dezembro 2014 vol. 1 num. 5 - II Congresso Brasileiro de Medicina Hospitalar

Resumo - Open Access.

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Perfil dos Pacientes Colonizados por KPC em Internação Clínica em Hospital Terciário

Borges, F.K.; Moraes, T.A.; Drebes, C.V.E.; Silva, A.L.T.; Cassol, R.; Falci, D.R.;

Resumo:

A Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) vem sendo identificada em pacientes hospitalizados, principalmente internados em unidades de tratamento intensivo (UTI). Alguns estudos sugerem que a simples colonização por este germe pode estar associada ao aumento da mortalidade destes pacientes. Este estudo tem como objetivo principal avaliar o perfil epidemiológico e a mortalidade total intra-hospitalar dos pacientes clínicos colonizados por KPC no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). Métodos: Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo de pacientes hospitalizados, colonizados por KPC, nas unidades de internação clínica do (HNSC) entre 2012 e 2013. Foram definidos como portadores assintomáticos, ou colonizados por KPC, aqueles pacientes clínicos com exame cultural de rastreio (swab) positivo para bactérias produtoras de KPC na internação. Resultados: Foram incluídos 75 pacientes, 40 homens, com mediana de idade de 56 [45-70] anos com escore de Charlson médio de 5 +/- 2. Apenas 13 pacientes tinham internação nos últimos 3 meses. No momento da colonização por KPC 77,3% dos pacientes estavam na UTI. O tempo desde o inicio da internação até a positivação da cultura de vigilância (swab) apresentou uma mediana de 18 dias, com período de internação longo (média 44 dias). A utilização de antibióticos pré-colonização foi elevada: penicilinas associadas com inibidores de beta-lactamase 80%, carbapenêmicos 60%, vancomicina 57,3% e Polimixina B 34,7%. Considerando não apenas o uso de antibióticos pré-isolamento, mas também os outros fatores de risco para colonização, observamos uma alta prevalência também no uso de cateter de acesso central (93,3%), sondagem vesical de demora (88%), sondagem nasogastrica/nasoenterica (86,7%), ventilação mecânica (81,3%) e necessidade de hemodiálise (40%). Mais de 70% dos pacientes colonizados apresentaram algum processo infeccioso após a detecção de colonização. Óbito ocorreu em 56% dos pacientes (n =42). Conclusão: Pacientes colonizados por KPC apresentam mortalidade total intra-hospitalar elevada. O presente estudo não permite definir se esta mortalidade é atribuída à própria colonização ou se é decorrente do perfil de gravidade destes pacientes.

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DOI: 10.5151/medpro-II-cbmh-054

Referências bibliográficas
Como citar:

Borges, F.K.; Moraes, T.A.; Drebes, C.V.E.; Silva, A.L.T.; Cassol, R.; Falci, D.R.; "Perfil dos Pacientes Colonizados por KPC em Internação Clínica em Hospital Terciário", p. 2 . In: . São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-II-cbmh-054

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