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Constituir-Se Terapeuta Ocupacional em Contexto Hospitalar Pediátrico: Experiências de Residentes Multiprofissionais

Klein, Taiane Maiara; Franco, Mariana de Paiva; Braga, Cláudia Pellegrini; Galheigo, Sandra Maria;

Resumo:

Introdução:O hospital caracteriza-se por modo hegemônico de agir marcado por ações profissionais procedimento-centradas, onde o sujeito da atenção se vê reduzido a um diagnóstico, problema, intervenção ou caso. Trata-se de um lugar onde predomina o uso de tecnologias duras e leve-duras, no qual o saber e o poder são domínios profissionais. a humanização do ambiente hospitalar implica em modos de resistência e criação para transformar procedimentos em cuidado, produzindo afetação mútua entre usuário e cuidador. a residência multiprofissional abre uma porta para a experimentação de novos modos de cuidar de si e dos outros. Objetivos: Refletir sobre o percurso de formação técnica, ética e política de residentes de terapia ocupacional em saúde da criança e do adolescente. Métodos: Análise temática dos diários de campo referentes aos conteúdos das disciplinas, das discussões clínicas e das experiências do cotidiano, apresentados por terapeutas ocupacionais em programa de residência multiprofissional, realizada em unidades pediátricas de hospitais de média e alta complexidade na cidade de São Paulo. Resultados:Cinco unidades temáticas foram identificadas: (1) Aproximações-tensões com o universo hospitalar: o hospital é um ambiente adverso e dinâmico, em que o afastamento do território e a fragilidade da articulação da rede têm que ser constantemente tensionados. (2) Construção da valise teórico-metodológica: a atuação hospitalar demanda uma formação teórico-prática que problematize instituídos e que possibilite uma atuação nos princípios da humanização, da ética e integralidade do cuidado. (3) Constituir-se cuidador em contextos hospitalares: dificuldades em compor com a dureza do hospital, porém, operar pela singularização permite o fazer humanizado. o suporte teórico, supervisão e aprendizagem prática permitem constituir um modo próprio de ser terapeuta ocupacional em contexto hospitalar pediátrico, pautado na humanização e na ética do cuidado. (4) o cuidado de si: a relação de cuidado e a aproximação com situações de sofrimento exigem um novo corpo, e cuidado de si do terapeuta. (5) Construindo a autonomia e o lugar profissional: Conquistar o lugar da Terapia Ocupacional na equipe multiprofissional mistura-se com a construção da autonomia do residente no serviço. Há relevância no contato com pares multiprofissionais para a obtenção da autonomia e do reconhecimento do papel do residente. (6) a multi e a interprofissionalidade como horizonte: um desafio que amadurece em propostas de integração e ações coletivas entre profissionais, mas que não acontecem por limites do serviço. Conclusões: a formação técnica, ética e política implica em exercitar a delicadeza do cuidado no cotidiano hospitalar, em acolher e escutar o outro, seja usuário ou profissional e em construir diálogos e projetos com os atores envolvidos. a residência possibilita, além do ganho profissional, crescimento pessoal do residente que se dá pelas afetações que ousa experimentar.

Resumo:

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10708

Referências bibliográficas
Como citar:

Klein, Taiane Maiara; Franco, Mariana de Paiva; Braga, Cláudia Pellegrini; Galheigo, Sandra Maria; "Constituir-Se Terapeuta Ocupacional em Contexto Hospitalar Pediátrico: Experiências de Residentes Multiprofissionais", p. 298 . In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cihhs-10708

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