicos, v. 44, n. 1, p. 105-132, 2014.
  • [19] HANEL, P.; ST-PIERRE, M. Industry-university collaborations by Canadian manufacturing firms. Journal of Technology Transfer, 31, p. 485-499.
  • [20] HEWITT-DUNDAS, N. Resource and capability constraints to innovation in small and large plants. Small Business Economics, 26 (3), pp. 257–277, 2006.
  • [21] HIPP, C.; GRUPP, H. Innovation in the service sector: The demand for service-specific innovation measurement concepts and typologies. Research Policy, 34, p. 517–535, 2005.
  • [22] KLEVORICK, A.; LEVIN, R.; NELSON, R.; WINTER, S. On the sources and significance of inter‑industry differences in technological opportunities. Research Policy, n. 24, p. 185‑205, 1995
  • [23] KUBOTA, L. C. As Kibs e a inovação tecnológica das firmas de serviços. Economia e Sociedade, v. 18, n. 2 (36), p. 349-369, ago. 2009.
  • [24] LAURSEN, K.; SALTER, A. Searching high and low: what types of firms use universities as a source of innovation? Research Policy, 33 (8), p. 1201–1215, 2004.
  • [25] LAURSEN, K.; REICHSTEIN, T.; SALTERS, A. Exploring the effect of Geographical Proximity and University Quality on University-Industry Collaboration in the United Kingdom. Regional Studies 45(4), p. 507-523, 2011.
  • [26] LINK, A.L.; REES, J. Firm Size, University Based Research and the Returns to R&D. Small Business Economics. Vol. 2: 25-31., 1990.
  • [27] METCALFE, J. S. Equilibrium and evolutionary foundations of competition and technology policy: new perspectives on the division of labour and the innovation process. Revista Brasileira de Inovação, vol.2, n.1, pp. 111-146, 2003.
  • [28] MILES, I. Research and development (R&D) beyond manufacturing: the strange case of services R&D. R&D Management, v. 37, n. 3, p. 249-268, 2007.
  • [29] MOHNEN, P.; HOAREAU, C. What type of enterprise forges close links with universities and government labs? Evidence from CIS 2. Managerial and Decision Economics, 24 (2-3), p. 133–145, 2003
  • [30] MORA-VALENTIN, E M..; MONTORO-SANCHEZ, A.; GUERRAS-MARTIN, L. A. Determining factors in the success of R&D cooperative agreements between firms and research organizations. Research Policy, 33 (1), p. 17–40, 2004.
  • [31] NELSON, R.; ROSENBERG, N. Technical innovation and national systems In: NELSON, R. (Ed.) National Innovation Systems: a comparative analysis. New York, Oxford: Oxford University Press, pp. 3-21, 1993.
  • [32] NOGUEIRA, M.; OLIVEIRA, J. M. Da baleia ao ornitorrinco: contribuições para a compreensão do universo das micro e pequenas empresas brasileiras. In: Radar: tecnologia, produção e comércio exterior. Brasília: IPEA, n. 1, pp. 7-18, abril, 2009.
  • [33] NOTEBOOM, B. Innovation and diffusion in small firms: theory and evidence. Small Business Economics, 6 (5) pp.327-347, 1994.OECD Science, Technology and Industry Scoreboard 2009. OECD Publishing.
  • [34] PINHO, M. A visão das empresas sobre as relações entre universidade e empresa no Brasil: uma análise baseada nas categorias de intensidade tecnológica. Revista de Economia, v. 37, n. especial, p. 279-306, 2011.OECD (2009)
  • [35] POVOA, L.; MONSUETO, S. E. Tamanho das empresas, interação com universidades e inovação. Revista de Economia, v. 37, n.º especial, ano 35, p. 10-22, 2011.
  • [36] RAPINI. M. Interação Universidade-Empresa no Brasil: evidências do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil. Estudos Econômicos, 37 (2), p. 212-233, 2007.
  • [37] RAPINI, M.; ALBUQUERQUE, E; CHAVES, C.; SILVA, L.; SOUZA, S.; RIGHI, H.; CRUZ, W. University–industry interactions in an immature system of innovation: evidence from Minas Gerais, Brazil. Science and Public Policy, 36 (5), p. 373-386, June 2009.
  • [38] RAPINI, M.; OLIVEIRA, V..; CALIARI, T. Como a interação universidade-empresa é remunerada no brasil: evidências dos grupos de pesquisa do CNPq. Texto para Discussão N° 513. Belo Horizonte: CEDEPLAR/UFMG, 2015.
  • [39] RIGHI, H.; RAPINI, M. Metodologia e apresentação da Base de Dados do Censo 2004 do Diretório dos Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq). In: SUZIGAN, W.; ALBUQUERQUE, E.; CARIO, S. (Orgs) Em busca da inovação: interação universidade-empresa no Brasil. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2011, p. 45-73.
  • [40] ROTHWELL, R. Small firms, innovation and industrial change. Small Business Economics, 1 (1), pp 51-64, 1989.
  • [41] SANTOS, A. L.; KREIN, J. D.; CALIXTRE, A. (Orgs) Micro e pequenas empresas: mercado de trabalho e implicação para o desenvolvimento. Rio de Janeiro: Ipea, 2012.
  • [42] SANTORO, M.; CHAKRABARTI, A. Firm size and technology centrality in industry-university interactions. Research Policy, 31, p.1163-1180, 2002.
  • [43] SCHARTINGER, D.; SHIBANY, A.; GASSLER, H. Interactive relations between universities and firms: empirical evidence for Austria. Journal of Technology Transfer, v.26, pp.255-268, 2001.
  • [44] SCHARTINGER, D.; RAMMER, C.; FISCHER, M.; FRÖHLICH, J. Knowledge interactions between universities and industry in Austria: sectoral patterns and determinants. Research Policy, 31, 303–328, 2002.
  • [45] SUZIGAN, W.; ALBUQUERQUE, E.; GARCIA, R.; RAPINI, M. University and industry linkages in Brazil: some preliminary and descriptive results. Seoul Journal of Economics, 22(4), p. 591-691, 2009.
  • [46] TEIXEIRA, A. L.; ROSA, A.; RUFFONI, J.; RAPINI, M. Dimensões da capacidade de absorção, qualificação da mão de obra, P&D e desempenho inovativo. Revista Brasileira de Inovação, 15, (1), p. 139-164, jan/jun. 2016.
Como citar:

OLIVEIRA, Vanessa Parreiras; "AS INTERAÇÕES ENTRE AS PEQUENAS E MEDIAS EMPRESAS BRASILEIRAS E AS INSTITUIÇÕES DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA: NOTAS INTRODUTORIAS SOBRE AS CARACTERÍSTICAS DAS FIRMAS INTERATIVAS E DOS SEUS RELACIONAMENTOS UNIVERSIDADE-EMPRESA", p. 206-227 . In: Anais do 1º Encontro da Nacional de Economia Industrial e Inovação [=Blucher Engineering Proceedings, v.3 n.4]. São Paulo: Blucher, 2016.
ISSN 2357-7592, DOI 10.5151/engpro-1enei-014

últimos 30 dias | último ano | desde a publicação


downloads


visualizações


indexações