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Artefatos Monetários e Envelhecimento: Um Olhar sobre Design, Memória e Inclusão
Artefatos Monetários e Envelhecimento: Um Olhar sobre Design, Memória e Inclusão
Castro, Erika Veras de; Garcia, Giovanna de Freitas Rozalem; Trigueiros, Maria Paula; Campos, Lívia Flávia de Albuquerque; Pasquarella, Luís Carlos
Artigo:
1. Introdução Com a digitalização e o surgimento de bancos virtuais, surgiram novas demandas aos usuários, impactando especialmente os idosos. Com o envelhecimento populacional crescente, a adoção de novas tecnologias monetárias apresenta desafios (Coleman et al., 2010); e o Design Participativo, com o engajamento de idosos, pode tornar os serviços financeiros mais acessíveis (Vines et al., 2012). Este resumo objetiva representar um panorama teórico sobre a experiência da população idosa com artefatos monetários, representando seu vínculo à pesquisa acadêmica que realizou estudo comparativo entre práticas monetárias com idosos, ponderando contextos temporais e nacionalidades de dois países. Além do que se objetiva nesse recorte, discutir abordagens participativas, voltadas ao engajamento e inclusão dos idosos no desenvolvimento de projetos de design. 2. Finanças na Terceira Idade: Integrando Experiência de Vida e Planejamento Muitos produtos e serviços bancários ainda desconsideram a inclusão de grupos minoritários, como os idosos, não disponibilizando informações adequadas e/ou oferecendo pouca ou nenhuma assistência para realizar transações. Essa dependência reflete a falta de confiança de muitos idosos no uso de caixas eletrônicos, atendimento telefônico e plataformas de internet banking (Vines et al., 2012). A população idosa frequentemente prefere métodos convencionais e teme custos ou dificuldades de uso (Baumer & Silberman, 2011). De qualquer forma, idosos mantêm forte vínculo com produtos financeiros tradicionais, valorizando dinheiro físico e práticas de poupança, reforçando autonomia e controle financeiro (Costall, 1984). Esse contato direto com a moeda fortalece percepções sensoriais e cognitivas ligadas à segurança financeira. A velhice representa a fase da introspecção marcada pelo não fazer, mas pelo estar e ser. Ao mencionar o sentido da vida, todos nós fazemos parte de uma sociedade permeada por diversos temores. No entanto, os idosos não constituem uma fonte de ameaça, ao contrário, inspiram ternura, compartilham sabedoria e depositam confiança em suas memórias. Sem contar que, em relação ao fator emocional associado às memórias da população envelhecida, quando se pede a um idoso que fale sobre o passado, seus olhos brilham e a torrente de memórias que é capaz de mobilizar é espantosa. Pesquisas de história na região de Araraquara demonstraram a riqueza de informações de que é capaz o idoso, mesmo quando em idade avançada e aparentemente lento em seus discursos. O indivíduo idoso revisita suas posições, reavalia atitudes e corrige seus erros, imergindo em um contínuo exercício de memória (Whitaker, 2004). No entanto, para realizar esse processo, ele necessita de apoio, segurança e saúde adequada. São reflexões como essas que fazem parte do significado de trocas sociais envolvendo indivíduos de diferentes faixas etárias. Nesse sentido, estudos no campo do design inclusivo discutem avanços tecnológicos no setor bancário que beneficiam amplamente a sociedade, porém desconsideram as necessidades de idosos e grupos minoritários. As inovações inclusivas têm potencial para melhorar a experiência financeira de todos na sociedade, principalmente promovendo a autonomia e inclusão a partir das experiências de usuários tradicionais. 3. Considerações finais A presente reflexão teórica aponta que a população idosa apresenta percepções diversas sobre diferentes artefatos monetários, considerando aspectos afetivos ligados a memória de artefatos financeiros tradicionais quanto possíveis barreiras com artefatos financeiros contemporâneos, o que justifica o envolvimento desta faixa populacional em processos de design. Como desdobramento, sugere-se que estudos futuros explorem a aplicação de métodos de design inclusivo e participativo aliado a ferramentas, como jogos ou kits personalizados, para promover maior engajamento dos participantes.
1. Introdução Com a digitalização e o surgimento de bancos virtuais, surgiram novas demandas aos usuários, impactando especialmente os idosos. Com o envelhecimento populacional crescente, a adoção de novas tecnologias monetárias apresenta desafios (Coleman et al., 2010); e o Design Participativo, com o engajamento de idosos, pode tornar os serviços financeiros mais acessíveis (Vines et al., 2012). Este resumo objetiva representar um panorama teórico sobre a experiência da população idosa com artefatos monetários, representando seu vínculo à pesquisa acadêmica que realizou estudo comparativo entre práticas monetárias com idosos, ponderando contextos temporais e nacionalidades de dois países. Além do que se objetiva nesse recorte, discutir abordagens participativas, voltadas ao engajamento e inclusão dos idosos no desenvolvimento de projetos de design. 2. Finanças na Terceira Idade: Integrando Experiência de Vida e Planejamento Muitos produtos e serviços bancários ainda desconsideram a inclusão de grupos minoritários, como os idosos, não disponibilizando informações adequadas e/ou oferecendo pouca ou nenhuma assistência para realizar transações. Essa dependência reflete a falta de confiança de muitos idosos no uso de caixas eletrônicos, atendimento telefônico e plataformas de internet banking (Vines et al., 2012). A população idosa frequentemente prefere métodos convencionais e teme custos ou dificuldades de uso (Baumer & Silberman, 2011). De qualquer forma, idosos mantêm forte vínculo com produtos financeiros tradicionais, valorizando dinheiro físico e práticas de poupança, reforçando autonomia e controle financeiro (Costall, 1984). Esse contato direto com a moeda fortalece percepções sensoriais e cognitivas ligadas à segurança financeira. A velhice representa a fase da introspecção marcada pelo não fazer, mas pelo estar e ser. Ao mencionar o sentido da vida, todos nós fazemos parte de uma sociedade permeada por diversos temores. No entanto, os idosos não constituem uma fonte de ameaça, ao contrário, inspiram ternura, compartilham sabedoria e depositam confiança em suas memórias. Sem contar que, em relação ao fator emocional associado às memórias da população envelhecida, quando se pede a um idoso que fale sobre o passado, seus olhos brilham e a torrente de memórias que é capaz de mobilizar é espantosa. Pesquisas de história na região de Araraquara demonstraram a riqueza de informações de que é capaz o idoso, mesmo quando em idade avançada e aparentemente lento em seus discursos. O indivíduo idoso revisita suas posições, reavalia atitudes e corrige seus erros, imergindo em um contínuo exercício de memória (Whitaker, 2004). No entanto, para realizar esse processo, ele necessita de apoio, segurança e saúde adequada. São reflexões como essas que fazem parte do significado de trocas sociais envolvendo indivíduos de diferentes faixas etárias. Nesse sentido, estudos no campo do design inclusivo discutem avanços tecnológicos no setor bancário que beneficiam amplamente a sociedade, porém desconsideram as necessidades de idosos e grupos minoritários. As inovações inclusivas têm potencial para melhorar a experiência financeira de todos na sociedade, principalmente promovendo a autonomia e inclusão a partir das experiências de usuários tradicionais. 3. Considerações finais A presente reflexão teórica aponta que a população idosa apresenta percepções diversas sobre diferentes artefatos monetários, considerando aspectos afetivos ligados a memória de artefatos financeiros tradicionais quanto possíveis barreiras com artefatos financeiros contemporâneos, o que justifica o envolvimento desta faixa populacional em processos de design. Como desdobramento, sugere-se que estudos futuros explorem a aplicação de métodos de design inclusivo e participativo aliado a ferramentas, como jogos ou kits personalizados, para promover maior engajamento dos participantes.
Palavras-chave: Design; Artefatos monetários; Idosos; Inclusão; Experiência do usuário; Design; Artefatos monetários; Idosos; Inclusão; Experiência do usuário;
DOI: 10.5151/1JPPD-0115
Referências bibliográficas
- [1] Baumer, E. P. S., & Silberman, M. S. (2011). When the implication is not to design (technology). Proceedings of the SIGCHI Conference on Human Factors in Computing Systems, 2271–2274. https://doi.org/10.1145/1978942.1979275
- [2] Coleman, G. W., Gibson, L., Hanson, V. L., Bobrowicz, A., & McKay, A. (2010). Engaging the disengaged: How do we design technology for digitally excluded older adults? Proceedings of the 8th ACM Conference on Designing Interactive Systems, 175–178. https://doi.org/10.1145/1858171.1858202
- [3] Costall, A. P. (1984). ARE THEORIES OF PERCEPTION NECESSARY? A REVIEW OF GIBSON'S THE ECOLOGICAL APPROACH TO VISUAL PERCEPTION. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 41(1), 109–115. https://doi.org/10.1901/jeab.1984.41-109
- [4] Vines, J., Blythe, M., Dunphy, P., Vlachokyriakos, V., Teece, I., Monk, A., & Olivier, P. (2012). Cheque mates: Participatory design of digital payments with eighty somethings. Proceedings of the SIGCHI Conference on Human Factors in Computing Systems, 1189–1198. https://doi.org/10.1145/2207676.2208569
- [5] WHITAKER, Dulce Consuelo de Andreatta. Araraquara – Histórias Não Reveladas. Araraquara: Letras À Margem, 2004. 173 p.
Como citar:
Castro, Erika Veras de; Garcia, Giovanna de Freitas Rozalem; Trigueiros, Maria Paula; Campos, Lívia Flávia de Albuquerque; Pasquarella, Luís Carlos; "Artefatos Monetários e Envelhecimento: Um Olhar sobre Design, Memória e Inclusão", p-298-300.
In: 1º JPPD.
São Paulo: Blucher,
2026.
ISSN 23186968,
DOI 10.5151/1JPPD-0115
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TY - CONF T1 - Artefatos Monetários e Envelhecimento: Um Olhar sobre Design, Memória e Inclusão JO - Blucher Design Proceedings VL - 14 IS - 3 SP - 298 EP - 300 PY - 2026 T2 - I Jornada Paulista de Pesquisa em Design AU - , , , , SN - 23186968 DO - http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0115 UR - www.proceedings.blucher.com.br/article-details/artefatos-monetarios-e-envelhecimento-um-olhar-sobre-design-memoria-e-inclusao KW - Design; Artefatos monetários; Idosos; Inclusão; Experiência do usuário; ER -
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Erika Veras de Castro, Giovanna de Freitas Rozalem Garcia, Maria Paula Trigueiros, Lívia Flávia de Albuquerque Campos, Luís Carlos Pasquarella, Artefatos Monetários e Envelhecimento: Um Olhar sobre Design, Memória e Inclusão, Blucher Design Proceedings, Volume 14, 2026, Pages 298-300, ISSN 23186968, http://dx.doi.org/10.5151/1JPPD-0115 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/artefatos-monetarios-e-envelhecimento-um-olhar-sobre-design-memoria-e-inclusao) Palavras-chave:: Design; Artefatos monetários; Idosos; Inclusão; Experiência do usuário;;