dezembro 2014 vol. 1 num. 5 - II Congresso Brasileiro de Medicina Hospitalar

Resumo - Open Access.

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Medicamentos em Gestações de Mães de Crianças Portadoras de Cardiopatia Congênita: Avaliação do Seu Uso e Potenciais Riscos

Silveira, F.R.; Ferreira, G.D.; Jakimiu, A.R.; de Souza, L.A.C.; da Silva, J.N.; Rosa, R.F.M.; Zen, P.R.G.;

Resumo:

a etiologia das cardiopatias congênitas (CCs) é pouco compreendida. Contudo, os teratógenos químicos, como os medicamentos, merecem destaque especial pelo amplo consumo pela população. Nosso objetivo foi avaliar o uso de medicamentos em gestações de mães de pacientes portadores de CC. Método: a amostra foi constituída de pacientes consecutivos, com CC, avaliados em sua primeira hospitalização em uma unidade de tratamento intensivo cardíaca de um hospital pediátrico de referência do Sul do Brasil, no período entre 2005-2006. Os pacientes foram submetidos a exame de cariótipo de alta resolução e a técnica de hibridização in situ fluorescente (FISH) para a deleção 22q11. Foram incluídos no estudo apenas os pacientes nos quais se realizou ambos os exames. Os dados foram coletados a partir de um protocolo clínico, que avaliou dados referentes à gestação dos pacientes, dando-se ênfase ao uso de medicamentos. Estes foram divididos de acordo com a classificação do Food and Drug Administration (FDA). Resultados: A amostra foi composta de 198 pacientes, 52% do sexo masculino, com idade variando de 1 a 4934 dias. O uso de medicamentos no 1º trimestre de gestação foi relatado por 32,4% das mães, seguidos de 37,7% no 2º trimestre e 35,8% no terceiro trimestre. De acordo com a classificação do FDA, medicamentos da classe A foram relatados por 28,4 % das mães, seguidos de 35,8% da classe B, 24,5% da classe C, 10,8% da classe D e 2,5% da classe X, sendo que muitas mães utilizaram mais de um medicamento pertencentes a classes de risco distintas durante o período gestacional. Dos 198 pacientes, 166 (83,8%) apresentaram exame de cariótipo e de FISH normais. Destes, 133 (80,1%) possuíam cardiopatia congênita não associada a síndromes. Relato do uso de medicamentos no primeiro trimestre de gestação esteve presente em 43 (32,3%) destes pacientes. Medicamentos da categoria D foram relatados em 12 casos (9%) e da categoria X em 2 (1,5%). Conclusões: observamos uma demasiada utilização de medicamentos das classes D e X, que possuem um potencial teratogênico, sobretudo no 1º trimestre de gestação. E isto ocorreu apesar do acompanhamento pré-natal (descrito em 92,4% dos casos), e do fato de que muitos dos medicamentos utilizados necessitam de prescrição médica para serem adquiridos. Assim, sugerimos a necessidade de um maior esclarecimento às mães e, talvez, até aos próprios médicos, sobre os riscos dos efeitos teratogênicos de certas medicações.

Resumo:

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DOI: 10.5151/medpro-II-cbmh-071

Referências bibliográficas
Como citar:

Silveira, F.R.; Ferreira, G.D.; Jakimiu, A.R.; de Souza, L.A.C.; da Silva, J.N.; Rosa, R.F.M.; Zen, P.R.G.; "Medicamentos em Gestações de Mães de Crianças Portadoras de Cardiopatia Congênita: Avaliação do Seu Uso e Potenciais Riscos", p. 74 . In: . São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-II-cbmh-071

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