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Pacientes em Sala de Espera de Oncologia Pediátrica: Quem São e o que Demandam para a Psicologia?

Shioga, Julia Evangelista Mota; Souza, Bárbara Carvalho de; Alcantara, Tainara Vasconcelos; Lage, Ana Maria Vieira; Maia, Anice Holanda Nunes;

Resumo:

Introdução: o estigma que acompanha o câncer infantil faz com que a sua terapêutica seja fator causador de sofrimento psicológico. a falta de informações acerca do processo de adoecimento, a dor causada pelos procedimentos invasivos e pelos efeitos colaterais, a espera, o medo da anestesia e a ansiedade ante o resultado dos exames são alguns fatores causadores de sofrimento psicológico que podem dificultar a adesão ao tratamento por parte dos pacientes. em decorrência disso, a relação dos pacientes com seu tratamento e com o hospital pode se transformar em um processo angustiante e ansiogênico. por esses motivos, justifica-se a realização do projeto Sala de Espera em um serviço de oncologia pediátrica de referência no Estado do Ceará, que proporciona atendimentos psicológicos, por meio de intervenções lúdicas e psicoeducativas, bem como de escuta psicológica. Objetivos: o presente trabalho visa a analisar o perfil e as demandas psicológicas de pacientes que realizaram procedimentos invasivos e seus acompanhantes, buscando também aprimorar as ações de um programa de extensão. Métodos: Realizou-se um estudo exploratório transversal descritivo, no qual foram analisados registros dos atendimentos psicológicos do período de 01.09.2011 a 31.08.2012 em sala de espera da unidade de procedimentos, com dados sociodemográficos e assistenciais fornecidos pelos acompanhantes. Utilizou-se estatística descritiva com cálculo de frequência relativa e absoluta. Resultados: Foram realizados 505 atendimentos com o seguinte perfil: 41,58% dos pacientes tem entre 3 a 6 anos de idade, a maioria é proveniente do interior do Estado (62%). em relação aos exames, 43% realizaram punção lombar e 28% mielograma. para 63%, a realização dos procedimentos tinha como objetivo o acompanhamento do tratamento do câncer: 68% com leucemias e 17% com tumores sólidos. 55% desses pacientes são oriundos do serviço de oncologia. dos acompanhantes, 85,05% são mães entre 19 e 40 anos (72,48%). 74% cursaram até o Ensino Médio. dos atendimentos, 41,18% foram intervenções lúdicas: 55,28% individuais e 39,90% com participação do acompanhante. 16,23% foram escuta psicológica: 62,19% com acompanhantes; 24,39% com acompanhantes/pacientes e 13,41% com pacientes, a maioria com 11 anos ou mais. 3,56% foram intervenções psicoeducativas e 33,86% envolveram diversas intervenções em um mesmo atendimento. Conclusções: a partir do estudo, pode-se constatar que os pacientes são predominantemente pré-escolares, em franco desenvolvimento cognitivo e emocional, com neoplasias linfo-hematopoiéticas, submissos a procedimentos invasivos. Demandam intervenções lúdicas para redução da ansiedade e ressignificação de suas experiências. Mães demandam intervenções psicológicas e psicoeducativas para trabalhar angústias e dúvidas. Adolescentes apresentam demanda similar. Os resultados permitem ao programa de extensão focalizar intervenções adequadas à idade, patologias predominantes, cultura e escolaridade dos usuários.

Resumo:

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10656

Referências bibliográficas
Como citar:

Shioga, Julia Evangelista Mota; Souza, Bárbara Carvalho de; Alcantara, Tainara Vasconcelos; Lage, Ana Maria Vieira; Maia, Anice Holanda Nunes; "Pacientes em Sala de Espera de Oncologia Pediátrica: Quem São e o que Demandam para a Psicologia?", p. 267 . In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cihhs-10656

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