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Grupo de Monitoramento do Linfedema: Cuidados Pós- Alta de um Programa de Reabilitação nos Pacientes com Câncer de Mama

Tavares, Aline Cristina; Velar, Camila Molina; Bueno, Camila da Silva; Bazan, Mellik; Brito, Christina May Moran de; Toscano, Juliana Lopes;

Resumo:

INTRODUÇÃO: o câncer (CA) de mama é a neoplasia mais comum entre mulheres, no mundo e no Brasil.. Durante o tratamento ou pela própria doença, complicações físicas podem surgir, tais como: limitação e diminuição de movimentos de ombro e braço, diminuição de força muscular, dor, fibrose da articulação escapuloumeral e linfedema (15 a 20% dos casos). Após a alta do programa de reabilitação, a falta de aderência às orientações ou em casos de necessidade de reintervenção cirúrgica e/ou de radioterapia, essas complicações podem reaparecer ou se agravar. a formação de grupos de orientação propicia benefícios aos participantes pelo acolhimento, manutenção do cuidado e identificação de possíveis complicações no período pós- alta. OBJETIVOS: Reforçar cuidados e orientações, avaliar instalação/progressão do linfedema após a alta de um programa de reabilitação e decidir se a paciente necessitará retornar para um atendimento individualizado. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional em andamento, com pacientes que receberam alta do programa supervisionado de reabilitação, com o diagnóstico de câncer de mama e linfedema (grau 0 ou latente, grau 1 reversível espontaneamente, grau 2 irreversível espontaneamente e grau 3 irreversível com fibrose e/ou outras complicações). Os grupos de orientação constituem 2 encontros no segundo e no terceiro mês após alta do programa de reabilitação com a participação da fisioterapia, da terapia ocupacional e do psicólogo. Durante os encontros as pacientes são (i) reorientadas quanto às adequações em suas atividades cotidianas e a necessidade de adaptações em suas funções; (ii) avaliadas se o linfedema está estável ou não; (iii) caso o linfedema não esteja estável, é discutida com o fisiatra a necessidade de reenquadramento em programa de reabilitação. As perdas foram consideradas como não participações nos encontros em decorrência de faltas, seja por intercorrência clínica, óbito ou recusa. RESULTADOS: Os resultados parciais incluem 67 pacientes. dos 32 pacientes que apresentavam linfedema subclínico, houve 7 (22%) perdas, 23 (72%) mantiveram o linfedema estável, e 2 (6%) apresentaram piora e foram reenquadrados no programa. dos 13 pacientes que apresentavam linfedema grau 1, houve 2 (15%) perdas, 11 (85%) mantiveram o linfedema estável, e nenhum apresentou piora do quadro. dos 17 pacientes que apresentavam linfedema grau 2, houve 1 (6%) perda, 13 (76%) mantiveram o linfedema estável, e 3 (18%) apresentaram piora e foram reenquadrados no programa. dos 5 pacientes que apresentavam linfedema grau 3, 1 (20%) manteve o linfedema estável, e 4 (80%) apresentaram piora e foram reenquadrados no programa. CONCLUSÃO: o grupo de orientação pós-alta contribui para a promoção da estabilidade do linfedema, assim como para o reconhecimento de complicações e necessidade de novas intervenções de reabilitação nessa população.

Resumo:

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10703

Referências bibliográficas
Como citar:

Tavares, Aline Cristina; Velar, Camila Molina; Bueno, Camila da Silva; Bazan, Mellik; Brito, Christina May Moran de; Toscano, Juliana Lopes; "Grupo de Monitoramento do Linfedema: Cuidados Pós- Alta de um Programa de Reabilitação nos Pacientes com Câncer de Mama", p. 295 . In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cihhs-10703

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