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Paciente que Requer Cuidados Paliativos: Percepção de Enfermeiras

Gonçalves, Naiane Glaciele da Costa; Silveira, Rosemary Silva da; Holz, Jaqueline; Lunardi, Valéria Lerch; Silveira, Ana Caroline Silva da; Saioron, Isabela; Gonçalves, Naiane Glaciele da C.;

Resumo:

Introdução: a origem dos Cuidados Paliativos está no Movimento Hóspice, criado por Cecily Saunders e colaboradores, responsáveis pela disseminação em nível mundial dessa filosofia do cuidar. Objetivo: conhecer a percepção de enfermeiras de uma Unidade de Clínica Médica (UCM) sobre os cuidados paliativos. Metodologia: Pesquisa qualitativa desenvolvida com oito enfermeiras de uma UCM, de um hospital público federal, no sul do país. Utilizou-se a entrevista semi-estruturada e a análise textual discursiva, desenvolvida em quatro focos: “Desmontagem dos textos”, “Estabelecimento de relações”, “Captando o novo emergente”, “um processo auto organizado”. Resultados: Emergiram duas categorias: percepções de enfermeiras acerca dos cuidados paliativos e o modo como as enfermeiras exercem seu fazer diante da impossibilidade de cura. Discussões: em relação às percepções das enfermeiras acerca dos cuidados paliativos pode-se perceber que há opiniões distintas, parecendo não existir clareza acerca de seu significado. Algumas enfermeiras explicitaram sua compreensão sobre cuidado paliativo como a possibilidade de realizar um cuidado ético, respeitando a integridade e dignidade dos pacientes. o discurso dos sujeitos demonstra a insuficiência de conhecimento acerca da temática cuidados paliativos nos processos formativos dos estudantes durante a graduação e nas atividades de educação permanente dos profissionais, refletindo a falta de clareza desta filosofia de cuidado. no que se refere ao modo como os enfermeiros exercem seu fazer diante da impossibilidade de cura, destacaram que além de promover o alívio da dor é necessário comprometer-se emocionalmente com os pacientes, respeitando sua vulnerabilidade. para o enfrentamento do sofrimento dos pacientes e de si próprios diante da dor e da impossibilidade de cura, os enfermeiros criam mecanismos de defesa pessoal, os quais lhes permitem enfrentar as dificuldades presentes no dia-a-dia de trabalho e cuidar do próximo sem se abalar. Pode-se perceber, a partir dos relatos dessas enfermeiras, que a experiência adquirida com o tempo, a maturidade pessoal e o enfrentamento do dia-a-dia no trabalho geram sentimentos de superação nas ações de cuidado, e que o sentimento que aflora é de respeito. É fundamental compartilhar vivências e experiências no contexto profissional dos trabalhadores entre si, com pacientes e familiares, produzindo maturidade para enfrentar o dia-a-dia no trabalho diante dos cuidados paliativos. Conclusões: Percebeu-se que existe uma dificuldade em desempenhar os cuidados paliativos devido à carência de conhecimento do tema por parte dos trabalhadores envolvidos no cuidado e à estrutura institucional, que não é direcionada para cuidados paliativos. Encontrar alternativas que estimulem discussões acerca dos cuidados paliativos poderá colaborar para suprir as dificuldades diante de pacientes que requerem cuidados paliativos.

Resumo:

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10666

Referências bibliográficas
Como citar:

Gonçalves, Naiane Glaciele da Costa; Silveira, Rosemary Silva da; Holz, Jaqueline; Lunardi, Valéria Lerch; Silveira, Ana Caroline Silva da; Saioron, Isabela; Gonçalves, Naiane Glaciele da C.; "Paciente que Requer Cuidados Paliativos: Percepção de Enfermeiras", p. 274 . In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cihhs-10666

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