Artigo completo - Open Access.

Idioma principal | Segundo idioma

A cor do autismo e sua relevância na representação simbólica de mulheres

The color of autism and its relevance in the symbolic representation of women

Pereira, Anne Karolyne Mendes; Souto, Virgínia Tiradentes;

Artigo completo:

O artigo visa compreender de que forma a cor utilizada para a representação do autismo influencia na maneira com que a deficiência é reconhecida e difundida pelo mundo. Para tanto, fez-se uma revisão bibliográfica a respeito do autismo, da cor utilizada para representá-lo, da consequente invisibilização de mulheres autistas e quais as mudanças sugeridas pela comunidade inserida no espectro. Além disso, foram feitas entrevistas com mulheres autistas para entender como se sentem em relação à atual representação de sua deficiência e das mudanças simbólicas propostas. Os resultados mostram que é necessária uma mudança na forma como se apresenta o espectro a fim de garantir maior visibilidade entre mulheres. Conclui-se, ainda, que é necessário uma amostra maior de autistas de ambos os gêneros para se chegar à melhor forma de representação, e também a utilização de técnicas utilizadas pelo design centrado no usuário do início ao fim do projeto.

Artigo completo:

The article aims to understand how the color used to represent autism influences how disability is recognized and diffused throughout the world. For this, a bibliographic review was made regarding autism, the color used to represent it, the consequent invisibilization of autistic women, and the changes suggested by the community in the spectrum. In addition, interviews were conducted with autistic women to understand how they feel about the current representation of their disability and the proposed symbolic changes. The results show that a change in the way autism is presented is needed to ensure greater visibility among women. It is also concluded that a greater sample of autistic children of both genders is needed to reach the best representation, as well as the use of techniques used by the user-centered design from the beginning to the end of the project.

Palavras-chave: design, design da informação, autismo, cor do autismo, autismo azul,

Palavras-chave: design, information design, autism, color of autism, blue autism,

DOI: 10.5151/9cidi-congic-3.0294

Referências bibliográficas
  • [1] Acnur lança consultas sobre os direitos dos refugiados LGBTI, Nações Unidas Brasil. Disponível em: https://nacoesunidas.org/acnur-lanca-consultas-sobre-os-direitos-dos-refugiados-lgbti . Acesso em 08 jun. 2019
  • [2] Autistic Pride Day 2018. Awareness Days International Awareness Events Calendar, United States. Disponível em: https://www.awarenessdays.com/awareness-days-calendar/autistic-pride-day-2018- Acesso em: 10 mai. 2019
  • [3] Autistic Pride Day. Aspies for Freedom, [S.l]. Disponível em: http://www.aspiesforfreedom.com/autisticprideday.html. Acesso em: 10 mai. 2019
  • [4] Beauvoir, S. (2009). O Segundo Sexo. v.2. Tradução Le deuxième sexe. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
  • [5] Berry, S.; Martin, J. (1994). Diseño y color: cómo funciona el lenguaje del color y cómo manipularlo en el diseño gráfico. Tradução Gloria Prieto Puentes. 1. ed. Barcelona, Espanha: Blume.
  • [6] Cardoso, R. (2012). Design para um mundo complexo. São Paulo: Cosac Naify.
  • [7] Crepaldi, L. (2006). A influência das cores na decisão de compras: um estudo do comportamento do consumidor no ABC paulista. XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, São Paulo, p. 14.
  • [8] Endow, J. Goodnight Autism Puzzle Pieces. Ollibean, [S.l]. Disponível em https://ollibean.com/goodnight-autism-puzzle-pieces. Acesso em: 10 anurar. 2014.
  • [9] Farina, M. (1986). Psicodinâmica das cores em comunicação. 2 ed. São Paulo: Edgard Blücher.
  • [10] Fletcher, V. (2014). Consequential Design. The National Endowment for the Arts, Washington, DC. Disponível em: https://www.arts.gov/art-works/2014/consequential-design. Acesso em: 10 mai. 2014.
  • [11] Guerra, C. (2007). Meninobrinca de boneca e menina de carrinho? Rev. Ed. Popular, p. 136–142.
  • [12] Happy Autistic Pride Day June 18 2016 #Autisticpride. The Art Of Autism, [S.l]. Disponível em: https://the-art-of-autism.com/happy-autistic-pride-day-june-18-2016-autisticpride/. Acesso em: 02 fev. 2016.
  • [13] Hill, A. (2012). Not just a boy thing: how doctors are letting down girls with autism. The Guardian, London. Disponível em: https://www.theguardian.com/society/2012/jul/13/girls-autism-sex-bias-children. Acesso em: 10 dez. 2012
  • [14] Indeed, Sex Matters! Gender Matters!. Sex and Gender Women’s Health Collaborative. Disponível em: http://sgwhc.org. Acesso em 02 fev. 2018.
  • [15] Logan, R. K. (2012). Que é informação: A propagação da organização na biosfera, na simbolosfera, na tecnosfera e na econosfera. Rio de Janeiro: Ed. PUC Rio.
  • [16] Mcgregor, A. (2014). Why Medicine Often Has Dangerous Side Effects for Women. TED Ideas Worth Spreading, Rhode Island. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=sJCBM9ajA5s. Acesso em: 02 fev. 2014
  • [17] Menezes, H. F., & Pereira, C. P. A. (2017). Funções da cor na infografia: uma proposta de categorização aplicada à análise de infográficos jornalísticos. Revista Brasileira de Design da Informação, pp. 321–339.
  • [18] Montano, F. (2017). Chá revelação: ideias de decoração. Revista Crescer, [S.l]. Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Cha-de-bebe/noticia/2017/02/cha-de-bebe-revelacao-como-organizar-o-seu.html. Acesso em: 02mar. 2017
  • [19] Niemeyer, L. (2013). Elementos de semiótica aplicados ao design. 1 ed. Rio de Janeiro: 2AB Editora.
  • [20] Oliveira, C. (2015). Um retrato do autismo no Brasil. Revista Espaço Aberto, São Paulo, n. 170. Disponível em: http://www.usp.br/espacoaberto/?materia=um-retrato-do-autismo-no-brasil. Acesso em 01 jan. 2015.
  • [21] Paschoal, A. (2015). O espectro não é preto e branco!. Autismo em Evidências, Brasília. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=uWIkZit0sGY. Acesso em 14 mai. 2015
  • [22] Paschoal, A. (2019). Autismo em mulheres: o mito do 4 para 1. Comunicando Direito, [s.l]. Disponível em: http://comunicandodireito.com.br/autismo-em-mulheres-o-mito-do-4-para-1. Acesso em 03 abr. 2019
  • [23] Passerino, L. M., Bez, M. R., & Vicari. (2013). Formação de professores em comunicação alternativa para crianças com TEA: contextos em ação. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 26, n. 47, set/dez. 2013. DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1984686X10475. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/10475. Acesso em 20 mar. 2013
  • [24] Pereira, C. P. A. (2011). A cor como espelho da sociedade e da cultura: um estudo do sistema cromático do design de embalagens de alimentos. 2011. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo.
  • [25] Santaella, L. (1983). O que é semiótica. Coleção Primeiros Passos, São Paulo: Brasiliense.
  • [26] Tufte, E. R. (2011). Envisioning information. 13 ed. Connecticut: Graphic Press.
  • [27] Willingham, E. Why Autism Speaks Doesn't Speak For Me. Forbes, Jersey City. Disponível em: https://www.forbes.com/sites/emilywillingham/2013/11/13/why-autism-speaks-doesnt-speak-for-me/#1cfeb3cd3152 . Acesso em: 01 jan. 2013
  • [28] World Autism Awareness Day: 2 April. World Health Organization. Disponível em: https://www.who.int/mental_health/world_autism_awareness_day/en/. Acesso em 01 abr. 2012
Como citar:

Pereira, Anne Karolyne Mendes; Souto, Virgínia Tiradentes; "A cor do autismo e sua relevância na representação simbólica de mulheres", p. 1403-1411 . In: Anais do 9º CIDI | Congresso Internacional de Design da Informação, edição 2019 e do 9º CONGIC | Congresso Nacional de Iniciação Científica em Design da Informação. São Paulo: Blucher, 2019.
ISSN 2318-6968, DOI 10.5151/9cidi-congic-3.0294

últimos 30 dias | último ano | desde a publicação


downloads


visualizações


indexações