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Residência Médica na Uti: um Estudo Sobre o “Velho”, a “Velhice” e o “Envelhecimento”

Dias, Maria Angélica Ferreira; Watanabe, Helena Akemi Wada; Paúl, Constança;

Resumo:

Introdução: o ritmo intenso do envelhecimento populacional no Brasil tem levado a questionamentos sobre o impacto das mudanças demográficas na área da saúde, e à preocupação quanto ao preparo dos profissionais para lidarem com essa nova realidade. Os avanços representados pelos princípios do Sistema Único de Saúde, a criação do Estatuto do Idoso e a preocupação com os direitos humanos tornam urgentes reflexões sobre o que se coloca como desafio no atendimento médico à população idosa em UTI. Objetivos: compreender quais os sentidos que médicos que atuam em UTI, no contexto de residência médica, atribuem a velho/velhice/envelhecimento e suas relações com as práticas de assistência prestada aos pacientes idosos. Método: realizamos uma pesquisa qualitativa que envolveu a observação participante de 24 reuniões de equipes que atuam em duas Unidades de Terapia Intensiva de um hospital escola da cidade de São Paulo, e de 12 entrevistas individuais com médicos que compõem estas equipes e/ou estão implicados nesse contexto de residência médica. Os resultados foram analisados sob a ótica Construcionista, por meio da Análise do Discurso. Resultados: os resultados apontam para a existência de uma polissemia relacionada à velhice, incluindo sentidos que podem produzir práticas idadistas quando não há uma postura reflexiva dos profissionais a respeito do tema, ou quando conflitos decorrentes da complexidade que envolve o atendimento hospitalar em diferentes contextos institucionais e econômicos se impõem aos profissionais, dificultando o diálogo entre os envolvidos mais diretamente na situação de internação (nomeadamente profissionais da saúde, pacientes, familiares, cuidadores, gestores). Conclusões: essa nova realidade demográfica deve ser discutida na formação profissional, envolvendo as novas e diferentes demandas da população idosa. Relacioná-las ao respeito ao direito humano à vida e à dignidade, e aos sentidos atribuídos aos profissionais à essa fase da vida, aos velhos e ao processo de envelhecimento, bem como à forma como esses sentidos são produzidos e os seus contextos de produção, pode contribuir para que práticas de exclusão não se (re)produzam.

Resumo:

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10694

Referências bibliográficas
Como citar:

Dias, Maria Angélica Ferreira; Watanabe, Helena Akemi Wada; Paúl, Constança; "Residência Médica na Uti: um Estudo Sobre o “Velho”, a “Velhice” e o “Envelhecimento”", p. 287 . In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cihhs-10694

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