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Discurso autobiográfico, um elemento recriador das histórias em quadrinhos

Costa, Bernard Martoni Mansur Corrêa da;

Artigo Completo:

O presente trabalho propõe-se a relacionar o texto autobiográfico e as histórias em quadrinhos, aplicado ao formato da novela gráfica. As histórias em quadrinhos normalmente eram vinculadas a temas humorísticos e uma limitada técnica gráfica devido à baixa qualidade das impressões. Ao longo de sua história o meio dos quadrinhos foi se desenvolvendo. Em 1978, o quadrinista Will Eisner, lança o livro, considerado a primeira graphic novel (novela gráfica), Um contrato com Deus: e outras histórias de cortiço. Em 1986, Art Spiegelman publica os primeiros capítulos de Maus: a história de um sobrevivente e redefine as possibilidades temáticas dos quadrinhos. O uso da autobiografia possibilitou o surgimento de narrativas mais amadurecidas e pessoais. Em 1975, o teórico Phillipe Lejeune apresenta O Pacto Autobiográfico, em que são estabelecidos os critérios que definem o texto como autobiográfico. A proximidade do lançamento dessas obras denota um elemento importante para entender-se a produção das narrativas sequenciais, em particular entre 70 e 80. Nesse sentido, este trabalho busca apontar a presença do texto autobiográfico nas histórias em quadrinho e como ele auxiliou no desenvolvimento da novela gráfica.

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Palavras-chave: graphic novel, novela gráfica, história em quadrinhos, HQ, discurso autobiográfico, literatura,

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DOI: 10.5151/phypro-intermidialidade2014-006

Referências bibliográficas
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Como citar:

Costa, Bernard Martoni Mansur Corrêa da; "Discurso autobiográfico, um elemento recriador das histórias em quadrinhos", p. 72-86 . In: Aguiar, Daniella; Queiroz, João (Eds.). Anais do 1º Congresso Internacional de Intermidialidade 2014 [=Blucher Arts Proceedings, v.1 n.1]. São Paulo: Blucher, 2015.
ISSN 2447-3332, DOI 10.5151/phypro-intermidialidade2014-006

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