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Amadurecendo com o Brincar: Compreendendo As Vivências de Crianças Pré-Escolares Hospitalizadas em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica

Scaggion, Leslie Rose Esper; Melo, Luciana de Lione;

Resumo:

Introdução. a mudança do perfil epidemiológico das doenças da infância levou a profundas alterações na população pediátrica atendida pelos serviços de saúde. Essas transformações aumentaram a necessidade de cuidados mais complexos, tecnologia diagnóstica e terapêutica e unidades de cuidados intensivos. As unidades de terapia intensiva pediátrica (UTIP) foram criadas com o objetivo de prover o cuidado ideal às crianças gravemente doentes, propiciando à cura de doenças, favorecendo o pleno desenvolvimento de suas potencialidades. Apesar disso, são consideradas ambientes estressantes, podendo afetar a criança emocionalmente. o brinquedo terapêutico (BT), cuja finalidade é permitir a compreensão dos sentimentos e das reações emocionais à própria criança e à equipe de saúde, assim como prepará-la para procedimentos desagradáveis, emerge como uma estratégia essencial à criança, pois o brincar é parte integrante do desenvolvimento infantil. Objetivo. Compreender as vivências de crianças pré-escolares hospitalizadas em uma UTIP por meio do brinquedo terapêutico dramático. Método. Trata-se de um estudo fenomenológico com oito crianças que participaram de 53 sessões de brinquedo terapêutico dramático na UTIP e, após a alta desta unidade, na Unidade de Internação Pediátrica. o brincar das crianças, gravado em áudio digital e transcrito na íntegra, e as anotações do diário de campo compuseram os discursos fenomenológicos. a análise da estrutura do fenômeno situado se deu à luz da Teoria do Amadurecimento de Winicott e revelou a categoria temática Amadurecendo com o brincar. Resultados. a partir do brincar, desvelou-se a criatividade originária, isto é, quando a criança torna real seu potencial criativo. a luva de procedimento foi o objeto mais explorado, além da ampola de água, apesar das crianças reconhecerem o uso adequado de ambos os materiais, pois a criança que já internalizou a psique por meio da elaboração imaginativa, é capaz de fantasiar, de brincar com a realidade externa sem desajustar a realidade interna. Algumas crianças alcançaram um estado de dependência relativa, se reconhecendo como uma unidade com um eu integrado. As interações sociais se solidificaram e a pesquisadora foi aceita e incluída na brincadeira. Passadas as etapas de dependência absoluta, dependência relativa e transicionalidade, a criança caminhou para a percepção do mundo externo compartilhado, evidenciado na brincadeira conjunta com outras pessoas. Conclusão. As sessões de BT possibilitaram às crianças, a confiança e a liberdade necessária para brincar dentro da UTIP, o que promoveu alívio das tensões relacionadas aos procedimentos hospitalares, diminuindo o medo. a UTIP não se mostrou uma atmosfera impeditiva do processo de amadurecimento, nem tampouco um ambiente facilitador, pois não possui ferramentas lúdicas, essenciais à comunicação infantil.

Resumo:

Palavras-chave:

DOI: 10.5151/medpro-cihhs-10225

Referências bibliográficas
Como citar:

Scaggion, Leslie Rose Esper; Melo, Luciana de Lione; "Amadurecendo com o Brincar: Compreendendo As Vivências de Crianças Pré-Escolares Hospitalizadas em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica", p. 26 . In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [= Blucher Medical Proceedings, vol.1, num.2]. São Paulo: Blucher, 2014.
ISSN 2357-7282, DOI 10.5151/medpro-cihhs-10225

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