dezembro 2014 vol. 1 num. 5 - II Congresso Brasileiro de Medicina Hospitalar

Resumo - Open Access.

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Manifestações cutâneas decorrentes do uso de maconha

Gelain, M.A.S.; Gelain, M.S.;

Resumo:

A maconha é a substância ilícita mais usada mundialmente. 40% dos adultos norte-americanos já experimentaram maconha pelo menos uma vez na vida. Muitos dos eventos adversos da droga surgem na pele, o que torna fundamental o reconhecimento destes. Tal estudo se justifica em um contexto em que países estudam ou já permitem a disponibilização da maconha como agente terapêutico. Assim, objetiva-se avaliar as afecções dermatológicas mais comumente encontradas em usuários de maconha. Método: Trata-se de uma revisão bibliográfica baseada na literatura especializada, realizada entre 1 e 15 de julho de 2014, através da consulta a artigos científicos selecionados no banco de dados do Scielo e da Bireme, a partir das fontes Medline e Lilacs, em língua inglesa. As palavras-chave utilizadas foram Cannabis, marijuana e skin. Os critérios de inclusão foram a abordagem das manifestações cutâneas do uso de maconha. Foram excluídos estudos que relatavam alterações não dermatológicas do uso da droga. Resultados: Foram encontrados três artigos nas bases de dados consultadas que versavam sobre afecções de pele causadas pelo uso da maconha. Classicamente, os indivíduos usuários de maconha, assim como os consumidores de cigarros convencionais, apresentam maior risco de envelhecimento cutâneo precoce, com acentuada proeminência das rugas. O uso crônico de maconha está associado ao surgimento de arterite por canabinóides, um subtipo de tromboangeíte obliterante (TO). A arterite por canabinóides é decorrente do efeito vasoconstrictor do principal componente psicoativo, o tetraidrocanabinol, e um contaminante adicionado à droga, o arsênio, conhecido como causador da TO em fumantes de cigarros convencionais. Apresenta-se como necrose periférica mais freqüentemente em membros inferiores. Trabalhos citam a arterite por canabinóides entre as causas mais freqüentes da doença arterial periférica em adultos com menos de 50 anos. Conclusões: Em virtude dos fatos mencionados, conclui-se que a arterite por canabinóides deve ser incluída no diagnóstico diferencial de todos os adultos jovens com necrose periférica. Reforçando que os sinais cutâneos do abuso de maconha precisam ser lembrados, bem como reconhecidas novas manifestações cutâneas emergentes decorrentes de aditivos químicos. Assim, os médicos precisam manter-se atualizados com a literatura sobre o uso de drogas e elencar o abuso das mesmas em seus diagnósticos diferenciais.

Resumo:

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DOI: 10.5151/medpro-II-cbmh-052

Referências bibliográficas
Como citar:

Gelain, M.A.S.; Gelain, M.S.; "Manifestações cutâneas decorrentes do uso de maconha", p. 57 . In: . São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-II-cbmh-052

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