Apresentação Oral - Open Access.

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AVALIAÇÃO INICIAL DO USO DO SPECT/CT NA PESQUISA DO LINFONODO SENTINELA NO MELANOMA CUTÂNEO

Ramalho, Wostenildo Crispim; Brandão, Eduardo Miranda; Karimai, João; Takano, Daniela; Flamini, Rodrigo de Carvalho; Lima Júnior, Nildevande Firmino; Ximenes, Lucas Martins;

Apresentação Oral:

O melanoma é tumor maligno pouco comum, forma-se a partir dos melanócitos que, por sua vez, migram da crista neural para toda a epiderme durante a embriogênese, tendo um grande poder de metástase. A primeira descrição que se refere ao melanoma surgiu durante o período 460 a 375 a.C. nas escrituras de Hipócrates. Mas o termo “melanoma” foi originalmente empregado em 1838 por Robert Carswell, que o utilizou para descrever lesões malignas pigmentadas da pele. Já em 1858, Pemberton realizava e advogava a excisão ampla e profunda como tratamento da doença. Pouco depois,em 1907, Handley recomendava a ressecção em blocos com margens amplas. Nas décadas de 50 e 60 vários pesquisadores como Allen, Spitz, Petersen e Bodenhan já tentavam identificar os fatores prognósticos relacionados ao melanoma, Em 1969 Clark e colaboradores aprimoraram o sistema de micro estadiamento utilizando como critério os níveis de invasão da pele, e em seguida, Breslow demonstrou a importância da espessura do melanoma primário. Finalmente em 1992 Morton introduziu o rastreamento linfático per-operatório e a linfadenectomia seletiva do(s) linfonodo(s) marcado(s) (linfonodo sentinela), técnica que atualmente foi incorporada como procedimento de rotina na maioria dos grandes centros especializados em câncer. Analisou-se 24 casos de melanomas ocorridos no ano de 2013 na Unidade de Oncologia e Cirurgia Unionco. Atraves da análise de prontuários analisamos 23 variáveis: idade ao diagnostico inicial, sexo, localizaçao da lesão primaria, tipo histologico, fase de crescimento, Clark, Breslow, ínide mitotico, invasão vascular/linfatica, invasao perineural, infiltraçao peritumoral, infiltraçao intratumoral, regressão, satelitose microscópica, ulceração, margens cirugicas, menor margem lateral, SPECT/CT, linfonodos sentinelas no SPECT/CT, T, N, M e Estadio Clínico. A partir da análise dos dados encontrou-se que a idade minima foi de 18 e a maxima de 79 anos na data do diagnostico, sendo que a mediana das idades foi de 53,08 anos. Lesoes com predominio do genero mascilino (62%), com 10 lesões no tronco e 14 nas extremidades. O estadio predominante foi e o tipo histologico extensivo superficial. Quando analisados os dados de imagem no SPECT/CT (6 pacientes) verificamos que em 100 % dos casos que foram submetidos a este foi identificado linfonodo sentinela (LNS), sendo que o número máximo foi 3 e o mínimo 1 linfonodo, com predominio das regiões axilares e inguinais. O nível Clark 3 e o estadio clínico IA tiveram 37,5% de incidencia. O indice de insucesso na localização do LNS foi zero para os paceintes que se submeteram ao SPECT/CT. No periodo avaliado não houve recidivas linfonodais nos casos negativos. Concluímos que o SPECT/CT é um importante recurso diagnóstico para a identificação de LNS e permite aumento da segurança e sensibilidade em relação à linfocintilografia biplanar.

Apresentação Oral:

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cnnsco-03

Referências bibliográficas
Como citar:

Ramalho, Wostenildo Crispim; Brandão, Eduardo Miranda; Karimai, João; Takano, Daniela; Flamini, Rodrigo de Carvalho; Lima Júnior, Nildevande Firmino; Ximenes, Lucas Martins; "AVALIAÇÃO INICIAL DO USO DO SPECT/CT NA PESQUISA DO LINFONODO SENTINELA NO MELANOMA CUTÂNEO", p. 10 . In: Anais do I Congresso Norte e Nordeste da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica [=Blucher Medical Proceedings, v.1, n.3]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cnnsco-03

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