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O conhecimento a priori da ideia de Deus

Silva, Guilherme Diniz da;

Artigo:

Na filosofia de Descartes, a ideia de Deus tem um papel determinante para a constituição do sistema epistemológico, devido fundamentalmente à necessidade da atemporalidade das verdades compreendidas pelo cogito. Ao intui uma segunda evidência, a primeira é remetida para a memória, levando assim à perda de sua atualidade. Somente uma realidade atemporal pode garantir a presença das verdades que o raciocínio precisa interligar para formar o conhecimento. Contudo, sem o conhecimento da natureza dessa garantia, ou seja, sem o conhecimento da essência divina, não seria possível sustentar a coerência da filosofia cartesiana, ao pretender embasar as ciências sobre a metafísica. Por isso, Descartes precisa mostrar que a ideia de Deus é cognoscível. Mas, como seria possível conhecer a essência de Deus, sendo o cogito uma realidade intelectualmente finita?

Artigo:

Palavras-chave: realidade formal, essência, ideia, Deus, conhecimento,

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/phipro-sofia-018

Referências bibliográficas
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  • [2] BEYSSADE, J.-M. A ideia de Deus e as provas de sua existência. In: COTTINGHAM, J. (org.). Descartes. Aparecida: Ideias Andamp; Letras, 2009, p. 213-241.
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  • [5] LANDIM FILHO, R. Evidência e verdade no sistema cartesiano. São Paulo: Loyola, 1998.
Como citar:

Silva, Guilherme Diniz da; "O conhecimento a priori da ideia de Deus", p. 139-142 . In: Anais da VIII Semana de Orientação Filosófica e Acadêmica [= Blucher Philosophy Proceedings, n.1, v.1]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2358-6567, DOI 10.5151/phipro-sofia-018

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