dezembro 2014 vol. 1 num. 5 - II Congresso Brasileiro de Medicina Hospitalar

Resumo - Open Access.

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Prevalência, Mortalidade E As Principais Comorbidades Encontradas Nos Pacientes Em Choque Séptico Fatal Na Unidade De Terapia Intensiva.

Rocha, P.L.; Coelho, G.; Rhoden, M.; Teixeira, L.O.; Teixeira, V.N.K.;

Resumo:

O choque séptico pode ser considerado como um dos maiores desafios no manejo de pacientes criticamente enfermos, tendo elevadas taxas de prevalência e de mortalidade no Brasil e no mundo. Este estudo buscou dados sobre a prevalência do choque séptico e sua mortalidade em uma unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital geral na cidade de Pelotas/RS, bem como fatores associados presentes em pacientes que não sobreviveram a esta adversidade. Método: Estudo transversal e retrospectivo, tendo como banco de dados relatórios de janeiro a junho de 2014 do Comitê de Controle da Sepse do Hospital Universitário São Francisco de Paula – Pelotas/RS. Resultados: A prevalência do choque séptico na UTI estudada foi de 29,67%, totalizando 105 casos durante o período. A taxa de mortalidade foi de 55,24%, valor considerado abaixo da média quando comparado a outros estudos. Ao traçar o perfil destes pacientes que foram a óbito, encontramos que 54,17% eram do sexo masculino e tinham como média de idade 62,3 anos. As principais comorbidades encontradas foram neoplasia maligna, presente em 22,41% dos óbitos patologias do sistema nervoso central - acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos ou traumatismos -, ocorrendo em 18,18% diabetes mellitus (DM) em 15,51% e síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) em 10,34%. Outro dado pertinente de discussão é a procedência destes pacientes. A grande maioria, cerca de 56,10%, foi proveniente do Pronto Socorro Municipal. Outros 29,27% vieram do setor de clínica médica e 12,19% da cirúrgica, ambos do mesmo hospital. Conclusões: A mortalidade do choque séptico ainda apresenta taxas elevadas, mesmo em hospitais que apresentam um controle enérgico do seu tratamento. A taxa de mortalidade da unidade estudada pode ser considerada aceitável de acordo com diversos estudos, e este fato pode advir da realização do diagnóstico e conduta precoce, buscando o controle do foco infeccioso e o correto manejo durante a reanimação do paciente. Ainda que estes recebam tais cuidados, existem fatores que interferem na recuperação do paciente. Evidenciamos, ainda, que as principais patologias associadas ao choque séptico fatal foram neoplasia maligna, afecções do sistema nervoso central, DM e SIDA. Dessa forma, salienta-se que, além do manejo adequado, ágil e precoce, as comorbidades encontradas em pacientes em choque séptico devem ser avaliadas e apropriadamente conduzidas a fim de diminuir possíveis complicações irreversíveis.

Resumo:

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DOI: 10.5151/medpro-II-cbmh-034

Referências bibliográficas
Como citar:

Rocha, P.L.; Coelho, G.; Rhoden, M.; Teixeira, L.O.; Teixeira, V.N.K.; "Prevalência, Mortalidade E As Principais Comorbidades Encontradas Nos Pacientes Em Choque Séptico Fatal Na Unidade De Terapia Intensiva.", p. 41 . In: . São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-II-cbmh-034

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