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Escuta Psicológica de Mães Acompanhantes em Sala de Espera de Oncologia Pediátrica

Shioga, Julia Evangelista Mota; Damasceno, Brenna Paula; Azevedo, Priscilla Caroliny R. de; Alcântara, Tainara Vasconcelos; Lage, Ana Maria Vieira; Maia, Anice Holanda Nunes;

Resumo:

Introdução: Quando o diagnóstico de câncer infantil é comunicado aos pais, provoca a sensação de subversão da ordem natural da vida e a possibilidade de morte de um ser que está em pleno desenvolvimento, suscitando nos familiares sentimentos de medo, ansiedade, angústia e desespero. para garantir o processo de cuidado, faz-se necessário um rearranjo familiar, a fim de que a criança seja acompanhada por um dos familiares em todas as etapas do tratamento. nas práticas de cuidados de saúde no contexto familiar, na maioria das vezes, o cuidado é desempenhado pelas mulheres, e no caso da oncopediatria, as mães. As mães acompanhantes têm que se adaptar ao novo cotidiano, tendo muitas vezes que se mudar para a metrópole, deixar o cuidado dos demais filhos com outros familiares e abandonar o emprego e os afazeres domésticos. a permanência do acompanhante ao lado da criança com câncer o torna um agente importante no cuidado e no tratamento, uma vez que possibilita à criança uma sensação de familiaridade e segurança no ambiente hospitalar. Portanto, são realizadas intervenções psicológicas com o acompanhante, que indiretamente também repercutirão positivamente no tratamento do paciente. Objetivos: o presente trabalho busca descrever o perfil sociodemográfico e assistencial e avaliar as demandas por escuta psicológica de mães acompanhantes cujos filhos realizaram exames invasivos para diagnóstico ou avaliação da evolução do tratamento do câncer em um serviço de referência em oncologia pediátrica. As intervenções psicológicas foram realizadas na sala de espera de exames invasivos da instituição. Métodos: Realizou-se um estudo exploratório transversal descritivo a partir da análise dos registros das intervenções psicológicas realizadas na sala de espera da referida unidade no período de 01.09.2011 a 31.08.2012. Resultados: Foram realizados 505 atendimentos. Os dados sociodemográficos dos acompanhantes revelam que 85,05% são mães entre 19 e 40 anos (72,48%). 62% são provenientes do interior do Estado e 74% cursaram até o Ensino Médio. Quanto à demanda dos acompanhantes por escuta psicológica, 62,19% foram realizadas de forma individualizada e 24,39% com a díade acompanhante/paciente acima de 11 anos. Conclusões: a mãe acompanhante, diante dos exames invasivos, depara-se com medos e expectativas acerca do êxito do tratamento e do seu esforço do cuidado materno. Desse modo, necessitam verbalizar. a fala, nesse contexto, supõe a necessidade premente de organização psicológica para estar presente nos momentos de tensão, por isso demandam ser escutadas. Nesse contexto, a psicoterapia breve de apoio se configura como uma estratégia importante para alívio da ansiedade, além de proporcionar o fortalecimento de recursos psicológicos de enfrentamento e aceitação da doença. Os resultados permitiram aprimorar as intervenções psicológicas na sala de espera, tornando-as adequadas às demandas e à escolaridade das acompanhantes.

Resumo:

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10623

Referências bibliográficas
Como citar:

Shioga, Julia Evangelista Mota; Damasceno, Brenna Paula; Azevedo, Priscilla Caroliny R. de; Alcântara, Tainara Vasconcelos; Lage, Ana Maria Vieira; Maia, Anice Holanda Nunes; "Escuta Psicológica de Mães Acompanhantes em Sala de Espera de Oncologia Pediátrica", p. 249 . In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cihhs-10623

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