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ANGIOEDEMA HEREDITÁRIO COM DÉFICIT DE INIBIDOR DE C1 ESTERASE EM CRIANÇAS: CARACTERÍSTICAS CLÍNICO- LABORATORIAIS E TERAPIA EM POPULAÇÃO BRASILEIRA
ANGIOEDEMA HEREDITÁRIO COM DÉFICIT DE INIBIDOR DE C1 ESTERASE EM CRIANÇAS: CARACTERÍSTICAS CLÍNICO- LABORATORIAIS E TERAPIA EM POPULAÇÃO BRASILEIRA
BOANOVA, ALINE GISELE PENA; SIMÕES, JOANNA ARAÚJO; SERPA, FARADIBA SARQUIS; CHONG NETO, HERBERTO JOSÉ; MANSUR, ELI; SILVA, JANE DA; CAMPOS, RÉGIS DE ALBUQUERQUE; GRUMACH, ANETE SEVCIOVIC
Artigo:
O angioedema hereditário (AEH) é uma doenÇA com herançaautossômica dominante, caracterizada pela deficiência quantitativa ou funcionaldo inibidor de C1 (C1-INH). Acomete o tecido subcutâneo e a submucosa, levandoa quadros recorrentes de edema em pele, trato gastrointestinal e laringe. É umadoença de alta morbimortalidade, cujos sintomas iniciam-se até a adolescência.Apesar disso, há uma escassez de informação sobre AEH no grupo pediátrico naliteratura mundial. Avaliar as características clínico-laboratoriais e a terapiaaplicada em pacientes pediátricos em centros de referência de AEH no país. Estudo multicêntrico, observacional, retrospectivo e descritivo,aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa local (CAAE: 83143217.0.1001.0082).Foram incluídos pacientes com idade inferior a dezoito anos e diagnósticoconfirmado de AEH por déficit de C1- INH. Os dados foram obtidos através dequestionários preenchidos pelos pesquisadores com base nas informações contidasnos prontuários dos pacientes. Foram incluídos 38 pacientes no estudo, provenientes de 26famílias distintas, 14 (37%) do gênero feminino e 24 (63%) masculino. As idadesvariaram de 4 a 17 anos (média de 10,6 anos e mediana de 11 anos). Vinte e oitopacientes apresentaram manifestações clínicas de AEH (11F:17M). A média dasidades do início dos sintomas foi de 3,4 anos (n=28). A média das idades aodiagnóstico foi de 6,7 anos nas crianças sintomáticas (28/38) e 6,9 anos nasassintomáticas (10/38). As manifestações clínicas mais relatadas foram dorabdominal (23/28), angioedema em mãos (22/28) e em face (20/28). Além disso,7/28 crianças tiveram relato de edema em laringe. Os fatores desencadeantesmais identificados foram estresse e trauma. O tratamento de manutenção foinecessário em 15 dos 28 pacientes sintomáticos, e 23/28 receberam tratamentodurante as crises, sendo o ácido tranexâmico (12/23) o mais usado. OAEH apresenta diagnóstico ainda tardio no Brasil, e os recursos para tratamentoda faixa etária pediátrica com a doença são restritos. É importante que osprofissionais de saúde que lidam com crianças e adolescentes estejam aptos areconhecer os pacientes com sintomas de AEH precocemente. O acompanhamentoespecializado com acesso a medicamentos para esta faixa etária pode influir naevolução e qualidade de vida das crianças.Justificativa
Objetivo(s)
Método(s)
Resultado(s)
Conclusão (ões)
O angioedema hereditário (AEH) é uma doenÇA com herançaautossômica dominante, caracterizada pela deficiência quantitativa ou funcionaldo inibidor de C1 (C1-INH). Acomete o tecido subcutâneo e a submucosa, levandoa quadros recorrentes de edema em pele, trato gastrointestinal e laringe. É umadoença de alta morbimortalidade, cujos sintomas iniciam-se até a adolescência.Apesar disso, há uma escassez de informação sobre AEH no grupo pediátrico naliteratura mundial. Avaliar as características clínico-laboratoriais e a terapiaaplicada em pacientes pediátricos em centros de referência de AEH no país. Estudo multicêntrico, observacional, retrospectivo e descritivo,aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa local (CAAE: 83143217.0.1001.0082).Foram incluídos pacientes com idade inferior a dezoito anos e diagnósticoconfirmado de AEH por déficit de C1- INH. Os dados foram obtidos através dequestionários preenchidos pelos pesquisadores com base nas informações contidasnos prontuários dos pacientes. Foram incluídos 38 pacientes no estudo, provenientes de 26famílias distintas, 14 (37%) do gênero feminino e 24 (63%) masculino. As idadesvariaram de 4 a 17 anos (média de 10,6 anos e mediana de 11 anos). Vinte e oitopacientes apresentaram manifestações clínicas de AEH (11F:17M). A média dasidades do início dos sintomas foi de 3,4 anos (n=28). A média das idades aodiagnóstico foi de 6,7 anos nas crianças sintomáticas (28/38) e 6,9 anos nasassintomáticas (10/38). As manifestações clínicas mais relatadas foram dorabdominal (23/28), angioedema em mãos (22/28) e em face (20/28). Além disso,7/28 crianças tiveram relato de edema em laringe. Os fatores desencadeantesmais identificados foram estresse e trauma. O tratamento de manutenção foinecessário em 15 dos 28 pacientes sintomáticos, e 23/28 receberam tratamentodurante as crises, sendo o ácido tranexâmico (12/23) o mais usado. OAEH apresenta diagnóstico ainda tardio no Brasil, e os recursos para tratamentoda faixa etária pediátrica com a doença são restritos. É importante que osprofissionais de saúde que lidam com crianças e adolescentes estejam aptos areconhecer os pacientes com sintomas de AEH precocemente. O acompanhamentoespecializado com acesso a medicamentos para esta faixa etária pode influir naevolução e qualidade de vida das crianças.Justificativa
Objetivo(s)
Método(s)
Resultado(s)
Conclusão (ões)
Palavras-chave:
DOI: 10.5151/cissi2020-21
Referências bibliográficas
- [1]
Como citar:
BOANOVA, ALINE GISELE PENA ; SIMÕES, JOANNA ARAÚJO ; SERPA, FARADIBA SARQUIS ; CHONG NETO, HERBERTO JOSÉ ; MANSUR, ELI ; SILVA, JANE DA ; CAMPOS, RÉGIS DE ALBUQUERQUE ; GRUMACH, ANETE SEVCIOVIC ; "ANGIOEDEMA HEREDITÁRIO COM DÉFICIT DE INIBIDOR DE C1 ESTERASE EM CRIANÇAS: CARACTERÍSTICAS CLÍNICO- LABORATORIAIS E TERAPIA EM POPULAÇÃO BRASILEIRA", p-41-42.
In: Anais do 4º Congresso Internacional Sabará de Saúde Infantil.
São Paulo: Blucher,
2020.
ISSN 23577282,
DOI 10.5151/cissi2020-21
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ALINE GISELE PENA BOANOVA, JOANNA ARAÚJO SIMÕES, FARADIBA SARQUIS SERPA, HERBERTO JOSÉ CHONG NETO, ELI MANSUR, JANE DA SILVA, RÉGIS DE ALBUQUERQUE CAMPOS, ANETE SEVCIOVIC GRUMACH, ANGIOEDEMA HEREDITÁRIO COM DÉFICIT DE INIBIDOR DE C1 ESTERASE EM CRIANÇAS: CARACTERÍSTICAS CLÍNICO- LABORATORIAIS E TERAPIA EM POPULAÇÃO BRASILEIRA, Blucher Medical Proceedings, Volume 6, 2020, Pages 41-42, ISSN 23577282, http://dx.doi.org/10.5151/cissi2020-21 (www.proceedings.blucher.com.br/article-details/angioedema-hereditrio-com-dficit-de-inibidor-de-c1-esterase-em-crianas-caractersticas-clnico-laboratoriais-e-terapia-em-populao-brasileira-34683) Palavras-chave:: ;