dezembro 2014 vol. 1 num. 5 - II Congresso Brasileiro de Medicina Hospitalar

Resumo - Open Access.

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Força de Preensão Palmar de Pacientes com Doença Renal Crônica em Terapia Dialítica

Fernandes, V.F.; Savegnago, D.; Fernandes, M.R.; Knijnik, L.M.; Leguisamo, C.P.;

Resumo:

Pacientes com doença renal crônica (DRC) em fase terminal submetidos à terapia de substituição renal por hemodiálise (HD) apresentam uma complexa síndrome com efeitos em diversos sistemas, entre eles, o sistema músculo esquelético. Este estudo teve como objetivo analisar a força de preensão palmar e correlacionar com o tempo de tratamento de pacientes com DRC submetidos à HD. Métodos: Estudo transversal que avaliou pacientes com DRC submetidos à HD no Hospital São Vicente de Paulo em Passo Fundo (RS). As avaliações foram realizadas individualmente através de um questionário clínico e sócio demográfico. Para avaliação da força muscular, foi utilizado o dinamômetro de preensão manual (capacidade de mensuração de 5 a 100 kg resolução 0,05 kg precisão ±0,5%) sobre os músculos flexores dos membros superiores. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e está de acordo com a Declaração de Helsinki. Resultados: A amostra final do estudo foi de 27 pacientes (58,5 ±13 anos, 89% homens). Comparando-se a força do membro superior esquerdo (MSE) com a força do membro superior direito (MSD) obtém-se, em newtons, (2,29±0,32 vs. 2,46±0,89 p=0,513), respectivamente. O tempo de HD com força do MSE não apresentou relação significativa (Pearson r = -0,316 p=0,109), porém houve uma correlação inversamente proporcional (Pearson r = -0,433 p=0,024) entre o tempo de HD com a força do MSD, demonstrando que os pacientes que há mais tempo estão em terapia renal substitutiva por HD tem menor força no MSD. As anormalidades músculo esqueléticas são numerosas e frequentes em pacientes doentes renais em particular daqueles mantidos por longo período de terapia de diálise renal. Sabe-se que pacientes em HD apresentam comprometimento na estrutura e na função muscular podendo manifestar pela atrofia e pela fraqueza muscular proximal. O aspecto que influência a diminuição da força muscular está associada às alterações no suprimento de energia das células musculares. As alterações nos sistemas metabólicos de produção de ATP diminuem a capacidade metabólica muscular basal em torno de 40 % em paciente com IRC. Conclusão: Este estudo demonstrou que não há diferença estatisticamente significativa entre a força do MSE e do MSD nos pacientes com DRC em tratamento dialítico. Entretanto, o tempo de terapia renal substitutiva por hemodiálise é inversamente proporcional à força no MSD. Estudos futuros são necessários para melhor verificar tal associação.

Resumo:

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DOI: 10.5151/medpro-II-cbmh-058

Referências bibliográficas
Como citar:

Fernandes, V.F.; Savegnago, D.; Fernandes, M.R.; Knijnik, L.M.; Leguisamo, C.P.; "Força de Preensão Palmar de Pacientes com Doença Renal Crônica em Terapia Dialítica", p. 61 . In: . São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-II-cbmh-058

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