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Micropolítica do Processo de Trabalho: Visita a um Centro de Saúde da Família

Ponte, Débora Cardoso Ferreira da; Ruiz, Erasmo Miessa; Costa, Juliana Pessoa; Maia Neto, José Pereira; Caminha, Emília Cristina C. R.; Silva, Maria Rocineide F. da; Jorge, Maria Salete Bessa;

Resumo:

Esse relato de experiência nasceu de uma disciplina de Micropolítica do Processo de Trabalho e Cuidado em Saúde do Mestrado Acadêmico de Saúde Pública da Universidade Estadual do Ceará. a proposta era uma vivência por meio de uma visitação a um unidade de saúde para que pudéssemos observar como ocorria a entrada do usuário, assim como seu permeio entre os serviços ofertados no estabelecimento eleito como campo. Fomos à Unidade de Saúde Luís Albuquerque Mendes, localizado na Regional IV em Fortaleza, na perspectiva de observar a micropolítica dos processos de trabalho. a partir disso, foi elaborado um Fluxograma Analisador de Merhy o que nos permitiu visualizar como ocorria “o caminhar” do usuário na unidade de saúde elencada. o fluxograma analisador se constitui num instrumento de análise, que interroga os “para que”, os “que” e os “como” dos processos de trabalho, e ao mesmo tempo revela a maneira de governá-lo. a idéia de se operar com instrumentos de natureza analítica apóia-se na proposta de que a construção de tecnologias que operem com processos auto-analíticos e autogestivos, articuladas às finalidades dos serviços de saúde, podem ser instrumentos potentes na viabilização do SUS e na viabilização da Estratégia Saúde da Família. a equipe de visitação procurou, além de conhecer o território que compreende o Centro de Saúde Luis Albuquerque Mendes, realizar estudos através dos textos propostos pela disciplina sobre reestruturação produtiva e assim, fomos capazes de atentar para a estratégia de saúde da família como ampla detentora de potência, embora algumas vezes essa potência seja capturada por processos de trabalho mortificados em seu agir, vínculos de trabalho instáveis e estruturas precárias. Estas questões reverberam diretamente na produção do cuidado ao usuário, contribuindo com a formação de vínculos frágeis entre estes e os profissionais, ao passo que legitima e perpetua o modelo assistencial prescritivo. Refletir sobre essas questões é um passo fundamental para estabelecer rupturas e construir novas possibilidades de produzir cuidado e autonomia a partir do território em questão. o diálogo entre profissionais e usuários aponta para a construção de fluxos de cuidado capazes de dar conta da reestruturação produtiva tão necessária para dar respostas as demandas trazidas ao/emergidas no serviço, promovendo encontros proativos.

Resumo:

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10633

Referências bibliográficas
Como citar:

Ponte, Débora Cardoso Ferreira da; Ruiz, Erasmo Miessa; Costa, Juliana Pessoa; Maia Neto, José Pereira; Caminha, Emília Cristina C. R.; Silva, Maria Rocineide F. da; Jorge, Maria Salete Bessa; "Micropolítica do Processo de Trabalho: Visita a um Centro de Saúde da Família", p. 255 . In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cihhs-10633

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