Artigo Completo - Open Access.

Idioma principal | Segundo idioma

Unidades de vizinhança: entre os fixos e os fluxos

Neighborhood Units: between the permanent and the flow

Schirmbeck, Claudia; Camara, Rogério;

Artigo Completo:

A partir da compreensão do espaço como sobreposição de relações, objetos e signos, objetiva-se analisar os usos e apropriações das unidades vizinhança de Brasília. Durante a execução projeto foram analisadas as quadras-modelo (107/108 e 307/308 sul e suas simétricas na asa norte) a fim de identificar as nuances das identidades das superquadras, observando-se as suas particularidades e estabelecendo-se uma parametrização de suas diferenças e semelhanças. As Unidades de Vizinhança foram projetadas de forma que as necessidades dos moradores pudessem ser supridas nas imediações de suas residências, procurando delimitar os modos de relações urbanas. Após 53 anos, procura-se manter o projeto original do plano piloto, em conflito com agenciamentos que não são pautados somente por um plano diretor. Os fluxos da cidade se transformaram, o Plano Piloto adquiriu caráter fluido, mais característico de centros urbanos com desenvolvimento espontâneo. Vive-se uma apropriação mais livre da cidade. O comércio itinerante imprevisto, as mesas que ocupam a calçada, são manifestações da necessidade do homem de vivenciar Brasília além do estabelecido no plano original. O Plano Piloto é padronizado, enumerado, lógico, mas observando-o de perto, é fácil notar que cada superquadra não se trata de uma ‘unidade padrão’ e sim em uma unidade diversa. A cidade que gerava estranhamento para os primeiros habitantes, tão distante das características de configuração urbana do interior do país, rígida e monumental reformula continuamente sua dinâmica a partir dos usos ali operados

Artigo Completo:

Taking as a starting point the understanding of space as an overlap of relations, objects and signs, this paper aims to compare the changes in the way Brasília has been used and occupied through the years. During the realization of the project, the model-blocks (107/108 and 307/308 south and their symmetric counterparts in Asa Norte) were analyzed in order to identify the subtleties in identity of the superquadras, with notes being taken concerning their particularities and a parameterization of their differences and likenesses being established. The Neighborhood Units were designed in order to meet the dwellers’ needs nearby their residences. The spontaneity of urban relations is limited by this configuration. After 53 years, Brasília keeps its structure as a project, but the way its inhabitants interact with space has changed. The flows within the city are no longer restricted to the superquadras, since they are under the direct influence of the configuration of markets, services and occupancy in satellite cities. Plano Piloto has acquired a fluid character, more often seen in urban centers with spontaneous growth. We are living a freer appropriation of Brasília. The unexpected itinerant trade and the tables on the sidewalks show man’s need to get closer, to occupy Brasília and to live it beyond what has been set in its original project. Plano Piloto is patterned, enumerated, logical, but when we look closer, it is easy to notice the fact that each superquadra is not about some “standard unit”, but is itself a unity of the different, something unique. We can conclude that Brasília is always moving, changing, as a way to resemble the many passersby who occupy it and the flows which go through changes due to external influences. The city, once so strange to its first inhabitants, so far away from the urban configuration found in the countryside, rigid and monumental, keeps reformulating its dynamics with the uses worked out therein.

Palavras-chave: Brasília, Unidades de Vizinhança, espaço, padrão e fluxo., Brasília,

Palavras-chave: ,

DOI: 10.5151/designpro-CIDI2015-congic_19

Referências bibliográficas
  • [1] ALEXANDER, Christopher. 2013. Uma Linguagem de Padrões. Porto Alegre: Bookman.
  • [2] ALEXANDER, Christopher. A city is not a tree. Disponível em Andlt; http://www.rudi.net/pages/8755Andgt; acesso em: 14 de junho de 2013.
  • [3] JACQUES, Paola Berenstein. 200 Apologia da Deriva: Escritos Situacionistas Sobre a Cidade / Internacional Situacionista. Rio de Janeiro: Casa da Palavra.
  • [4] SANTOS, Milton. 2006. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.
  • [5] SILVA, Adriana de Souza e. 2012.Mobile Interfaces in Public Spaces: Locational Privacy, Control, and Urban Sociability/por Adriana deSouza e Silva Andamp; Jordan Frith. Nova York: Editora Taylor Andamp; Francis.
  • [6] VIRILIO, Paul.1993. O Espaço Crítico. São Paulo: Editora 34.
Como citar:

Schirmbeck, Claudia; Camara, Rogério; "Unidades de vizinhança: entre os fixos e os fluxos", p. 1552-1557 . In: . In: C. G. Spinillo; L. M. Fadel; V. T. Souto; T. B. P. Silva & R. J. Camara (Eds). Anais do 7º Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 7th Information Design International Conference | CIDI 2015 [Blucher Design Proceedings, num.2, vol.2]. São Paulo: Blucher, 2015.
ISSN 2318-6968, ISBN: 978-85-8039-122-0
DOI 10.5151/designpro-CIDI2015-congic_19

últimos 30 dias | último ano | desde a publicação


downloads


visualizações


indexações