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Sujeito e mídia na autoficção literária e fílmica

Scamparini, Julia;

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A análise apresentada insere-se na perspectiva dos estudos em intermedialidade e é parte de uma investigação mais ampla sobre autoficções literárias e fílmicas. No romance Divórcio (Ricardo Lísias, 2013) e no documentário Histórias que contamos (Sarah Polley, 2012) constatam-se diversas dimensões de como vimos lidando com as novas (e velhas) tecnologias e as formas como os sujeitos vem se posicionando discursivamente com relação às e nas mídias literatura e cinema, refletindo sobre (e usando) a dupla palavra - imagem. O sujeito que hoje “entra” na tela leva à investigação de como atualmente se pensa a escrita (registro, memória) pela palavra e pela imagem; como a mescla entre ficção e realidade se relaciona com o discurso da intimidade, próprio de obras autoficcionais; e como as novas possibilidades abertas para a atuação, troca, e invenção dos indivíduos deslocam a própria identidade do gênero (romance / documentário), bem como noções clássicas de recepção e análise a ele relacionados, abrindo espaço para o exercício da subjetividade.

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Palavras-chave: autoficção, literatura, cinema documentário, subjetividade, palavra e imagem,

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DOI: 10.5151/phypro-intermidialidade2014-033

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Como citar:

Scamparini, Julia; "Sujeito e mídia na autoficção literária e fílmica", p. 431-450 . In: Aguiar, Daniella; Queiroz, João (Eds.). Anais do 1º Congresso Internacional de Intermidialidade 2014 [=Blucher Arts Proceedings, v.1 n.1]. São Paulo: Blucher, 2015.
ISSN 2447-3332, DOI 10.5151/phypro-intermidialidade2014-033

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