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Práticas de Humanização em Saúde: uma Experiência com Idosos Acometidos de Vestibulopatias

Aprile, Maria Rita; Schulteisz, Thaís S. de Vincenzo; Bilotta, Fernanda Aprile; Kuns, Elisabete;

Resumo:

Introdução: o conceito de humanização em saúde está sujeito a valores e princípios que regem políticas públicas, práticas de diferentes categorias profissionais, inúmeras modalidades e protocolos de atenção e prevenção à saúde. Apesar dessa diversidade, consolida-se o pressuposto que a humanização das relações em saúde em oposição ao comportamento cartesiano, que distancia os profissionais e pacientes, constitui uma condição que interfere diretamente nos processos de tratamento e de minimização do sofrimento. Objetivo: Investigar as contribuiçõs para a qualidade de vida e inclusão social de idosos em tratamento de vestibulopatias, a partir da convivência com seus pares, em oficinas temáticas, orientadas por princípios de humanização em saúde. Método: Estudo exploratório e descritivo com 62 vestibulopatas, de ambos gêneros, idade entre 60 e 84 anos e diferentes escolaridades, que assinaram termo de consentimento livre e esclarecido. Os dados foram obtidos por meio de questionário de qualidade de vida e registros de observação em oficinas direcionadas à interação social, estimulação da memória, uso de medicamentos, aposentadoria, atividade física e alimentação. Os idosos foram distribuídos em 4 grupos que participaram de 4 oficinas com duração de 3 horas cada. ao todo, foram realizadas 16 oficinas e 48 horas de observação. Resultados: dos distúrbios vestibulares, a tontura foi a queixa predominante (60%). Houve prevalência de idosos entre 65 e 69 anos (32%); gênero feminino (80%) e ensino fundamental completo (67,7%); 79% eram aposentados e, desses, 18% continuavam a trabalhar; 18% exerciam trabalho improdutivo; 22% trabalho voluntário; 24% desempenhavam atividades na família; 19% buscavam trabalho remunerado e 11% consideravam as vestibulopatias impeditivas ao trabalho. As caminhadas constituíam a atividade física predominante (60%) e, assistir televisão, o lazer principal (90%); 95% não tinham alimentação balanceada; 34% desenvolviam atividades que exigiam memória e concentração; 60% liam jornais, livros e revistas; 69% participavam de cursos e palestras e 58% de grupos religiosos; 72% faziam planos de vida; 77% não consideravam a morte uma realidade próxima e 30% usavam antidepressivos. nas Oficinas, os idosos compartilharam: experiências pessoais (tentativa de suicídio, rejeição familiar, depressão etc.) e sentimentos (abandono, inutilidade, não pertencimento social); estabeleceram vínculos de amizades; fortaleceram a autoestima e resgataram o seu papel social, além de se comprometerem com o tratamento em curso e com as práticas de autocuidado (alimentação, higiene, uso adequado de medicamentos etc.). Conclusões: Apoiados em princípios de humanização em saúde, os comportamentos interativos proporcionados pelas Oficinas permitiram a esses idosos estabelecer relações afetivas e solidárias com repercussões no desenvolvimento de: autoestima, sentimento de pertencimento social, tratamento das vestibulopatias, bem estar e qualidade de vida

Resumo:

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10769

Referências bibliográficas
Como citar:

Aprile, Maria Rita; Schulteisz, Thaís S. de Vincenzo; Bilotta, Fernanda Aprile; Kuns, Elisabete; "Práticas de Humanização em Saúde: uma Experiência com Idosos Acometidos de Vestibulopatias", p. 330 . In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cihhs-10769

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