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De Peito Aberto: Humanização e Amamentação!

Ribeiro, José Carlos; Rippel, Luciane;

Resumo:

Introdução: Talvez uma imagem represente tudo! Confúcio, MacLuhan e Deleuze combinando idéias e se mostrando de peito aberto. Isto! de peito aberto! a imagem de quatro servidoras da saúde de uma cidade do interior gaúcho em pleno ato de amamentar diria tudo: humanidade, humanização, ensino, aprendizado. o recordar nos mostra o começo em 2007 quando do desenvolvimento da humanização do pré-natal na integração de serviços de atenção básica, chegou-se à importância do aleitamento materno. Daí surge um Fórum de Saúde Coletiva, uma Semana Municipal de Aleitamento Materno com o tema: ”Deixa eu dizer que te amo!”. Depois uma peça teatral com a cenografia construída pelos pacientes dos grupos de saúde mental e a interpretação dos servidores da saúde. em 2009 o contato com a L-materno, lista internética, que se propõe a ser espaço de promoção do aleitamento materno através da troca de informações e discussões, trouxe a necessidade de uma sensibilização. Olha Morin aí minha gente! um evento que pudesse trazer sensibilidade e pudesse “causar” sensibilidade na questão da humanização na amamentação. Objetivos: Provocar a sensibilização de usuários e servidores da Secretaria Municipal da Saúde de uma cidade da serra gaúcha frente à necessidade de humanização no trato com as questões envolvendo gestação, parto, amamentação e aleitamento materno. Métodos: Foi idealizado um pôster com 4 servidoras, uma técnica de enfermagem, uma enfermeira, uma médica e uma psicóloga, juntas amamentando seus filhos. o pôster foi utilizado como tema visual da semana de amamentação e estimulou as fotografias de usuárias amamentando que oportunizou uma exposição nos corredores do Centro de Saúde na sede do município. Resultados: o pôster serviu para que se aproximassem os profissionais e participantes dos grupos de mulheres. Várias discussões surgiram a partir daquela imagem que trouxe ensino e aprendizagem a todos que participaram. uma das nutrizes de mamas pequenas e amamentando um robusto filho, proporcionou com sua exposição o entendimento que era possível sim, amamentar independentemente do tamanho das mamas. Mães usuárias da UBS se sentiram fortalecidas em sua vontade de amamentar com o reforço da imagem das “doutoras” do Centro de Saúde em situação igual a delas. Servidoras se mostraram orgulhosas daquelas companheiras de trabalho que não tiveram medo de se expor em prol da humanização. Conclusões: Cada gesto ou ação decorrente daquela imagem trouxe o sentido de que usuários e servidores da saúde se colocam como seres humanos, em um momento em que a lógica dominante se esquece das pessoas em detrimento do papel que representam. o desencontro nas relações paciente-profissional, a desconfiança, o descrédito acerca dos serviços públicos de saúde necessitam de uma resposta. Não há como se falar em humanização sem se retomar o tema de democratização das relações interpessoais, das instituições, do sistema de gestão e do SUS.

Resumo:

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10298

Referências bibliográficas
Como citar:

Ribeiro, José Carlos; Rippel, Luciane; "De Peito Aberto: Humanização e Amamentação!", p. 57 . In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cihhs-10298

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