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Percepção dos Pais Acerca do Ambiente Obstétrico no Momento do Parto

Paiva, Pâmela Campêlo; Landim, Fátima Luna Pinheiro; Souza, Vera Lúcia Nogueira de; Gomes, Francisca Leonice Camelo; Rimes, Thalita Soares; Tambor, Bruna Caroline Rodrigues;

Resumo:

Percebe-se que rotineiramente, os parceiros aparecem para deixar as suas mulheres na maternidade, e depois somente para visitá-las. Poucos manifestam interesse em participarem do nascimento dos filhos. a discussão acerca da presença do pai durante o trabalho de parto já não é recente e busca romper com uma visão superada de que “sala de parto não é para homens comuns”; tema que ganha cada vez mais espaço de debate tanto no meio profissional e social, quanto nas publicações científicas sobre o assunto. Esse estudo objetiva conhecer a percepção dos pais acerca do ambiente obstétrico no momento do parto. Trata-se de pesquisa do tipo exploratório-descritiva, de natureza qualitativa. a pesquisa foi desenvol00vida em um Hospital Maternidade de caráter filantrópico conveniado com o Sistema Único de Saúde (SUS), possuindo também convênios privados. Os informantes do estudo serão companheiros que estiverem presentes durante a admissão da gestante em trabalho de parto, com idade acima de 18 anos. Os dados foram coletados nos meses de julho e agosto do ano de 2013. a técnica adotada foi a entrevista semi-estruturada. o parto é um evento que envolve muitas expectativas, anseios, duvidas, enfim um misto de sentimentos, que faz surgir a incerteza do pai quanto ao sucesso desse momento tão importante. Nesse contexto destacamos tais falas: “Posso ser estranho no parto. [...] Não gosto de hospital, o cheiro me incomoda. Vou achar esquisito, prefiro ver a criança depois que ela já tiver saído.” (S3). “Pra ver, pra ver assim o bebe nascendo, sei lá, deve ser difícil assim pra mim. Não sei se aguentaria/, pois sou um pouco nervoso assim, entendeu?” (S5). “[...] ela pode ficar muito nervosa, olhando pra ela, aí pode complicar ainda mais [...]”(S6). “Eu não posso ver sangue que eu fico com uma coisa ruim sabe, é muito ruim mesmo. Meu medo é da reação.” (S9). “Quero assistir! Só não iria se eu tivesse trabalhando.”(S4)Cansado, porque eu passei o dia todo trabalhando, eu acho que não vou acompanhar por causa disso. (S11). Diante do exposto foi possível identificar uma resistência dos pais frente ao ambiente obstétrico e ao parto em si, alguns levantam a questão do não poder abandonar o trabalho, nota-se diante das falas que o homem ainda prioriza o trabalho em detrimento a atenção a mulher nesse processo de parturição. Desta forma é necessário que políticas sejam criadas e que os pais possam ser incentivados, sensibilizados e beneficiados com o processo de parturição de suas esposas.

Resumo:

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10848

Referências bibliográficas
Como citar:

Paiva, Pâmela Campêlo; Landim, Fátima Luna Pinheiro; Souza, Vera Lúcia Nogueira de; Gomes, Francisca Leonice Camelo; Rimes, Thalita Soares; Tambor, Bruna Caroline Rodrigues; "Percepção dos Pais Acerca do Ambiente Obstétrico no Momento do Parto", p. 385 . In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cihhs-10848

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