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AS ÁGUAS DE MARÇO REALMENTE FECHAM O VERÃO? ESTUDO DA PRECIPITAÇÃO DIÁRIA DE MAMBORÊ-PR

GUICHO, Ricardo; SÁ, Michele Suzane Saturnino de; BUENO, Paulo Agenor Alves;

Artigo:

O estudo climático, em específico a pluviometria, tem grande importância social visto que interfere diretamente no planejamento urbano e rural. Com o intuito de conhecer o comportamento da pluviosidade do município de Mamborê-PR, realizou-se um comparativo dos dados de precipitação diários do município com a música de Tom Jobim “Águas de Março”, de forma literal, para analisar se o regime forte de chuvas do Verão realmente cessa com o início do Outono, e portanto concluir se as águas de março fecham o verão. Para tal análise, os dados pluviométricos diários do município de Mamborê foram obtidos pelo Instituto das Águas do Paraná no Sistema de Informações Hidrológicas-SIH e dispostos em planilha eletrônica para posteriormente utilizá-los no programa BioEstat 5.3, onde foram realizados testes estatísticos como o de Lilliefors e Mann-Whitney. Os testes foram aplicados com o objetivo de comparação dos índices de precipitação diária entre o verão e as demais estações e uma comparação entre a última quinzena do verão com a primeira quinzena do outono em uma série histórica de 34 anos (1980-2013). Com as analises realizadas, pôde-se comprovar que o sentido literal da música não se aplica ao município de Mamborê-PR, visto que estatisticamente o final do verão e o início do outono não houve diferença significativa dos índices pluviométricos.

Artigo:

Palavras-chave: Mamborê, precipitação diária, sazonalidade, BioEstat,

Palavras-chave: ,

DOI: 10.5151/engpro-eneeamb2016-mc-001-4942

Referências bibliográficas
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Como citar:

GUICHO, Ricardo; SÁ, Michele Suzane Saturnino de; BUENO, Paulo Agenor Alves; "AS ÁGUAS DE MARÇO REALMENTE FECHAM O VERÃO? ESTUDO DA PRECIPITAÇÃO DIÁRIA DE MAMBORÊ-PR", p. 797-804 . In: Anais do XIV Encontro Nacional de Estudantes de Engenharia Ambiental [= Blucher Engineering Proceedings v.3 n.2]. São Paulo: Blucher, 2016.
ISSN 2357-7592, DOI 10.5151/engpro-eneeamb2016-mc-001-4942

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