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TUMOR ESTROMAL GASTROINTESTINAL DO ESTÔMAGO: RELATO DE CASO

Vieira, Cyntia Brito; Bezerra, Diego de Aragão; Sena, Maiara da Silva; Gonçalves, Paula Ariane Lima Hass; Mais Júnior, Waldeth Esequiel de; Andrade, Caroline de Sousa; Amaral, Marina Bandeira de Mello; Brandão, Bruno Cavalcante;

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Relatar um caso de tumor estromal gastrointestinal de estômago em um paciente masculino, 78 anos, procedente de Camocim-CE, no ano de 2013. INTRODUÇÃO: Tumores estromais do trato gastrointestinal (GIST, do inglês gastrointestinal stromal tumors) são raros e não se sabe a causa. São originários das células intersticiais de Cajal, responsáveis pela motilidade intestinal e expressam a proteína CD117(c-Kit), que é sensível e relativamente específica para GIST. Podem acometer qualquer parte do trato gastrointestinal. Cerca de 60% originam-se no estômago, 20-25% no intestino delgado, 5% no colon e reto,e Andlt;5% no esôfago. A faixa etária comum é entre 50 e 70 anos, sem preferência por gênero. Os sintomas geralmente surgem em estágio avançado: dor ou desconforto abdominal, sensação de plenitude, vômitos, melena, hematêmese, astenia. O exame padrão-ouro para diagnóstico é a tomografia computadorizada. O tratamento mais comum é a cirurgia de remoção completa do tumor. Em casos de metástases ou de não remoção total do tumor, complementa-se o tratamento com imatinib, que funciona bem nos casos com CD117 positivo, mas pode funcionar com CD117 negativo. MÉTODO: Informações colhidas através de revisão de prontuário, entrevista com paciente, registro fotográficos dos métodos diagnósticos aos quais o paciente foi submetido e revisão de literatura. RESULTADO: J.M.S., 78 anos, masculino, procedente de Camocim-CE, agricultor. Em 2011 teve um episódio de melena, que se repetiu em 2013, associado à hematêmese, e procurou atendimento médico. Exame físico: bom estado geral, hipocorado, sem alteração no exame de abdome. Endoscopia digestiva alta: volumosa lesão subepitelial ulcerada na grande curvatura gástrica; lesão subepitelial em parede anterior de corpo proximal. Exames laboratoriais: Hb 7,6g/dL, leucócitos 15.701/mm3. Biópsia: proliferação moderadamente celular de células epitelióides longas com núcleos pouco aumentados, cromatina vazada, nucléolos eosinofílicos, raras figuras mitóticas em característico arranjo, ausência de hipercromasia ou mitoses atípicas, estroma levemente colageinizado , hiperplasia foveolar sobrajacente. Imuno-histoquímica: CD34 e actina músculo liso positivos, Ki-67 positivo em cerca de 2% das células neoplásicas, sugerindo GIST de padrão epitelióide. Existe um raro grupo de GISTs que são negativos para ambos marcadores. Perdeu o seguimento e retomou após 5 episódios de melena, em 2014, e foi submetido à gastrectomia parcial. Na cirurgia, foi encontrado massa tumoral cística de grande volume aderida à grande curvatura e ao mesocólon, massa tumoral sólida (cerca de 5cm) em grande curvatura, ascite hemorrágica, ausência de carcinomatose perineal. Foi feita a ressecção em cunha do estômago e o uso de grampeador. Paciente evoluiu bem durante pós-operatório. CONCLUSÃO: O caso relatado contraposto com a literatura a cerca da doença em questão, mostra a escassez de sintomas iniciais e a necessidade de tratamento precoce.

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Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cnnsco-35

Referências bibliográficas
Como citar:

Vieira, Cyntia Brito; Bezerra, Diego de Aragão; Sena, Maiara da Silva; Gonçalves, Paula Ariane Lima Hass; Mais Júnior, Waldeth Esequiel de; Andrade, Caroline de Sousa; Amaral, Marina Bandeira de Mello; Brandão, Bruno Cavalcante; "TUMOR ESTROMAL GASTROINTESTINAL DO ESTÔMAGO: RELATO DE CASO", p. 44 . In: Anais do I Congresso Norte e Nordeste da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica [=Blucher Medical Proceedings, v.1, n.3]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cnnsco-35

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